Afastei Enrique depois de muitos segundos terem se passado. Ele pode ter me beijado com uma boa intenção. Mas, a minha mente sempre estava acusando de que ele fez somente porque pensa que vou levar o bebê para longe dele. Acho estranho quando ele trata do meu bebê como se fosse dele. Tudo bem que carrega o seu ‘DNA’, mas não foi culpa minha, não escolhi isso.
Pensei comigo mesma que não quero ninguém na minha vida, e muito menos na vida do meu bebê. Não estou pronta para dividir com ele. Eu estava bem quando existia somente eu, e sem querer, deixei que Enrique entrasse na minha vida naquele dia do acidente. Foi um acontecimento que nos uniu rapidamente, assim em um piscar de olhos.
Me perguntei se fiz certo aceitar ele na minha vida e no meu apartamento. Não estava certo a maneira na qual fizemos. Mal me separei e fui para o seu apartamento.
Ele sabe muito bem sobre os meus gostos, o que me afeta, o que deixa de me afetar. E tudo isso porque lhe dei total liberdade, quando eu não deveria ter dado.
— Você não gostou do beijo? — perguntou a poucos centímetros de mim.
— Você se aproveitou da minha fraqueza, não faça mais isso.
— Por quê não, Ana? Poxa, somos solteiros.
— Você é solteiro, nunca casou com a sua ex, agora eu...
— É solteira, só falta divorciar. — disse, me interrompendo. Enrique se aproxima novamente, mas eu o impeço.
— Já conversamos sobre essa situação que nos rodeia, Enrique. — Falei. — Eu vou deixar você conviver com o bebê também. Então, não procure motivos para se aproximar de mim, dessa forma não vai funcionar. Você está se aproveitando da minha situação.
— Não estou me aproveitando de nada, simplesmente amo a sua companhia. Tudo bem, que nós nos aproximamos pelo bebê, mas eu também gosto da sua companhia, e quero te ajudar.
— Me ajudar de qual forma? Me beijando?
— Não, dessa forma não, me perdoe porque fui impulsivo, mas não pensei que um beijo iria te ofender. — disse ele me olhando.
— Sai do meu apartamento, me deixa sozinha.
— E a consulta? Você precisa ir hoje, Ana. A Doutora está nos esperando.
— Ligue e avise que não estou bem, obrigada. — falei subindo para o meu quarto, e logo tranquei a porta.
— Ana... — escutei ele me chamar. Meu coração se apertou no peito, mas o que eu poderia fazer? Não tem como aceitar tudo isso. Está sendo difícil para mim.
Não me julguem, eu me senti muito bem com o beijo. Mas eu achei errado, a forma na qual estou me envolvendo com Enrique, não é certo. Não estou fazendo o certo. Preciso resolver a minha situação, e só depois, pensarei se posso me envolver com alguém. Às vezes, eu penso, que se eu encontrar um homem para me fazer feliz, como vou fazer com o Enrique e o bebê, que consequentemente, pertence a ele?
Do meu quarto, eu pude ouvir a porta sendo fechada. Com toda a certeza, ele já foi embora. Saí do quarto, preparei algo para comer, e me alimentei calmamente, enquanto eu assistia a um filme no meu notebook. Eu não conseguia me concentrar, só pensar naquele beijo tão delicioso. Imediatamente, um arrepio percorreu meu corpo, me fazendo estremecer.
Eu fui até o apartamento de Enrique, sei que peguei pesado com ele, e reconheço que é a única pessoa que está me ajudando no que eu preciso. Que está cuidando de mim, sem se importar com os meus ataques.
Bati umas duas vezes na porta, e ele aparece enrolado em uma toalha. O meu olhar pairou diante do seu físico malhado.
— D-desculpe, volto outra hora. — falei quase saindo dali, mas ele me impediu.
— Entra Ana, por favor! Vou só me trocar e já volto. Não vá, não vou fazer nada com você, só se você quiser. — insinuou.
Ele abriu mais a porta, me dando espaço para entrar.
Enrique subiu as escadas indo para o quarto, enquanto fiquei sentada no sofá, esperando ele retornar, mas quase faltando o fôlego pelo que eu acabei de ver diante dos meus olhos. Logo mais, ele retorna, dessa vez, estava vestido em um terno azul-marinho, sob medida.
— Teve algum problema? Em quê posso ajudar Ana? — Enrique prestou atenção em mim.
— Eu quero me desculpar com você, Enrique, eu peguei pesado. Se você puder, pode marcar a consulta com a Doutora, para hoje à tarde. — falei sentindo as minhas bochechas corarem.
— Sem problemas, eu tinha uma reunião hoje à tarde, mas vou adiar. — disse ele olhando no seu relógio de pulso.
— Se não der, não tem problema, marcaremos então para amanhã pela manhã.
— Não, Ana, eu quero fazer isso com você. Está certo, para hoje à tarde. Venha, vamos comer alguma coisa. — disse ele me guiando até a cozinha.
De cara, pude ver duas senhoras de cabelos grisalhos, cortando algo na pia, e a outra estava mexendo algo na panela em cima do fogão.
— Diana e Luci, essa aqui, é a Ana, mãe do meu filho. — disse Enrique nos apresentando. — Quero que cuidem bem dela, quando estiver por aqui, e eu não estiver. São jóias raras para mim. — Ele me olha com alegria.
Que homem é esse? Que leva tanto coice, e ainda assim, tenta me agradar? Não é ser humano, é um anjo. Só pode.
Me sentei ao redor da mesa, depois de as duas funcionárias de Enrique, me mostrarem um sorriso calmo, e me parabenizarem pela gravidez, e pela minha beleza. São mulheres legais, e hospitaleiras. Fomos servidos com uma comida ótima, chamada de Ravioli. Assim que terminei, fui até a geladeira, e os meus olhos pararam no leite condensado, abri sem pensar, e já fui levando para a boca.
— Ei senhorita, não coma essas besteiras, é muito doce para você. — Enrique tomou o leite da minha mão, e colocou na geladeira. — Me peça outra coisa, que seja saudável, e eu irei pegar para você.
— Eu quero leite condensado, Enrique, só hoje. O seu filho quer isso, não pode impedir. — falei fazendo biquinho. — Não pode me impedir.
— Posso. — disse ele seriamente. — Posso te garanto, que você não vai tomar isso.
Depois de Enrique dizer vários nãos, agora estou aqui sobre o sofá, terminando de tomar o leite condensado todinho. O mesmo que ele disse, que eu não iria tomar. Agora, ele está me olhando com preocupação, enquanto eu começo a lamber a caixinha, só para provocar. No final, ele teve que aceitar o que eu queria.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Marina Lopes
a ana parece bipolar ,esta sendo chata ,ate agora nao vi ela falar com ex dela ,ela tem que ir la saber pq nao falou qie nao me amava mais ,pq nao separou de mim sendo honesto ,prefiriu me trair ,e perguntar vc realmente queria ter filho pq essa que vc esta ,ela nao quer ,ela chegou engravidar do pai do meu filho mais como nao queria ficar corpo feio prefiriu matar ,vc dois se merecem
2023-07-25
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Graça Barbosa
Então dona Ana está na hora de você mudar e tratar ele com mais carinho e respeito que ele merece evidente com educação também
2025-04-01
1
Vanda Farias de Oliveira
Essa Ana tá mesmo chatinha e egoísta ele não tem culpa também de tudo que aconteceu e tem direito de acompanhar a gestação do bebê
2025-01-07
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