Capítulo 14

A tarde já havia chegado. Eu me arrumei e, com Enrique, fui à clínica. Já estou com quase três meses, e essa é a minha primeira consulta. Eu sei que me relaxei um pouco, mas passei por tantas situações complicadas que não tive coragem de sair de casa para a consulta.

Enrique passou no meu apartamento. Estava tão ansioso que não me esperou passar lá para irmos. Eu entendo essa pressa dele. Entrei no carro dele, e seguimos a viagem, que não demorou muito para chegar. Assim que adentramos a clínica, já fomos logo atendidos.

Assim que cheguei na sala de ultrassom, comecei a passar mal, e foi Enrique que me segurou, me pegou nos braços e me colocou sentada sobre a poltrona que havia ali. Ali onde eu estava, foram feitos os procedimentos para fazer a ultrassonografia. Enquanto ela passava um gel gelado na minha barriga, me enchia de perguntas. “Como eu estava me sentindo”, “se tenho sentido muitos enjoos”, “se tenho me alimentado bem”, “dormido bem" e todas essas perguntas.

Na verdade, eu tenho sentido todos os enjoos possíveis. Não consigo dormir direito. Me alimento bem porque Enrique sempre está no meu pé. Claro, não poderei mentir, então fui claro com ela e respondi à verdade para cada pergunta.

— Olha só, como já está bem grande? E parabéns pelo garotão lindo, está bem formado. — disse a Doutora.

Enrique e eu ficamos surpresos por saber que nosso bebê é um menino. Ele ficou bastante feliz, tanto que se emocionou no momento em que a Doutora colocou um aparelho para ouvirmos o coração dele bater.

— O coração dele bate de amor por vocês. Os pais são o primeiro amor da vida de um filho. — disse olhando para a telinha, enquanto eu e Enrique nos entreolhamos.

Ficamos por horas na sala de ultrassonografia. A Doutora iria desligar os equipamentos, mas pedimos para olhar nosso bebê um pouco mais. A emoção era tão grande naquele momento que simplesmente eu não conseguia sair daquela sala.

A Doutora nos concedeu a permissão, e ficamos ali por mais alguns segundos. Foi um dia maravilhoso para mim e Enrique.

No caminho de volta para casa, Enrique me perguntou qual seria o nome do bebê. Eu até então não havia pensado ainda. Porém, eu quero ter um tempo com ele para podermos escolher o nome juntos.

— Eu não havia pensado nisso, Enrique. Mas se você quiser, podemos pensar nisso juntos. — falei, tendo a atenção dele em mim. Um sorriso calmo surgiu nos seus lábios naquele momento.

— Muito bem, agradeço! — disse ele.

Enrique me deixou em casa, me cercou de comidas deliciosas, e passou praticamente a tarde toda comigo. Assistimos a alguns filmes, e eu acabei dormindo em seu ombro. Foi a única vez que dormi assim, tão bem e confortável em seus braços. Isso é estranho? Sim, é muito estranho.

Quando acordei, ele não estava mais ao meu lado. A TV estava desligada, e eu não estava no sofá, mas na minha cama, coberta pelo meu lençol. Tudo isso, ele fez com bastante cuidado. Se preocupa até em me cobrir antes de sair.

Desci para a sala, e quando me aproximei do sofá, ele estava deitado ali.

— Como você está? — escutei a sua voz rouca.

— Estou bem. — respondi. — Como sabia que eu estava aqui? — perguntei, por vê-lo ainda de olhos fechados. Achei que ele estava dormindo, mas me enganei.

— Não vejo, mas estou atento a tudo ao meu redor. — disse calmamente.

Enrique abriu os olhos e me convidou para sentar ao seu lado.

— Precisamos conversar, é algo particular e bem interessante. — disse ele se ajeitando no encosto do sofá.

Esperei Enrique falar, mas confesso que o meu coração batia freneticamente no peito, e o medo me invadia. Pela forma como ele falou, é algo bem sério.

— Olha Ana, eu sei que vai me odiar. Mas eu tomei a liberdade de iniciar o divórcio entre você e o seu ex-marido, e eu consegui. Ele assinou, os papéis estão comigo, falta você assinar, e a partir desse momento, estará livre.

