Capítulo 7

Alessa

Eu estava terminando d servir uma mesa, quando meu professor me ligou, me dando a melhor notícia dos últimos dias.

-Nossa! Muito brigada, professor Miller. - falei, antes de encerrar a ligação e correr até a oficina onde meu irmão estava trabalhando.

- Adam! Adam! - entrei no galpão, gritando, eufórica.

- Que foi? Onde é o incêndio? - ele respondeu, vindo dos fundos do local.

- Eu consegui um estágio! - sorri animada.

- Poxa, que bacana, formiguinha! - ele sorriu. - Mas você não disse que tinha desistido porque não teria remuneração?

- Eu sei, mas o professor Miller conseguiu uma vaga pra mim, o estágio é remunerado, com benefícios, e você não vai acreditar onde será! - falo, fazendo mistério.

- Não faço ideia...

- Na Fênix! - pulo de felicidade.

- Uau! - ele parece espantado. - Aquela empresa chique que tem um prédio enorme, perto da faculdade?

- Exatamente! Não é demais!? Meu sonho sempre foi trabalhar lá, mas eu só poderia me candidatar quando terminasse o curso...

- E como conseguiu essa vaga, já que você ainda está no penúltimo período? - ele perguntou, torcendo a boca.

- O Sr Harrison, dono da empresa, foi aluno do professor Miller. Então, quando o professor levou minhas fotos, o dono da empresa gostou e concordou em me dar uma oportunidade. Não é demais!?

- Sim, é incrível formiguinha! - ele me abraça e me gira no ar. - Parabéns, maninha! Você merece o mundo!

- Eu não preciso do mundo, pois já tenho você, a mamãe e o papai, que são a melhor família que existe! - encho ele de beijos, sem me importar por ele estar todo sujo de poeira. - Te amo, irmãozinho!

- Também te amo, sua mala sem alça. - ele me põe no chão, me liberando do abraço e beijando o topo da minha cabeça. - E quando você começa?

- Segunda, assim que sair da aula.- falo e logo me lembro de algo. - Tenho que conversar com a Rose, porque não poderei mais ajudar na lanchonete. - falo, um pouco triste, pois realmente gosto desse lugar.

- É, mas será por correr atrás dos seus sonhos. Tenho certeza de que ela ficará feliz por você. - ele afaga meus cabelos. - Agora xispa daqui, porque eu ainda tenho coisas pra fazer, lá no depósito.

Só então observei meu irmão mais atentamente. O macacão estava meio aberto, o cabelo despenteado e...tinha uma mancha no pescoço?

- Adam Collins, o que você estava fazendo no depósito? - pergunto, pondo as mãos na cintura.

Mas ele nem precisa responder pois, vejo Judy, a minha colega de trabalho, vindo dos fundos do galpão, exatamente do depósito, ajeitando as roupas, com uma cara bem culpada, digamos assim.

- Ah,por favor! - falo,bufando. - Não me diga que vocês estavam...? - arregalo os olhos, quando vejo meu irmão sorrindo levemente e Judy passar por mim feito um foguete, em direção à lanchonete. - Adam! - o repreendo. - Aqui é seu local de trabalho!

- Eu não tenho culpa se ela foi até o depósito me oferecer uma ajuda! - ele fala, erguendo as mãos, como se fosse inocente. - E, você sabe, recusar comida é feio. - aquela cara de cafajeste me irritava.

- Olha, eu nem vou mais falar nada. Mas agradeça por ter sido eu e não o Maxuell, pois garanto que ele não ficaria nada feliz em ver o serviço que você e a Judy estavam fazendo lá naquele depósito, ao invés de estarem trabalhando. - falo, bufando.

- Mas eu estava trabalhando! - ele contesta. - O depósito estava ficando ótimo! - ele sorri e eu apenas saio dali, irritada.

Esse cara de pau ainda vai se meter em encrenca por causa dessa vontade insaciável. Parece que não consegue manter suas coisas dentro das calças!

Volto para a lanchonete e, após conversar com a Rose sobre a minha saída, vou até o balcão. Limpo algumas coisas, até Judy se aproximar de mim, com a cara mais lavada do mundo.

- Então, Alessa...- ela começa. - Sobre o que você viu...ou pensa que viu. - me viro para encará-la, é serio que ela acha que não percebi o que estava rolando naquele depósito? - Eu acho que o Maxuell e a Rose não precisam saber desse pequeno...hum..mal entendido, não é mesmo? - ela me encara, erguendo a sobrancelha.

Eu não acredito nisso! Essa periguete acha mesmo que vou prejudicar o meu irmão? Meneio a cabeça, dando um longo suspiro, antes de respondê-la.

- Primeiro, não vou prejudicar o irresponsável do meu irmão, segundo não sou dedo duro e, terceiro, se ele gosta de pegar qualquer uma, o problema é dele. Mas, se eu fosse ele, escolheria melhor a comida da vez!

Falo e saio d perto dela, que fica bufando de raiva. Ok, eu não sou assim, mas essazinha já me irrita desde que comecei a trabalhar aqui.

O Adam não sabe, mas ela já tentou fazer com que eu fosse demitida duas vezes, tudo porque Rose, a esposa do Maxuell, dono da lanchonete, simpatizou comigo e me colocou como funcionária de confiança da lanchonete.

Eu não tenho culpa se faço meu trabalho bem feito e não fico dando em cima dos clientes, como ela faz.

acho que vou ter que ter uma conversinha com o Adam e explicar exatamente com que tipo de cobra ele está se metendo!

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Comments

Tuti Ferreira

Tuti Ferreira

eu acho que vai ser uma boa história para ler

2025-01-28

0

Tuti Ferreira

Tuti Ferreira

27/01/2025 segunda-feira 13:51 fazendo a cesta

2025-01-28

0

Ana Zélia

Ana Zélia

começando ler , tou na expectativa

2025-01-20

0

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