Capítulo 4

Dias atuais...

Depois daquele dia, eu entendi que precisava dar um rumo à minha vida.

Fui pra casa, cuidei da minha aparência, que estava um lixo. Procurei meus pais, que estavam desesperados, só falando comigo por telefone e sem poderem se aproximar, pois eu não permitia.

Eu retomei a minha vida. Comecei a focar no meu trabalho, aproveitei as oportunidades, cresci e renasci.

Megan me procurou, quando minha empresa começou a crescer. Ela queria obviamente uma fatia do bolo do sucesso, e ser colocada como Sra. Harrison, era tudo o que ela precisava.

Mas eu não permiti sequer uma conversa. Estava bem sem ela e ficaria ainda melhor, com o meu sucesso profissional.

Eu não tive mais notícias dela, e nem faço questão. Espero que viva bem longe de mim, pois só tenho desprezo pelo que ela me fez.

- Terra chamando Noah! - Léo estala os dedos na frente do meu rosto. - Xiiii, viajou de novo?

- Estava só pensando.- falo, suspirando. - Aconteceu muita coisa nesses 6 anos.

- E tudo teve início depois que você encontrou aquela menininha, dona desse guarda chuva. - ele fica encarando o objeto por um tempo. - Sabe, se eu encontrasse essa garota, daria um beijo na boca, de língua!

- Tá maluco!? - falei, irritado. - Era uma menina, seu pervertido.

- Era, meu amigo,há 6 anos atrás. Hoje ela deve ser uma mulher feita. - ele sorri de lado. - Mas o beijo seria de agradecimento por tudo o que ela te disse, porque mesmo sem saber, ela te tirou daquele lugar escuro onde a Megan te jogou. Agora, se depois do beijo ela não resistir ao charme do papai aqui...- ele ri, se sentindo o tal.

- Você é ridículo! - jogo uma bola de papel nele. - Some da minha sala e vai trabalhar.

- Tá me expulsando, seu descarado?

- Tem medo de ir pro olho da rua não? Sou seu chefe!

- E é meu irmão, por isso nunca me colocaria na rua que eu sei.- fala, levantando e indo em direção à porta.

- Vai contando com isso, vai...Sua sorte é que você é um bom profissional, senão...

- Ok, entendi. Fui. - ele sai e eu ligo meu computador e começo a me preparar para as reuniões e compromissos. O dia hoje vai ser cheio, exatamente como eu gosto.

.

.

Já passa das 2 da tarde, quando minha secretária entra na minha sala, mais uma vez, sem bater na porta.

- Sr. Harrison, um professor da universidade quer falar com o senhor.

Olho pra ela, por cima da tela do meu computador e ergo a sobrancelha.

- Esqueceu, novamente, como se bate na porta, Sta. Meredith?

Meredith

- Oh, sinto muito senhor. É força do hábito. Mas eu não atrapalhei, não é mesmo? - ela diz, toda manhosa, fazendo cara de inocente, e acredite, de inocente ela só tem a cara e olhe lá!

- Não é questão de atrapalhar, e sim, de ter educação e profissionalismo, senhorita. - falo, com a voz firme. - Minha sala é meu local de trabalho e os únicos que podem entrar ou sair, sem bater ou ser anunciado, sou eu e meus pais. Portanto, aprenda a bater na porta antes de entrar, ou a senhorita vai ser demitida. Estamos entendidos? - falo, arrogante.

- Perfeitamente, senhor. - ela responde, baixando a cabeça.

- Pode pedir ao professor que entre. - ela apenas acentiu e saiu quase correndo da minha sala.

Logo ouvi batidas na porta e pedi que entrassem.

- Meu pupilo preferido está ocupado? - ouço a voz do senhor Miller, meu antigo professor, orientador do TCC e amigo pessoal.

- Pro senhor? Nunca! - sorrio e me levanto, indo até ele, que me dá um forte abraço. - Como vai, meu mestre?

- Eu vou bem, meu jovem! - ele sorri. - E eu não sou mais seu mestre, então, sem formalidades.

- Tudo bem! Vamos nos sentar?- aponto para as poltronas na lateral do meu escritório. - Aceita alguma coisa? Água, café, suco...

- Um café cairia bem.

- É pra já! - vou até a maquina de expresso que tenho no meu escritório e faço dois cafés. - Açúcar?

- Se tiver adoçante, eu prefiro. - ele fala e eu franzo o cenho.

- Cortando o açúcar, professor? Algum motivo específico? - questiono.

- Idade, meu rapaz. - ele sorri. - Já não sou mais um garotão, como você, então preciso me cuidar. Afinal, não quero que minha esposa fique viúva antes do tempo. - ele fala, divertido.

- Entendo. Adoçante, então!

Levo nossos cafés e entrego o dele. Após um longo gole ele põe a xícara sobre a mesa e se recosta na poltrona.

- Eu peço desculpas por vir sem avisar, mas precisava conversar com você.

- Não precisa se desculpar, professor. O senhor é sempre bem vindo. Mas o que precisa? É algo sério?

- Não. Na verdade é sobre a bolsa estágio que você oferece todos os anos. Queria saber se poderia abrir mais de uma vaga esse ano...

- Bom, o estágio é um compromisso que tenho com o senhor, e que aliás, tem me rendido excelentes profissionais ao longo desses anos. Mas porque precisa de mais uma vaga?

- Bom...é que...- sinto sua voz exitar.

- O que precisa professor? - sou direto.

- Bom, eu tenho uma aluna do curso de fotografia que está procurando um emprego e pensei se poderia dar à ela essa oportunidade.- ele diz, meio sem jeito.

Eu o encaro, sério. Todos os anos abro uma vaga para estágio de alunos do último semestre do curso de publicidade. Mas nunca fiz isso pra uma estudante de fotografia, ainda mais estando no penúltimo semestre. Porém, o professor Miller não me pediria isso se não fosse importante.

- Essa moça, ela é realmente boa?

- Com certeza. Trouxe algumas fotos dela pra você analisar.

Ele me entrega uma pasta e, assim que abro, fico impressionado com a qualidade do material e ainda mais por ser de uma estudante.

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Comments

Jaildes Damasceno

Jaildes Damasceno

É a menina do guarda chuva. Enfim vão se reencontrar.

2025-02-18

0

Heloisa Franciscani

Heloisa Franciscani

A menina do guarda chuva.

2025-02-15

0

Francisca Nubia Da Silva De Castro

Francisca Nubia Da Silva De Castro

Ela deve tá linda!

2025-02-20

0

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