Eu já estava me sentindo melhor. O doutor que Ana chamou para me examinar tirou o soro e me examinou para confirmar que eu estava bem mesmo. Após o doutor ter me confirmado que eu estava bem, ele foi embora. Ana sentou ao meu lado, me indagando o que havia realmente acontecido. Claro, que eu contornei a história, dizendo a ela que alguns assaltantes tentaram me roubar. Vou fazer Vítor sumir do mapa, e não quero, em nenhum momento, que ela pense que estou envolvido no sumiço dele.
Eu tento não fazer mal às pessoas, mas parece que elas adoram cruzar o meu caminho. Sou um lascovic, o único herdeiro da linhagem da família. Vim da Rússia em questão de negócios aqui em São Paulo. Mas as coisas tomaram um rumo totalmente diferente do que eu imaginava.
A minha ex-namorada Ana arrumou logo um trabalho aqui, era o sonho dela tornar-se modelo, e com a minha ajuda, ela conseguiu. Os meus pais morreram em um acidente de avião. Quando alguns rivais da máfia sabotaram o avião particular da família, e com isso, conseguiram o que queriam, matar os meus pais.
Na época, fui criado pela minha avó materna. Eu cresci e como filho único, me tornei herdeiro da máfia russa e proprietário da empresa do meu pai, chamada "Império Vic's". Uma empresa de fachada, criada pela família, para encobrir a nossa identidade original e para me manter protegido dos inimigos. Essa era a ideia dos meus pais, que deu certo, até agora.
Tempo depois, a minha avó faleceu, e eu herdei tudo, tudo o que era dela. Inclusive a mansão, já que ela é sozinha. Porque a minha mãe era a única filha dela. Ainda em vida, a minha avó agarrou nas minhas mãos e me fez um pedido. Ela queria que eu tivesse um filho e colocasse nele o nome do meu avô "Lorenzo" e se acaso fosse menina, se chamaria pelo nome da minha mãe "Bianca". Mas eu não queria saber de filhos. E quando ela foi morrendo, tratou do mesmo assunto comigo.
No começo achei um absurdo, já que eu já havia deixado claro que eu não queria. Mas no momento em que o caixão dela foi descendo lentamente naquele buraco de cemitério, eu a prometi que teria um herdeiro, e que colocarei o nome assim como ela me ordenou. Fiz uma promessa e lutei para que fosse cumprida.
Sem ter que contar isso a Ana, eu somente disse a ela que eu queria ter um filho com a mesma. E diante desse pedido, percebi que ela havia ficado feliz. Tentamos por anos, mas não conseguimos o que eu queria. Foi quando vim para São Paulo a negócios, e ficamos por aqui mesmo. Como eu já disse, Ana arrumou o trabalho, que tanto desejou, e eu sacrifiquei o meu retorno à Rússia, pelos sonhos dela.
Ana me falou que havia descoberto que não estava conseguindo engravidar, porque tinha algum problema, e que através de alguns tratamentos e uma inseminação, ela conseguiria. Aquela ideia foi amadurecendo dentro de mim, junto com o desejo de ter um filho e cumprir a minha promessa.
Corri contra o tempo, procurei a melhor clínica. Enquanto Ana estava fazendo todos os procedimentos para cuidar do possível problema, que foi mostrado em exames. E eu estava fazendo os procedimentos para a coleta do sêmen. O resultado foi Ana ter três vezes aborto espontâneo. No final, ela me fez acreditar que era problemática, quando era completamente saudável. Que tomou remédios para que o aborto acontecesse, não queria estragar o seu lindo corpo carregando o meu filho. Ela manipulou muito bem os exames, e quem os criou.
Mas a verdade é que assim que cheguei em São Paulo e vi Ana Castilho trabalhando naquele restaurante, em que ela veio nos servir, senti o meu corpo estranho. Um sentimento totalmente estranho foi surgindo por ela, sem nem conhecê-la. Tratei logo de disfarçar. E quando eu descobri que ela é a mulher que carrega o meu filho no ventre, eu senti um enorme alívio. Foi um erro médico? Foi. Mas foi um erro que mudou a minha vida.
Por esses meses, eu pretendo retornar para a Rússia, tenho muitas questões pendentes para serem resolvidas. E vou levar Ana comigo, porque eu preciso ficar perto dela e do meu filho.
— Vamos assistir a um filme? — convidei Ana, vendo ela se animar e ir pegar o controle da TV.
— Qual filme queres assistir?
— Não sei. Talvez, o "365 dias"!? — opinei, vendo Ana ficar tensa no lugar.
— Se não quiser assistir, tudo bem, é só uma opinião minha. Além do mais, você me perguntou qual filme eu queria assistir. — falei a sorrir, vendo ela fazer cara feia.
— Tudo bem, iremos assistir "365 dias", mas, eu aqui no sofá, e você aí na cama. — disse ela.
— Tudo bem, sem problemas. — concordo.
Ana apertou no botão, colocou o filme, e ficamos assistindo. Eu não estava gostando de assistir tão longe dela. Queria tê-la perto, na verdade, eu estava mais olhando para ela do que assistindo ao filme.
— Ana... — fingi estar passando mal. Coloquei a mão no estômago, vendo ela vir até mim, com aquele olhar de preocupação.
— Poxa! Enrique, tá sentindo algo? vou chamar o Doutor.
— Não precisa, só preciso que você ajeite o travesseiro embaixo da cabeça, e tudo ficará bem. — Minto.
Ana se aproximou, ajeitando o travesseiro embaixo da minha cabeça. Então, me aproveitei do momento, e a puxei para meus braços com todo o cuidado, colocando ela ao meu lado na cama.
— O que está fazendo Enrique?
— Não vê? Eu estou tentando me segurar Ana, mas é impossível. Você me enlouquece a todo instante.
— Não podemos.
— Por que não? Podemos sim, somos dois solteiros, carentes, que precisam de amor. Podemos fazer isso juntos.
— Você está machucado Enrique, precisa de repouso.
— O meu corpo está machucado, mas a minha boca e nem o meu amiguinho, não estão. Ele está funcionando, perfeitamente.
Ana começou a rir, enquanto me olhava.
Tomei os seus lábios em um beijo necessitado. Subindo as minhas mãos, por sua coxa, fazendo carinho ali, até sentir que ela estava pronta para mim. E naquele instante, fiz Ana minha, novamente.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Graça Barbosa
kkkkkkkk mas a amante dele vai saber Enrique você tem que se preocupar com ela
2025-04-01
1
Carmem Lùcia Pimenta
misericórdia, isso vai dar merda, sumir com esse IMBECIL
2025-02-14
1
Carmem Lùcia Pimenta
ENRIQUE É UM SAFADO KKKKK
2025-02-14
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