Não vou te usar

Ao sentir a boca do Paul na minha, uma onda de sensações tomou conta de mim. Minhas pernas ficaram moles ao seu toque, e seu abraço firme em minha cintura deixou claro o desejo que havia entre nós. Quando ele finalizou o beijo, fiquei apenas olhando-o, com uma estranha sensação pulsando em meu peito.

Surpresa com sua presença ali, não pude deixar de questioná-lo:

— Paul, o que está fazendo aqui? - Sua resposta me deixou ainda mais intrigada.

— Eu precisava te ver. - Não consegui conter minha frustração e pedi que ele fosse embora.

— Já me viu, será que você pode ir embora? - Mas Paul não desistiu, e revelou algo surpreendente.

— Rebeca, é possível que eu esteja sentindo alguma coisa por você. - Essa afirmação mexeu comigo, e olhando diretamente nos olhos dele, senti uma mistura de incerteza e curiosidade.

— Por que acha isso? - perguntei, tentando entender suas intenções.

Ele respondeu:

— Você está tirando meu sono. - Tentei desviar o assunto, usando um tom irônico.

— Isso é insônia. - Mas ele não se abalou e continuou a expressar seus sentimentos.

— Pode não ser irônica?

Percebi o quanto suas palavras me afetaram, mas sabia que precisava manter a postura profissional:

— Claro, desculpe.

Paul tentou entrar em minha casa, mas eu recusei, temendo as consequências que aquela intimidade poderia trazer. Ele questionou sobre o encontro com Daniel, e eu compartilhei de forma breve e positiva:

— Foi bem, ele é muito agradável. - No entanto, Paul não desistiu e fez um convite inesperado.

— Sai comigo em um encontro? De verdade, prometo que não vou usar você. - Minha resposta foi clara, baseada na necessidade de preservar meu emprego.

— Paul, não posso fazer isso, por favor, vamos manter nossa relação profissional. – Ele argumentou que não conseguia ser profissional comigo por perto, revelando seu desejo genuíno:

— Não posso ser profissional com você perto de mim. - Foi nesse momento que o vi com um olhar sincero, expressando sua verdade:

— Eu só quero sentir você.

Aquelas palavras me atingiram em cheio, e diante do Paul olhando para mim com sinceridade, tive a certeza de que ele estava sendo verdadeiro. Ele apoiou a mão no batente da minha porta, revelando a força de seu braço marcado pela camisa social. Então, abaixou a cabeça e falou:

— Não quero usar você.

Naquele momento, percebi a complexidade da situação em que estávamos envolvidos. Havia uma conexão intensa entre nós, mas também havia muitas incertezas e consequências a considerar. Tomei uma respiração profunda, tentando clarear meus pensamentos e encontrar uma resposta adequada.

Ele levantou a cabeça me olhando, eu pressionando os lábios, não soube o que dizer, apenas senti meu coração acelerar, ele então veio pra cima de mim, pegando pelo cabelo e me beijando de novo, confesso que não aguentei dessa vez, e o agarrei também, ele entrou pra dentro me beijando e fechando a porta, caímos no meu sofá, ele então sentou e me puxou para cima dele, no momento que eu sentei estava duro, cheguei a sentir um frio e um calor ao mesmo tempo no meio das pernas, então levantei e tirei minha roupa e ele tirou a dele, lá estava em pé pra mim, só esperando eu sentar, ele me puxou para si e sentei devagar, subindo e descendo com ele segurando meu cabelo.

— Rebola pra mim gostosa

—Mete em mim.

— Senta com força.

Eu sentei mais forte com ele chupando meus seios, fazendo eu escorrer de tão molhada.

— Eu sabia que você era muito gostosa, olha só como está molhada

— É grosso, faz eu me contorcer.

— Agora chega de sentar e deixa eu te afundar gostoso.

— Isso.

Ele me jogou no sofá me colocando de quatro e puxando meu cabelo, metia cada vez mais forte, fazendo eu gemer de muito tesão, com ele falando que estava doido por isso a um tempo e na hora foi muito gostoso, eu gozei muito e ele também, quando acabou, ficamos deitados no meu sofá.

