Passei o dia todo dentro do quarto, não por opção minha e sim por estar trancada, Liebe não era alimentada nos finais de semana, agora entendo o seu mau-humor, quem pode ficar feliz de barriga vazia?
A cada acontecimento começo entender o que a reitora me falou, mas isso não poderia ser o motivo de Liebe ser tão cretina como ela foi com… Merda então é isso, o livro está realmente focado no casal de amantes, então desconsiderou todos os outros personagens.
Já havia escurecido, ninguém me liberou para comer, pelo jeito Liebe não come desde ontem, ou até antes ainda, pois me sinto muito fraca e só consigo ficar deitada, nem me importei quando a porta foi aberta, mas despertei quando um balde com água gelada caiu sobre o meu corpo.
— Levanta princesa do papai, achou mesmo que eu deixaria você sair ilesa? Já sabe se fizer barulho apanhará muito mais.
Eu não estava preparada para o que vinha a seguir, ela pegou a fivela que trouxe consigo e começou a me bater, eu não poderia me mexer e descobri isso quando ela amarrou os meus braços na cama.
Não sei quanto tempo ela me bateu, mas acordei quando ela jogou água com sal no meu corpo e agora percebo que estou completamente nua dentro do banheiro, ela me bateu tanto que cheguei a desmaiar.
— Termine de enxugar e vá dormir, amanhã cedo você volta para o internato.
Não consigo responder em voz alta, então apenas confirmo com a cabeça, assim que escuto a porta ser trancada solto o choro que venho segurando desde o momento que acordei.
A dor que sentia dentro de mim nem se comparava com a dor que estava sentindo no meu corpo. Por falar nele estava todo marcado, mas eram em áreas que as roupas poderiam cobrir.
Realmente Liebe não teve uma vida fácil, mas preciso dar um jeito de me libertar, passar os finais de semana apanhando e passando fome realmente não está nos meus planos. Com muita força de vontade consigo sair do banheiro e encontro um comprimido ao lado da comida que já estava fria.
Opto apenas em comer e não tomar o remédio, não sei para serve, então não vou arriscar. O dia amanheceu e eu não consegui dormir nada, antes que ela apareça resolve me arrumar, mas não como Liebe sempre se arrumou e sim como eu sempre me arrumei.
Ainda bem que estava frio, então tive problemas em usar muitas roupas para cobrir os machucados. Ao descer, o meu corpo me leva sozinho até a sala de jantar, onde encontro os dois já trocados e prontos para me levarem.
— Resolveu se arrumar adequadamente hoje? — escuto a voz do meu pai fria como sempre.
— Bom dia — não respondo para não falar o que não devia e acabar apanhando mais uma vez.
— Bom dia — os dois me respondem receosos acompanhando os meus movimentos.
Não conversamos durante a refeição e muito menos durante o caminho e ao chegar na escola todo aquele teatro enfatizado no livro acontece, então é isso Liebe vive de aparências.
O primeiro dia permaneço quieta e deixo o corpo ir sozinho para os lugares, era como se ele estivesse programado para seguir aquela rotina, para não arrumar encrenca evito falar com todos e claro esse comportamento chamou atenção.
— Liebe Schurke — como não respondo, a pessoa ao meu lado me cutuca com o lápis e agora me lembro que este é meu nome.
— Sim.
— Venha comigo.
Sinto o corpo gelar de medo, droga esse personagem não me é estranho, mas não consigo lembrar quem é, ele me leva até uma sala afastada e assim que entro ele tranca a porta.
— Por que me chamou?
— O que aconteceu? Nenhuma briga ou discussão que fosse.
— Estou cansada — ele começa a se aproximar enquanto vou dando passos para trás.
— Está fugindo de mim novamente ratinha? Sabe muito bem que o que isso vai lhe causar — novamente lembranças invadem a minha mente, era ele o professor querido de Liebe, mas então por que o medo? — Quer ficar amordaçada novamente?
— Não… — a minha voz era apenas um fio, não consigo entender por que ele faria isso de uma forma boa, na verdade, estou tentando entender ainda o motivo desse medo, no livro dizia que Liebe amava esse professor, tanto que ficava a maioria do tempo ao seu lado.
— Está uma delícia com esse uniforme — ele já tinha me prendido na parede e agora as suas mãos estavam subindo a saia do meu uniforme — Sabe Liebe, senti a falta de ver você comportada, agora seja uma boa garota e fique quietinha.
Ele me empurrou para a sua mesa abrindo as minhas pernas e entrando em baixo da minha saia, eu estava me sentindo suja, mas meu corpo obedecia cada comando dele com medo e não de prazer.
Ali ele ficou até se cansar, não me pen€trou e fiquei imensamente grata, mas não sei era sempre assim. Ele me libera dando um tapa na minha intim!dade me fazendo pular de susto.
Enquanto ele sorria safado, eu corri para fora da sala, assim que a porta foi aberta, não olhei para os lados e novamente o meu corpo me levou sozinho para o quarto, ali chorei até adormecer.
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Atualizado até capítulo 110
Comments
thayna Muniz
se tivesse a mesma oportunidade que ela mataria um por um
2024-12-12
1
Júpiter
será que é só eu, que quero matar todos os personagens que apareceram até agora!?
2024-04-10
3
Souza França
quero espancar essa 🐄
2024-02-25
3