A reitora entrou na sala gritando comigo, mas não olhava em meu rosto e sim diretamente para Vetter que se aproveitou que eu corri para fechar suas calças, ele arrumava o seu cabelo como se nada tivesse acontecido.
— ESTÁ ATRASADA, SABE MUITO BEM QUE NÃO PERMITO ATRASOS — ela gritava e por incrível que pareça escutar seus gritos fez minha respiração normalizar, estava segura, agora não corria mais perigo.
— Ela dá muito trabalho mesmo reitora, mas não se preocupe, eu me responsabilizo pela sua detenção novamente.
— Não chegue perto — a voz dela era dura e assim que seu olhar passou meu corpo que percebo ainda estar toda descabelada — Se arrume decentemente Liebe e venha comigo imediatamente, essa sua falta de postura irá lhe custar a semana que vem também.
— Reitora…
— Não se meta Vetter, ela precisa tomar jeito e irá terminar esse semestre onde eu possa ver.
— A senhora é muito ocupada, eu insisto, venho cuidado de Liebe tem anos…
— E ela não tomou jeito até hoje — ela me puxa pelo braço me arrastando pelos corredores de forma grosseira, mas assim que entramos em sua sala ela me abraça se permitindo chorar.
Não conseguia falar nada então apenas a abraça forte, minha mente apenas gritava que eu estava segura, acabei chorando também, mas foi de alívio por saber que tenho ela para me proteger e que o dispositivo funcionou.
— Assim que meu celular apitou com o seu alarme, eu saí correndo procurando você pela escola, não poderia pedir ajuda e isso me fez demorar.
— Mas você conseguiu chegar a tempo, ele não conseguiu me penetrar, apenas me tocar.
— Me desculpa Liebe — ela volta me abraçar forte em forma de consolo.
— Eu…
— Esta dispensada de tudo hoje, vá tomar um banho e descansar.
— Eu não quero voltar…
— No meu quarto, pode considerar ele como seu também ali ninguém entra, então você está segura.
Assim que ela me solta vou para seu apartamento fazendo o que ela pediu, acabo demorando mais no banho por ficar me esfregando onde aquele cretino me tocou, estava novamente me sentindo suja.
Mas ao lembrar das gravações, o fato dele ter gravado Liebe despertou minha curiosidade, onde estaria as câmeras? Ele preparou o quarto então deve estar lá, mas deve ter mais por trás dessas filmagens, ele a chantageava, será que faz isso com outras alunas?
Quando saio do banho encontro um prato com aquela mesma sopa que eu comi no encontro com Held, a reitora não estava ali, mas ao chegar perto da porta escuto a voz de Vetter e meu pai, ele argumentava que estava conseguindo melhorar o meu comportamento, mas a reitora retirou sua autoridade.
Não consigo acreditar que meu pai o autorizou a ser meu tutor, por isso Liebe não teve ajuda, ela iria reclamar para quem? As coisas estão ficando cada vez piores enquanto aquele livro tosco só mostrava Held e Andere pelos campos transando e a Liebe como vadia.
Ela só queria se livrar de todo esse sofrimento, minha atenção volta quando escuto o nome dos Erben, ela estava os usando como desculpa, mas não me lembro que ela mantinha contato com eles.
Isso sinceramente não me interessa, pois é apenas tocar no nome deles que meu pai recuou no mesmo instante, não demorou muito ela entrou trancando a porta, respirava fundo como estivesse fugindo de alguém.
— Me desculpe por todo esse transtorno.
— Bobagens Liebe, já comeu? — nego com a cabeça indo em direção a mesa para pegar o prato de sopa.
— Não sabia que tinha contato com Gatte.
— Mas não tenho, apenas usei seu nome — a sua declaração nos fez rir da situação — Eles também não têm, então estamos seguras.
— Sim, vai passar rápido.
— Enquanto isso você fica comigo.
Percebi que ela estava correndo dos acontecimentos de hoje, mas como também não queria tocar no assunto continuei nossa conversa. Já, mas a noite a vejo com seu notebook na sala.
Ela tinha lágrimas nos olhos prontas para cair, não precisei perguntar para saber que ela estava vendo as gravações, mas me assustei, pois ela conseguiu acesso às gravações antigas também.
Liebe correu muito dele, até mesmo apanhou e foi severamente punida, ele já a deixou pendurada e amarrada, sem contar que a penetrava sem dó e sem permissão, esse cara nem merece ir para a cadeia e sim morrer da pior forma possível.
— Não podemos fazer nada por enquanto — falo me sentando ao seu lado pausando as gravações.
— Ele precisa pagar, mas entendi onde quer chegar.
— Sou menor de idade e quem responderia por mim é a mesma pessoa que me entregou para ele.
— Quantos anos tinha?
— Vinte e nove, estava na minha segunda graduação, este ano seria formalmente professora — deixo meu corpo afundar no sofá fechando os meus olhos.
— Não deve ser fácil voltar ter seus dezessete anos — nego com a cabeça respirando fundo.
— Mas trouxe comigo a maturidade, estou encarando como uma segunda chance tanto para mim como para Liebe.
— Muito lindo da sua parte — ela me abraça de lado dando um beijo na minha cabeça.
— Vou dormir, não se prenda a isso, desde que não aconteça mais, é a única coisa que podemos fazer agora.
Com isso saio da sala já indo para quarto, mantinha minha mente nos diversos livros que vou ter acesso amanhã, estava mais que empolgada e nem percebi quando peguei no sono, mas durante um sonho me vi com Liebe rindo, só parecíamos muito amigas e... felizes…
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Edna César
é para aprender a não julgar os outros sem conhecer sua história
2025-02-16
0
Souza França
,como um autor cria um personagem com tanto sofrimento sem divulgar na história.
2024-02-25
2
Souza França
que pai monstro 😡
2024-02-25
2