— Rebeca, eu não quero usar você, mas o que aconteceu, ninguém pode saber.

Foi nesse momento que percebi o quanto eu estava sendo idiota e o quão tola fui ao transar com ele.

— Vai embora.

— O quê? Por quê?

— É claro que ninguém pode saber, não é? Você já conseguiu o que queria de mim.- Eu me levantei e comecei a me vestir, dizendo a ele para fazer o mesmo.

— Não é isso que você está pensando. Fui sincero quando disse que sinto algo por você.

— Ótimo, Paul. Sério, vá embora. Acho que nós dois já conseguimos o que queríamos um do outro, e é melhor esquecermos isso.

— Não foi isso que eu quis dizer.

— Não importa. Não vou ser um objeto na sua estante. Vá embora.

— Rebeca, não dá para esquecer o que aconteceu aqui. Foi intenso e prazeroso, com sentimentos envolvidos. Eu só disse para não contar a ninguém.

— Não se preocupe, não vou contar, e isso também não vai se repetir.

— Por que você está agindo assim?

— Eu fui muito idiota, Paul. Você aparece aqui depois de uma noite maravilhosa que tive com o Daniel, com olhos tristes e fingindo sentimentos por mim, só para me usar. É claro que você não quer assumir nada, nem ninguém.

— Eu não fingi nada. Foi tudo verdadeiro, mas não podemos levar isso adiante.

— E com certeza não vamos. Tchau, Paul.

Eu bati a porta na cara dele e comecei a chorar. Fui muito idiota por cair em suas mentiras. Eu sabia que ele era um mentiroso e aproveitador. E eu também só queria a transa, mas acabei criando expectativas sozinha. Talvez não estivesse apenas buscando sexo, talvez estivesse gostando ou até mesmo me apaixonando por esse idiota. O que eu disse? Poder inútil, não é? Só eu me ferro. Levantei-me do chão enquanto Paul batia na porta e fui tomar um banho. Era hora de me livrar do seu cheiro do meu corpo e dormir. Talvez amanhã eu pudesse esquecer o que aconteceu quando estivesse com as meninas.

SEIS HORAS ATRÁS...

Ponto de vista do Paul.

Valência:

— Hoje é o dia em que seu pai vem aqui?

Paul:

— Não, Valência. Eu é que vou até ele. Temos uma coleta hoje.

Valência:

— Seu pai não se cansa de pegar dinheiro desses miseráveis?

Paul:

— Estamos falando do meu pai. Claro que não se cansa. Tenho que ir com ele buscar o dinheiro e depois temos a reunião para falar do filme e outros assuntos.

Valência:

— O carregamento da minha parte chega na segunda.

Paul:

— Vou avisá-lo. Melhor eu ir. Não sei quanto tempo aguento aquele velho. O império é meu e eu o tornei melhor. Não sei por que ele acha que pode alguma coisa.

Valência:

— Talvez esteja na hora de eliminá-lo.

Paul:

— Você sabe que não posso fazer isso ainda. Ele faz parte disso tudo. Não posso ter meu rosto envolvido nessas coisas.

Valência:

— Mas ele pode?

Paul:

— Claro, né. Melhor eu ir.

Eu saí do escritório e fui diretamente encontrar meu pai. Por várias vezes, pensei em desviar o caminho e ver o que estava acontecendo no encontro entre Rebeca e aquele ator. Ainda estava chateado com a forma como ela falou comigo, mas eu precisava ir. Então, logo cheguei ao local combinado na sala comercial do centro, um disfarce perfeito para atividades ilegais.

Emanuel:

— Oi, filho.

Paul:

— Oi, pai. E aí, vamos começar?

Emanuel:

— Claro. Já estão nos esperando lá dentro. Como sempre, você é quem vai falar.

Paul:

— Certo.