Enrique esperava que eu o odiasse por me fazer um grande favor? Sem medir as consequências e sem se importar se eu me arrependeria depois, eu o abracei e agradeci pela grande ajuda que me deu. Porém, eu e Enrique somos como água e óleo, que não se misturam.

O perfume bom da sua roupa me invadiu, e ele aproveitou aquele momento de fraqueza para repousar as suas mãos no meu corpo, me fazendo arrepiar, só em sentir.

— Enrique... — sussurrei o seu nome, nossos lábios agora estão tão perto um do outro, que senti a sua respiração pesada bater contra o meu rosto.

— Ana... Como eu faria tudo para tê-la somente para mim, você não imagina o inferno na qual eu vivo quando te tenho tão próxima e tenho que me controlar. — disse.

Enrique apertou os meus cabelos na nuca, e com jeito, me encaixou na sua cintura. Senti a sua língua invadir a minha boca, com urgência. As suas mãos grandes passeiam pela lateral do meu corpo, por baixo do vestido, arrancando gemidos da minha garganta.

— Eu quero você Ana, prometo que não irá se arrepender. — Enrique mordiscou os meus lábios, depois passeou com a sua boca na pele fina do meu pescoço. Eu não conseguia responder que "Não posso", porque sei que amanhã eu acordaria com o puto arrependimento. Mas naquele instante, o meu corpo queria senti-lo. O meu desejo por ele gritava mais alto do que a razão.

Deixei a razão de lado e deixei que o desejo insano me levasse. Enrique tirou toda a sua roupa, em seguida também tirou a minha, com toda a facilidade. Ele admirou o meu corpo por alguns segundos. Nos seus olhos, eu pude ver o quanto estava carregado de desejo e luxúria.

Percebi que no seu corpo havia algumas tatuagens bem estranhas, e um nome que não consegui identificar.

Enrique sentou-se sobre o sofá, e em seguida me puxou para si, fazendo com que eu sentisse no seu colo, e assim eu fiz. Sinto ser preenchida com o seu membro grande e duro. Não consegui me conter e começo a gemer entre os seus lábios, enquanto ele me beijava com toda a paixão. Ele se movimenta levemente embaixo de mim, me levando à loucura. Afundei as minhas unhas nas suas costas, ouvindo os seus gemidos roucos ecoarem pela ampla sala, enquanto ele me chamava de gostosa, e apertava minha bunda em suas mãos grandes.

Me movimentei sobre ele, cavalgando levemente, subindo e descendo enquanto ele mamava em meus seios, os apertando com as duas mãos. Os gemidos foram escapando automaticamente da minha garganta, me fazendo perder o controle.

— Que Bucetão delicioso, caralho. — sussurrou em meu ouvido, enquanto eu choramingava para sentir mais seu pau enterrado em mim.

Até que senti jatos quentes me preencher.

Quando terminamos, eu percebi o enorme erro que cometi. Malditos desejos e hormônios. Sai de cima de Enrique e sem lhe dirigir uma só palavra, subo escadas acima para meu quarto.

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Comments

fanfiqueira -formada

fanfiqueira -formada

obs: todo mundo tá chamando Ana de CHATA gente ela tá GRÁVIDA E GRÁVIDA TEM UM HUMOR DO CÃO uma hora tá um doce uma flor do jardim outro momento tá um capetinha disfarçado e anjo hormônios meche com a mulher depois de tudo que ela tá passando você querem o que que ele o Henrique chegue na vida dela e ela aceite assim num pisca de olhos TUDOOOOO E NOVO TANTO PRA ANA COMO PRA ELE se vocês não quiserem ler e só para pronto agora fica comentando comentários insignificante que acaba constrangendo tirando motivação da autora(a) isso ai e demais caramba eu em !!!!!

2023-11-25

68

Beηê Nυηeѕ

Beηê Nυηeѕ

gente que história é essa, maravilhosa mesmo. 😍😍😍

2023-09-13

6

Hanah Oliveira

Hanah Oliveira

Existem muitos homens psicopatas...mandões!
A Ana está agindo preventivamente!
Afinal ela não conhece o Enrico!
Se até o Vitor que ela estava casada há 2 anos a traiu...né?
Ela tem que pensar nela e no bebê.
Complicada a situação da Ana.
E tem a ex...que pode ser perigosa...
Enfim...a Ana tem que analisar tudo!

2025-01-14

0

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