Ponto de vista do Paul:
Aumentei a velocidade do carro para ter certeza se o carro estava me seguindo, mas quando eu estava próximo a minha casa o carro entrou em uma outra rua, pensei está ficando paranóico ou obsessivo, está criando situações sozinho na minha cabeça, acho que isso era insegurança da minha parte, nunca fiquei assim por uma mulher. Bom, eu cheguei em casa e fui dormir, ou tentar pelo menos, passei o domingo todo trancado em casa, liguei algumas vezes para Rebeca, mas ela ignorou, mas eu tinha certeza de uma coisa, eu veria ela na segunda e teríamos uma chance de conversar.
Ponto de vista da Rebeca:
Fazia algumas noites que eu não conseguia, mas essa praticamente eu não dormi, fiquei me revirando na cama, pensando no que rolou com o Paul, e no bem que o Daniel me faz, aparecendo no meio de toda essa bagunça, mas me sentia dividida, como se não soubesse o que eu quero, ou estivesse perdida, logo o domingo chegou e eu encontrei as meninas, nós almoçamos juntas, brincamos e conversamos, lhes contei tudo que aconteceu com o Daniel e o Paul aparecendo, depois voltei para minha casa, eu decidi que precisa distrair minha cabeça, usar esses sentimentos para algo que me fazia bem, então eu sentei em frente minha cama e escrevi um pouco do livro que eu estava fazendo, aquele que mencionei lá no começo, acontece que a situação com o Paul e o Daniel, me ajudou a ter uma uma imaginação bem fértil, e eu pude trabalhar melhor nos capítulos bons e ruins que acontecia com meus personagens, acabou que Lina e Deive tiveram vários altos e baixos, acho que escrevi uns cincos capítulos inspirada na situação que estava vivendo, apos escrever tudo o sono veio até mim junto com o cansaço já que eu não havia dormido na noite anterior, mas de uma coisa eu tinha certeza, amanhã é segunda e estarei de volta ao escritório e o os dois estarão lá.
No dia seguinte…
Finalmente chegou a segunda, acho que esse fim de semana foi interminável, e cheio de problemas e confusão, eu abri os olhos ainda deitada na cama, me perguntei se era o certo a fazer levantar e ir trabalhar, se eu precisava mesmo ir, mas lembrei do pai que precisava de mim, e desse dinheiro, e rapidamente a motivação a voltou e eu levantei da cama, dessa vez eu escolhi ir trabalhar bem básica, nada muito elegante e sexy, apenas eu num dia comum, coloquei uma calça jeans e uma blusa rosa, com tênis preto e uma bolsa que cabia minha carteira e o celular, me olhei no espelho, respirei fundo e disse:
— Tudo bem, está confusa Rebeca, mas o que é mais importante para você do que eles?
Me fiz essa pergunta e então saí, peguei o ônibus e rapidamente cheguei ao trabalho e as meninas já estavam lá me esperando.
Ane:
— como está?
Rebeca:
— Estou bem, afinal estamos de volta ao escritório e não teremos mais fins de semana devido a gravação do filme.
Cíntia:
— Foi um fim de semana cheio, o Paul te procurou depois do que aconteceu no restaurante?
Rebeca:
— Sim, ele ligou algumas vezes, mas meu celular estava silencioso, não ouvi tocar.
Ane:
— Ele deve achar que você não quis atender.
Rebeca:
— Isso não importa, vamos entrar e trabalhar.
As meninas e eu entramos no escritório e não havia ninguém, chegamos primeiro e já fomos adiantando todo trabalho burocrático, por volta das dez da manhã a Valência chegou e nos deu bom dia e apenas respondemos o mesmo, ela foi até a minha mesa.
Valência:
— Oi Rebeca, como você está?
Rebeca:
— Estou bem senhora, posso ajudar?
Valência:
— Sim, o Paul está quase chegando, você pode deixar isso na sala dele?
Meu coração gelou, mas mantive meu rosto neutro.
Rebeca:
— Claro.
Não sabia quais eram as intenções das Valência, ela poderia muito bem ir lá deixar ela mesma, mas ela pediu para mim, isso me deu um calafrio estranho, parecia que ela estava me ajudando, mas tenho quase certeza que ela não gosta de mim, então por que faria isso? Foi até a sala do Paul e assim que abri a porta, senti o cheiro do seu perfume e meu coração acelerou muito rápido, entrei e coloquei na mesa o arquivo que a Valência me deu, me distrai um pouco lembrando do que aconteceu entre nós naquela sala e de repente a porta abriu mais.
— Oi Rebeca.
— Paul, desculpe, a Valência pediu para deixar isso aqui, mas não vi o que é.
— Tudo bem.
Eu pressionei o lábio, ficou uma situação tensa, então eu ia sair da sala quando ele falou.
— Rebeca.
— sim…
— só quero que saiba que o que aconteceu no sofá, significa algo pra mim, espero que tenha significado algo pra você.
— Tá bom.
— Acho que não sou um homem que se apaixona com frequência, e que muito menos sabe como fazer as coisas certas, mas com você, eu tentarei fazer.
Pensamento de Rebeca.
" Ele disse que está apaixonado?"
— Acho melhor não falarmos disso aqui.
— significou algo pra você? Eu só quero saber.
— você Paul, com certeza faz eu sentir coisas que não entendo, mas não sei se quero um caos na minha vida, mas sim, significou — ele deu um sorriso, foi a segunda vez que vi ele rindo, sinceramente, ele devia fazer isso mais vezes.
— certeza que sou esse caos, mas é tudo sincero.
— Vou voltar para minha mesa.
— deixa a porta aberta ao sair.
Eu apenas acenei com a cabeça, quando cheguei na minha mesa, Daniel estava lá com um lindo buquê de flores, eu sorri, mas foi um sorriso confuso
Daniel:
— Bom dia Rebeca, trouxe para alegrar sua manhã.
Rebeca:
— obrigada, são lindas.
Daniel:
— não tanto quanto você.
Rebeca:
— Você é incrível, obrigada.
Daniel:
— Vou te deixar trabalhar.
Quando olhei para trás, lá estava Paul nos encarando, não sei o que Daniel esperava que eu fizesse, mas eu sei que eu estava ali, bem no meio do olhar dos dois.
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Atualizado até capítulo 48
Comments
Anonymous
Uau 😊
2024-02-05
1
Neuza Lucia
kkkkkkkkkkk arrasou
2024-01-27
0
Cris Lima
agora eu quero o Paul kkkkkk
2023-05-17
2