Fui para casa já à noite, deixei Enrique tranquilo. Com muita conversa e carinho, ele acabou dormindo no meu colo. Algumas vezes, ele balbuciava o nome de Ana, poderia ser eu, mas não era. Ele falava que a amava tanto, e com tudo isso, eu pude observar que a vinda dela aqui só mexeu com o seu psicológico, e que ele não a esqueceu ainda. Estranhamente, senti uma ponta de ciúmes. Me levantei vagarosamente, ajeitei o lençol sobre o seu corpo e saí do apartamento dele, indo para o meu. Fiz um suco leve de frutas, tomei e depois fui deitar para descansar um pouco.
Já pela manhã, acordei com o barulho do meu celular tocando. Olhei no visor e apareceu o nome de Enrique estampado na tela. Peguei o celular depois de muitas horas chamando, e eu atendi. Atendo com muita vontade de dizer para ele ligar para a ex dele e me deixar em paz. Porém, cai na real, de que não sou nada dele, não posso cobrar nada.
— Alô. — falei seca.
— Pensei que não ia me atender, Ana. O que houve? Está tudo bem? Já comeu alguma coisa?
— Estou muito bem, obrigado pela preocupação. Tchau. — falei encerrando a ligação.
Eu não aguentei. A merda da minha mente me lembrou das palavras que ele sussurrou ontem. Estava nas minhas pernas, mas os seus pensamentos estavam na ex. Eu mereço.
Me levantei e fui diretamente para o box, tomei um banho e escovei os dentes. Eu iria agora tomar um pouco de café. Quando alguém bate na porta insistentemente.
Caminhei até lá e observei Enrique parado na porta, estava tão lindo como sempre, seu perfume invadiu o meu apartamento. Nas suas mãos havia uma rosa na cor branca. Ele me olha com aquele sorriso tão perfeito, e com a raiva que eu estava sentindo, o mínimo que eu queria fazer era bater nele até ficar roxo.
— Vim saber se está bem e porque desligou na minha cara? — disse, invadindo meu apartamento.
— Não estou afim de falar com você, Enrique. Vá e não encha o meu saco. — falei.
— Tome, essa rosa é para você. — Ele segurou o meu braço com cuidado. Estendi as mãos e peguei a rosa, era tão linda e cheirosa. — Essa rosa é linda e pura, como você anjo. Quero te agradecer pelo seu carinho e paciência comigo ontem. — alisou o meu rosto com o seu dedo polegar.
Sou a única que está com raiva de Enrique sem motivos, com um puto ciúme que também não tem motivos. E já o meu filho, quando escuta a voz dele, se mexe bastante dentro do meu ventre. Isso é engraçado.
— Você não foi trabalhar? — desconversei.
— Não! Hoje ficamos de ir ao hospital, já marquei um horário para você, e só vim te avisar e saber se já comeu alguma coisa. — disse ele enfiando as mãos no bolso da calça social. — Me fale, o que você quer comer?
— Tanto faz. — falei sem dar importância. Eu tentava lutar contra esse novo sentimento, mas não tinha como, era mais forte que eu.
— Penso que essa "Comida Tanto faz" não tem nos cardápios dos restaurantes desse lugar. — disse ele. — Ana, olhe para mim, sei que tem algo te incomodando, trabalho com gente o tempo inteiro, em vários lugares, e sei quando uma pessoa está me ignorando e quando está escondendo algo.
— Não estou escondendo nada, e mesmo assim, não é preciso saber de tudo que penso.
— Porquê não? Ontem eu me abri com você, e mesmo não querendo te contar, eu contei. — se aproximou, fazendo o meu corpo estremecer.
Enrique me prendeu entre o seu corpo e a mesa atrás de mim. Os seus braços estavam em cada lado do meu corpo, apoiados na mesa, engoli o seco da garganta. Eu não tinha como sair dali.
— O que está fazendo, Enrique? — perguntei quase em um sussurro.
— Quero que me responda, agora mesmo. O que você está me escondendo, ou beijo você contra a sua vontade, através dos seus beijos, posso constatar muitas coisas, sem que precise me responder. — disse ele me encarando.
— Não seria capaz.
— Séria e serei, só me teste e você vai ver. — disse ele aproximando os seus lábios dos meus.
— Pensei que você havia superado sua ex. — falei baixinho, o suficiente para que ele pudesse ouvir.
Enrique se afastou de mim por alguns metros.
— Falei alguma coisa quando eu estava dormindo? Foi isso que te fez pensar que não superei a Ana? — ele me olha curioso.
Abanei a cabeça em concordância, enquanto eu olhava para ele.
— Está com ciúmes? — vi um brilho íntimo nos seus olhos, enquanto me fazia a pergunta.
— Não é bem isso, é.... — Não terminei a palavra. Enrique se aproximou de mim rapidamente. Senti as suas mãos na minha nuca, enquanto ele me beijava com todo carinho.
Me deixei levar por aquele momento. Não sei se foi certo da minha parte aceitar, mas eu estava completamente perdida em seus toques tão sutis.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Tatiana Fonseca Naffah Bertoni de Melo
Adorando vc mais uma vez está de parabéns Naíra
2024-01-18
39
Aa to viciada to amando👏👏😍
2023-09-08
5
Vanda Farias de Oliveira
agora tá difícil as duas chamam Ana vai que chamar pelo sobrenome quando tiver assim chateado /Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/
2025-01-07
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