Nos dirigimos à sala de reuniões e lá estavam seis homens esperando por mim: Vicente, Ricardo, Pedro, Miguel, Jack e o pior de todos, Roberto. Juro que hoje não estava com humor para brincadeiras e estava prestes a dar um tiro na cara de alguém. Então, nem me sentei e comecei a falar.

Paul:

— Todos já entregaram o dinheiro ao Emanuel?

— Sim. (Todos responderam)

Paul:

— Um novo carregamento será entregue na segunda-feira pela família da Valência. Fiquem atentos para que os federais não interfiram na entrega. Reforcem para aqueles que nos devem que eu não estou brincando e não tenho paciência para testarem minha paciência. As gravações do filme vão começar em breve, e será mais fácil lavar esse dinheiro na empresa, já que eu sou o dono. Com a estreia, será mais fácil burlar o sistema e fazer com que todo esse dinheiro entre como bilheteria do filme, indo para o meu bolso e o de vocês.

Roberto:

— A vadia da Valência ainda está no negócio. Estou surpreso por ela ter aguentado tanto tempo e ainda comandar os carregamentos.

Paul:

— Surpreso por quê? Ela está fazendo um trabalho melhor do que você. E não quero ouvir reclamações. Não teste minha paciência, hoje estou sem paciência.

Vicente:

— O que foi? Não comeu ninguém hoje, Paul? Acha que está falando com quem? Somos nós aqui que colocamos a cara a tapa e fazemos todo o trabalho sujo. Você só fica com o status e a fama de bom moço porque nós te demos isso.

Nesse momento, eu já não tinha paciência para aturar esses homens, ainda mais sendo tão insolentes, questionando minhas ordens ou falando de relacionamentos. Tirei a arma das costas e dei um tiro no maldito. Como eu disse, estou sem paciência.

Paul:

— Alguém mais tem alguma reclamação?

Todos apenas me encararam.

Paul:

— Ótimo. Pedro, você assume o lugar dele agora. E não quero mais nenhuma explicação. Vão cobrar os devedores. Quero esse dinheiro na minha mesa amanhã pela manhã. Mate quem não quiser pagar.

Emanuel:

— Por que tanta violência agora?

Paul:

— Eu já estou indo!

Não respondi meu pai. Apenas saí de lá, enquanto eles tentavam limpar a sujeira do sangue de Vicente. Quando ouvi eles falando que um dia matariam alguém que eu amasse, lembrei-me dela em seu encontro. Fui até o restaurante onde estavam. Fiquei observando-os conversar e até sorrir. Ela tinha um sorriso lindo. Segui-os até levá-la para casa. Quando ele a beijou na bochecha, pensei: que homem beija na bochecha? Eu o vi partir e ela entrar em casa sorrindo. Por alguns instantes, fiquei com o carro estacionado em frente à casa dela. Não sei o que aconteceu, mas quando percebi, estava na porta beijando-a e dizendo coisas para ela. Depois, houve aquele momento de intimidade e nossos corpos suados juntos, com tanto desejo envolvido. Sentir ela sentar em mim com vontade, levando-me ao êxtase, foi um sentimento que jamais havia experimentado, especialmente depois de matar um homem. Ficamos deitados ali após o ato, e eu sentia paz. Até que eu abri a boca e ela entendeu tudo errado, me expulsando como um saco de lixo.

Paul:

— Droga! Rebeca! Abre essa porta para conversarmos.

Continuei batendo na porta, mas ela não me atendeu. Percebi que seria melhor conversar com ela quando estivéssemos mais calmos, tanto eu quanto ela. Entrei no carro e soquei o volante algumas vezes antes de voltar para casa. Precisava relaxar.

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Comments

Carmem Celis

Carmem Celis

porquê ela nao pode amar e porquê ele s matam a amada mafiosos nao podem amar?

2025-02-15

0

Maria Ishizuka

Maria Ishizuka

continuo gostando muito María Ishizuka abraços 💞🙏❣️💕💕

2025-01-16

0

Cris Lima

Cris Lima

manoo que bixa vadia kkkkkk
agora eu tô com pena do Paul

2023-05-17

4

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