Como não apareci em casa na sexta, o meu pai no sábado cedo pediu para me chamar, a reitora antes permitir a entrada do meu pai me pediu para aguardar já dentro da sua sala, assim não corríamos o risco de entregar que estou ali e também de encontrar Vetter sozinha.
— Ele veio me buscar, não quero ir, não posso ir…
— Calma — ela me segura pelos ombros sorrindo — Vou te dar cobertura, não disse que vou te proteger? — confirmo coma cabeça — Então confie em mim, só não esqueça de mencionar a mensagem de domingo.
Held me mandou mensagem quando estava indo deitar ontem pedindo para nos encontrarmos hoje, ela me orientou a dispensar e marcar no domingo, assim ganharia os dois dias e poderia vir dormir aqui sem maiores problemas.
Achei muito estranho ele me chamar no final de semana, já que no livro mostra ele sempre fugindo para ficar com a erva daninha, mas como fiz mudanças em Liebe, pode ser que ele também sofra alguma, só desejo que seja para melhor essas mudanças.
Não demorou muito o meu pai entra na sala com cara de poucos amigos, ele apenas me olha pelo canto dos olhos de maneira fria como sempre, cara insuportável, já tinha ranço de você antes e agora que conheço mais das suas merdas que te odeio mesmo.
— Se acha dona de si mesma? — nego com a cabeça sem o olhar — Então por que não foi para casa?
— Senhor Schurke, como lhe disse ontem, a reabilitação de Liebe está nas minhas mãos agora e isso incluiu o evento literário que acontece hoje, recebeu o meu e-mail.
— Não recebi.
— Deve ter caído na caixa de Spam, mas não se preocupe, ficarei de olho pessoalmente em Liebe e garanto que ela não irá sair da linha.
— Pai, Held me mandou mensagem me chamando para passar o domingo com ele — a reitora confirma sutilmente com a cabeça, mas mantinha a sua postura séria e fria.
— Isso não é uma ideia Liebe — ele suspirava enquanto massageava as têmporas.
— Ele pode vir a buscar aqui mesmo, já que ela vai e volta comigo hoje.
— Ainda não acho uma boa ideia, afinal terei que a buscar domingo cedo.
— Held pode a buscar aqui no domingo — claro que ele não quer perder o seu tempo com a sua única filha, cretino, imbecil, como pode ser considerado um pai.
— Isso terá algum custo adicional? — pronto, era só o que faltava, eu preciso interferir.
— Pensei que era do seu interesse que me aproxime de Held — percebo a reitora me repreender com o olhar, mas estava me estressando já.
— Não senhor Schurke não terá custos e concordo com Liebe, esse encontro foi marcado pelo mesmo que está demonstrando interesse no compromisso deles.
— Que seja, então, só me avise da próxima para não ter que vir aqui pessoalmente.
Ele nem se despede, verme imprestável, sempre viu Luci bater em Liede, quer dizer em mim e nunca fez nada, os meus pensamentos são cortados pelo toque da reitora no meu ombro e respiro fundo sem me dar conta que estava quase chorando.
— Pronto, finais de semana livres.
Não consigo responder apenas chorar, só pode ser TPM, nunca fui chorona, mas o pânico que eu estava em voltar para aquela casa era muito maior, até mesmo maior se comparar a Vetter.
Aos poucos consigo compreender o comportamento descrito no livro, pelo menos com Vetter quando ela se comportava ele a deixava quieta, já em casa mesmo ficando quieta eu apanharia até desmaiar.
— Não precisa chorar, agora vamos nos aprontar, temos um evento para irmos.
Apenas confirmo com a cabeça me levantando e indo direto para o banheiro, precisava me lavar para me livrar desse sentimento deprimente e consegui ao final do banho me sentia revigorada e até mesmo empolgada para o dia junto com meus companheiros preferidos, os livros…
Durante o caminho fomos em silêncio dentro do carro, mas às vezes escutava as risadas nasaladas que a reitora deixava escapar ao ver a minha empolgação em chegar logo.
Como chegamos cedo, tive o prazer de olhar tudo com calma, mas eram tantos livros e gêneros diferentes que eu passaria o mês inteiro aqui dentro apenas para o explorar esses mundos.
— Pode ficar à vontade, vou me manter perto sempre — ao ouvir as suas palavras eram como se me sentisse livre para ser eu mesmo a Alice e com isso me enfiei dentro das estantes tentando eleger o primeiro livro para ler.
Já tinha separado pelo menos uns três livros quando vi Vetter vindo na minha direção, solto os livros no chão mesmo e começo a andar apressada pelos corredores procurando a reitora, mas eu tinha me afastado demais.
— Não posso deixar chegar perto, não posso — repetia isso como se fosse um mantra na minha mente enquanto a minha respiração acelerava na mesma medida que o meu pânico surgia.
Acabo soltando um grito quando sinto uma mão no meu braço, mas quando ela me abraça que percebo ser a reitora, ela falava baixo no meu ouvido que estava tudo bem, que eu não estava sozinha.
Quando me soltei não vi mais Vetter, ou qualquer outro conhecido, ela não me perguntou o que aconteceu, mas me analisava com os olhos. Aos poucos vou me soltando novamente, mas agora tomo o cuidado de ficar sempre onde posso a ver também.
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Zulma Oliveira
estou sim 👍
2024-01-13
0
Regi Santos
Mas não podemos esquecer que ela e uma adolescente que não tem apoio da pessoa que deveria sempre está ao lado dela e amar, estão entendo ela ser fraca e ter medo.
2023-11-09
4
Ica Sacilotti
ela tem que aprender a se defender, arrebentar acara deles sutilmente kkkkk
2023-08-29
10