Held estava todo carinhoso e passou o dia todo ao meu lado, completamente todo mesmo, pois até quando fui ao banheiro ele ficou parado na porta, chegou a ser engraçado. Mas uma coisa estava martelando na minha cabeça.
No livro sempre narra os seus encontros com Andere e até mesmo as suas tr@nsas e comigo hoje cedo ele estava diferente do que li. Não que esteja reclamando, mas pensando bem não sei se ele se lavou de direito, não quero ter o risco de tocar em algo da Andere.
Ficar com ele foi um erro, não estava nos meus planos, mas ele ali não consegui resistir e tirei proveito, sim, mas pelo jeito isso acabou logo, pois o celular dele não parava de tocar.
— Ou desliga, ou atende — me levanto irritada para sair dali, mas ele me puxa de volta me fazendo sentar no seu colo.
— Hoje somos nós dois — após isso ele desliga o telefone e por alguns instantes até acreditei que poderia realmente sermos nós dois.
— Só hoje?
— Um dia de cada vez — a sua resposta me mostrou a verdade, ele queria ficar com as duas, mas não vou ser a corna morta no dia casamento por ser largada no altar.
— Aonde vai Liebe? — ele me pergunta confuso ao me ver levantar e sair andando.
— Tomar um ar.
— Já estamos aqui fora — a sua voz demonstrava que ele estava segurando a risada.
Decido não responder e assim que entro dou de cara com Gatte que me analisa dos pés à cabeça, apesar de sério ele não demonstrava raiva ou qualquer sentimento similar.
A minha vontade era perguntar o que ele tanto olha, mas não posso descontar nele a minha frustração, apesar de o filho ser dele. Apenas respiro fundo e quando vou subir ele entra na minha frente e me aponta a biblioteca.
Ao entrar havia uma caneca de chá pelo cheiro era camomila vou a passos lentos ainda sem saber o que ele queria, escuto fechar a porta e em silêncio empurra o chá na minha direção. Olhando pela janela percebo que dava para ver exatamente onde estávamos.
— Sei que precisa de silêncio para pensar, mas gostaria de conversar com você de preferência antes de retornar.
Confirmo com a cabeça me sentando no sofá e em goles pequenos acabo tomando todo o chá, não sei a certo que horas adormeci, mas estava já escuto quando finalmente me sentei já desperta, estava coberta com uma manta que até o momento não estava.
— Não está tarde, o tempo apenas escureceu pela chuva — a voz de Gatte me fez prender a respiração.
— Desculpa, não deveria ter adormecido aqui.
— Você não atrapalha Liebe, mas acabou perdendo o jantar.
— Não tem problema, estou sem fome.
— Mas vai comer algo, espere aqui que vou buscar.
— Prefiro tomar um banho e depois vou à cozinha, pode ser? — ele apenas confirma com a cabeça, saio de cabeça baixa com medo do meu cabelo estar uma bagunça só.
Ao chegar na escada escuto a voz de Held ao telefone, ele estava de costas e pelo jeito a ligação estava bem tensa, já que ele chegava a puxar os cabelos para trás enquanto respira fundo.
Ele se vira de uma vez me encarando como se eu fosse um fantasma, quando ele dá um passo na minha direção corro escadas acima, ele certamente está falando com Andere.
Só pode ser ela, afinal ele passou o domingo inteiro aqui, mas não vou passar mesmo por esta situação, entro com tudo no seu quarto pegando a bolsa e algumas coisas que estavam no banheiro e volto para o quarto de hóspedes.
Não desci como havia informado a Gatte, não queria encontrar Held agora, ele bateu algumas vezes na porta, mas logo desistiu. Quando não escutei mais barulhos pela madrugada desço até a cozinha.
Vou na ponta dos pés para não chamar atenção de ninguém, mas assim que acendo a luz para procurar o chá me assusto com Gatte sentado na mesa e na sua frente um sanduíche.
— Você não desceu, espero que não seja por mim.
— Claro que não, Gatte, só não gostei… Deixa para lá.
— Liebe — sua voz era nervosa — Preciso de pedir desculpas por ter rasgado a sua blusa, estava fora de mim.
— Já está sendo resolvido, não se preocupe.
— Como assim? O que mais está sendo resolvido Liebe? — ele se levanta vindo na minha direção e vou dando passos para trás, não quero contar mais nada.
— Gatte — acabo sussurrando seu nome pelo susto dele me abraçar, não contava que ele fosse fazer aquilo.
— Seja verdadeira e me conte tudo Liebe, eu quero ajudar — me encolho mais dentro do seu abraço e quando ele vai soltar eu o puxo de volta.
Acabo contando tudo que sei sobre o professor, não tinha coragem de olhar no seu rosto, por isso fiquei o segurando no abraço. Mas sentia que ele ficava cada vez mais tenso, até que ele ergue o meu rosto me forçando a olhar para ele.
— Você tem provas Liebe?
— Tenho as gravações dele me assediando nas salas e as visitas noturnas ao meu quarto, tanto que não estou mais dormindo lá e sim nos aposentos da reitora.
— Por que essa mudança só agora? Por que não denunciou antes?
— Não quero o futuro que essas relações terão Gatte, eu quero ser feliz, quero estudar, me formar, sei que tenho um contrato de casamento com o seu filho, mas ele tr@nsou comigo cedo e estava conversando com aquela erva daninha no momento que sai da biblioteca.
— Por isso não saiu do quarto? — confirmo com a cabeça — Tudo bem, mas de agora em diante você vai me contar tudo, não quero que deixe passar nada, só assim vou conseguir te manter segura.
Confirmo com a cabeça e o abraço de volta aproveitando o carinho nos meus cabelos, tudo já estava diferente do que li no livro e sinceramente esta era a minha esperança, não vou permitir que isso se repita sempre, vou mudar esse final de qualquer jeito.
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Monica Maria Retalhonoivas Carvalho
ela podia ficar o sogro ele e bonito e ela fora da história tem bem mais idade
2023-11-10
11
Vanfaquini
isso garota faz dessa vez vc feliz , longe de povo escroto 😊
2023-11-04
3
Deise Limas
na torcida, sei que o livro ja esta concluido, mas sonhar não custa nada
2023-10-07
5