Não consigo acreditar no que é pior, o meu pai completamente furioso rasgando a blusa ou os hematomas no corpo da Liebe, ela tentava se encolher já segurando o choro e quando percebi já tinha puxado ela contra o meu peito a abraçando.
— QUEM FEZ ISSO? — nunca havia visto o meu pai tão transtornado — ANDA LIEBE EU QUERO SABER QUEM DEIXOU ESSAS MARCAS EM VOCÊ?
— Calma, vem comigo — falo baixo no seu ouvido enquanto ela apenas confirma com a cabeça tentando manter o seu choro o mais silencioso possível.
— Aonde vai com ela Held?
— Acalmar ela, agora ninguém vai conseguir conversar — o meu pai confirma com a cabeça, mas pelas suas expressões ele estava a ponto de explodir de raiva.
Liebe estava tão fragilizada ali nos meus braços que até para andar estava com dificuldade, a pego no colo estilo noiva subindo direto para o meu quarto. A coloco na minha cama e corro pegar uma camiseta para ela.
— As minhas coisas estão no quarto de hóspedes — a sua voz era tão baixa que parecia que ela iria quebrar a qualquer momento.
— Vou buscar, mas por enquanto vista essa camiseta mesmo, toma um banho, vai te ajudar a se acalmar.
Assim que vejo ela entrar no banheiro acabo suspirando, nunca imaginei que isso estivesse acontecendo, saio do quarto quase correndo para buscar a bolsa dela e quando estou voltando trombo com o meu pai.
— Onde ela está?
— Tomando banho no meu quarto, por que fez aquilo?
— A reitora de Liebe me pediu para ser sua tutora total hoje, afirmando que ela precisa de proteção e que infelizmente ela descobriu recentemente.
— Ela sabe então…
— Sim, suspeitava de alguma perseguição com ela, não que ela estava sendo espancada.
— O que vamos fazer?
— Resolveu se preocupar? — ele respira fundo erguendo o dedo me pedindo para ficar em silêncio — Desculpa, estou nervoso, acredito que você também não sabia de nada.
— Não, até quarta ela nem queria ficar perto de mim, mas ela estava diferente e por isso pedi para nos vermos, apostava que ela estava fingindo e resolvi pagar para ver.
O meu pai apenas nega com a cabeça e abre a porta do quarto com calma, mas ela ainda não havia saído do banheiro, ela estava demorando e só não invadi porque o meu pai me segurou.
Quando ela finalmente saiu do banheiro os seus olhos estavam vermelhos pelo choro, pelo jeito esse foi o motivo da sua demora, a minha camiseta estava mais parecendo um vestido nela e sinceramente estava muito fofa e minúscula.
Liebe se aproxima receosa da cama, afinal eu estava encostado na janela enquanto o meu pai estava sentado na poltrona que fica ao lado da minha cama, nós dois estávamos analisando os movimentos de Liebe.
Se ela estiver brincando com isso, eu juro que eu mesmo dou uma surra nela. Me assusto com o tom grave da voz do meu pai perguntando novamente quem havia feito aquilo.
— Liebe, não estou bravo com você, mas quero que saber a verdade.
Ela se senta de cabeça baixa na cama e puxa a coberta para cobrir as suas pernas, vou até o seu lado e ergo a sua camiseta olhando os roxos na sua barriga, tinha um mais forte e assim que passo a mão ela se encolhe novamente gemendo de dor.
— Sempre nos finais de semana sou trancada no quarto sem me alimentar e recebo punições de madrugada. Luci toma cuidado para me espancar somente nos lugares que a roupa pode tampar.
— Mas esse é novo, quem foi? — ela puxa a blusa da minha mão e volta segurar o edredom, os seus dedos chegavam a ficar brancos pela força que ela estava apertando.
— Liebe, se não contar tudo a reitora fará — o meu pai avisa se levantando para sair do quarto.
— Por favor, não interfira — ela deu um pulo da cama correndo até o meu pai o segurando no seu braço — Não agora, pois eles vão descobrir que contei e esta é a minha única oportunidade de não voltar para aquela casa, por favor, Gatte.
— Vou fazer de tudo para manter você segura, não vou impedir a reitora e sim ajudar ela, tanto que vou assinar os papeis para ela ser sua tutora desde que ela me coloque a par de tudo que aconteça — a voz do meu pai estava branda e sinto até ciúmes quando ele a abraça dando um beijo na sua cabeça — Agora descanse, aqui você está a salvo.
Vou até os dois a puxando para largar o meu pai que me olha sem entender muito, na verdade, nem eu mesmo estava entendendo o motivo desse ciúme, assim que ela deita na cama o meu pai sai do quarto fechando a porta.
— Obrigada Held.
Dou um beijo no topo da sua cabeça me acomodando melhor na cama com ela, nunca vi Liebe tão vulnerável como agora e sinceramente quero cuidar dela, para que ninguém mais possa a machucar desta forma.
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Telma Rodrigues
Ele pode ficar legal com ela, mas mesmo assim não estou na torcida para terem um final juntos.
2024-12-20
2
Giulia Pereira
ah... vá lá se enterrar na quenga que tu ama. deixa seu pai, que é homem de verdade, cuidar de Liebe moleque
2024-04-03
4
Souza França
quero que ela fique com o pai. loucura né?
2024-02-26
4