Seguimos pela rua oposta a que eu pensei em seguir, olhei confuso para estrada, podia ter certeza que não era aquela caminho.
_ Fecharam aquela estrada.
Sam disse como se soubesse o que eu estava pesando.
_ Não dá para ir por ali, tem que dar a volta.
_ Porque fecharam a estrada?
_Você vai ver quando a gente tiver chegado perto.
Curioso virei para olhar para ela, pensando sobre o que estava tentando dizer com aquilo. E me choquei um pouco com a forma que ela estava novamente.
O olho agora um pouco menos inchado mais ainda manchado em volta, ainda sim ela olhava firme para estrada parecendo muito segura na condução daquele veículo.
_ Você está bem ? Seu olho parece melhor hoje.
Engoli a seco sentindo a garganta arranhar.
_ A sim. Ela colocou a mão no rosto. Quase não dói agora.
Ela sorriu orgulhosa.
_ Eu não queria te causar nenhum mau.Desculpe por tudo. Não sabia que você estava aqui.
_ Não foi culpa sua e pelo que eu percebi você deve ter achado que eu estava morta.
_ Sinceramnete eu achei.
_ Pois é , deve ter sido um susto e tanto.
Ela soou um pouco ríspida.
_ Você não tem idéia.
A tarde avançava e a estrada parecia não ter fim, percebi que ficava muito mais longe do caminho antigo e ao olhar para o lado me dei conta de que um rio corria paralelamente.
_ Chegamos!
Ela apontou para uma longa faixa de capim alto e verde.
_ Bom o que sobrou da casa está mais a frente a cerca quase não existe mais e o mato tomou conta de tudo.
_ Mais era tudo seco aqui, até o capim era seco, você não lembra?
Em silêncio ela parecia vagar nas suas lembranças e os olhos perderam o foco por um momento, quieta e respirando devagar ela ficou imóvel .
_ Sam? Está tudo bem?
Falei tocando em seu braço.
_ Não me chame assim.
Ela dispertou se desviando do meu impulso ao sentir o meu toque.
_ Desculpe novamente nunca te chamei de Samanta.
Engulo a seco .
_ É o meu nome.Não é?
Ela abriu a porta e saíu do veículo pegando um facão atrás do
banco.
_ Você vem ou não?
_ Claro que sim.
Peguei a mochila e um bolsa e ela pegou as outras e partiu adentrando na mata, abrindo o caminho a frente.
Tentei acompanhar seguindo ela com um pouco mais de dificuldade.
Não poderia chamar aquilo de casa, só sobrou ruinas de um casarão velho.
As paredes rachadas e muito sujas não lembravam em nada a casa que eu havia crescido. Eu sei que com o tempo a casa se deteriorou muito mais da útima vez que estive aqui pelo menos
as paredes estavam de pé.
O telhado de madeira tinha se dividido em dois um lado estava totalmente podre e o outro despencado bem encima de onde antes ficava o meu antigo quarto.
Na lateral da casa o mato se misturava a parede de pedra, que
pareciam ser a menos afetada. A fundação tinha aguentado bem o que me deixou um pouco menos desapontado.
Instintivamente fui até a porta antiga e a empurei dando um passo para trás. E o resultado foi que a porta tombou para dentro inteira se desfazendo quando atingiu o chão, levantando
uma faixa de poeira.
_ Cuidado Cristian!
Tossimos um pouco.
_ Não é seguro entrar aí, tá tudo caindo aos pedaços. Não creio que você vai conseguir salvar a casa.
Sorri um pouco triste com aquela chocante realidade.
_ Você está certa. Vou ter que começar do zero.
_ Espera aí, do zero? Você vai contruir uma casa do nada?
_ Bom essa casa não tem como salvar. Não é?
_ Lógico que não,Olha para isso é um perigo.
_ Sim é, mais você vai fazer isso sozinho?
_ Bom, sim. A não ser que você conheça alguém que queira trabalhar de graça.
Sam se virou visivelmente aborrecida e voltou pela trilha.
_ Tchau né. E obrigado pela carrona Sam... Quer dizer Samanta!
Gritei.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Marcia Regina
vai sim
2024-01-21
3
Jaqueline Morares Moraes
ela vai ajudar ele
2023-02-13
2