capítulo 6.

Enquanto a noite caía e eu arrumava tudo o que eu podia nas bolsas que eu tinha conseguido ouvi passos sorrateiros se aproximando.

Vi uma mochila grande encostada perto da entrada e Sofia apareceu na porta trazendo mais coisas e colocando dentro da casa.

_ O que é tudo isso Sofia?

Me levantei e fui até ela pegando a mochila e abrindo para olhar o que ela tinha levado.

_ Aí tem muita coisa que vai ser útil Cristian. Você não pode esquecer das coisas mais importantes.

Olhei dentro e vi um pacote de fermento para pão e algumas ervas medicinais secas todas etiquetadas e separadas, um pano preto bem grosso chamou minha atenção, peguei com cuidado e desenrolei o tecido.

_ Um revolver? Sofia onde você conseguiu isso?

As armas eram restritas aos vigilantes e todos os moradores concordaram em entregar cada uma delas quando reorganizamos as prioridades para manter a segurança da vila.

Cada morador entregou tudo, inclusive ela.

_ Sofia?

_ Eu não sei porque você está tão surpreso. Eu nunca confio cegamente em ninguém. Desculpa irmão mais eu sou assim.

Ela me olha um pouco triste enquanto continua arrumando as coisas.

Não posso julga-la porque sabia tudo que ela tinha passado e sinceramente nunca descobri como ela conseguia ser tão forte e ainda viver tão feliz aparentimente sem preocupação e com muita

tranquilamente.

Agora eu sabia que não era bem assim, ela ainda tinha medo só não demostrava pra ninguém.

_ Vem aqui!

Puxei ela para um abraço apertado enquanto ela me apertava de volta.

_ Promete que vai se cuidar?

Ela falou baixinho no meu ouvido.

_ Você me conhece bem, sempre me cuido.

_ Então vamos fazer tudo para que nada te atrapalhe!

Sofia me soltou e sorriu me reconfortando.

Mais tarde naquela noite enquanto dormia tive mais um pesadelo .

Uma névoa escura cobria toda a fazenda e da minha janela observo o campo de trigo bem à frente quase toda encoberto. Procuro por ela enquanto ainda consigo enxergar alguma coisa, mais por alguma razão ela não está no quintal, pelo menos não onde eu poderia vê-la.

Alguma coisa me chama à atenção e olho mais a frente onde um clarão atinge o campo e começa a queimar toda a plantação, tento gritar mas a minha voz não saí.

Agitado me viro para tentar sair e apagar o fogo, Sam aparece bem na minha frente colocando uma mão de cada lado do meu rosto, com os olhos apavorados ela tenta me falar alguma coisa mais também não consigo ouvir o que ela dizia.

Desesperada ela tenta me impedir de sair de casa dou um passo até a porta e ela continua me puxando, mas a única coisa que penso é sair para apagar o incêndio.

Com uma mão e a seguro e com a outra abro a porta.

Uma sombra se materializa bem em frente a porta , era a silhueta de um homem, ele saca uma arma e dispara contra mim. Sam entra na frente e acaba sendo atingida no meu lugar.

Atordoado tento respirar mas não consigo .

_ Meu Deus!

Acordo apavorado me sentindo sufocado e mais uma vez meu corpo treme compulsivamente, estava piorando.

Meus pesadelos estavam piorando com o tempo.

_ Porque você não me deixa em paz Sam?

O Fantasma dela me atormentava de tal modo que eu não tinha mais paz . Precisava achar uma maneira de resolver aquela situação antes que fosse tarde demais.

E como eu faria isso? Só Deus é que poderia me dar uma resposta.

Levantei da cama e fui tomar um banho frio para tentar acalmar meus nervos.

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Comments

Cléia Maria da Silva d Azevedo

Cléia Maria da Silva d Azevedo

Acho que li o romance na sequência errada. Mas mesmo assim vou ler esse. Agora vou querer ver o encontro deles.

2024-08-21

1

Jaqueline Morares Moraes

Jaqueline Morares Moraes

logo ele vai ficar bem

2023-02-13

8

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