Não vi o bom doutor até depois do horário do almoço quando ele enfim apareceu com sua prancheta e uma sacola com vários
medicamentos que ele havia receitado. Como eu não tinha dinheiro para pagar nem pelo tratamento nem pelos medicamentos ele gentilmente me deixou ir sem me cobrar nada.
Passei pela porta em direção ao caís seguindo pelos cantos até o boeiro que eu tinha guardado meus outros pertences já que
ninguém viu a bagagem que eu carregava quando fui atacado.
Agradeci mentalmente as minhas irmãs por terem insistido em me mandar aquelas coisas extras, agora era tudo o que tinha.
Andei até a abertura e tirando os galhos e as folhas que usei, fiquei um pouco mais feliz sabendo que estava tudo lá.
Ficar carregando todo aquele peso com as costelas reclamndo pelo esforço foi a pior parte.
andei até a rua parando a cada três passos dados, não sabendo como iria carregar aquilo até a fazenda.
Cheguei a rua principal e tentei me orientar por qual estrada seguir, antes era muito fácil de reconhecer mais agora com outras ruas e construções, não me lembrava a rua certa a
seguir. Pensei perguntar ao doutor se ele poderia me dizer qual o caminho, mais não queria parecer um idiota.
Fiquei parado por alguns minutos tentando achar alguma coisa familiar que me levasse a direção certa, até ouvir o som do
caminhão parando do meu lado.
_ E aí? Você parece muito melhor hoje.
Um pouco desconfortavél tentei agir naturalmente.
_ Me sinto bem melhor, obrigado.
Peguei novamente minha bolsa e sai caminhando pela primeira rua a frente.
Sem saber se era a certa mais também não querendo ficar ali na rua batendo papo com ela.
_ Você está indo para onde? Sobe que te dou uma carona.
_ Não precisa obrigado, eu estou indo pra casa.
_ Cristian tá indo pela rua errada.
Bufei fechando os olhos não acreditando naquilo.
_ Droga!
_ Entra eu estou com as suas coisas aqui.
_ Você pegou minhas coisas?
_ Claro. Ou você queira que eu deixasse aquele verme ficar com suas coisas?
Tentei pensar em uma desculpa para recusar aquela oferta, mesmo sabendo que eu não conseguiria continuar sem ajuda.
Alguém buzinou parando atrás do caminhão dela.
Me desculpei e fui logo colocar as minhas coisas na carroceria, abri a porta sentando no
banco sem conseguir olhar para o rosto dela.
Era surreal. Completamente inacreditável,como aquilo poderia ser possível nessa vida. Ela era estranhamente familiar mais por outro lado totalmente diferente do que eu conhecia e me lembrava. De canto de olho vi que as roupas não eram as mesmas daquele outro dia . Essas pare iam bem mais limpas . Um tipo de macacão estranho e surrado .As botas eram do tipo pesadas demais para ela, ainda estava com aquele boné e o cabelo quase não aparecia debaixo dele.
As mãos firmes segurando o voltante pareciam firmes e controladas. Ela não parecia desconfortável, mesmo estando ali comigo.
Será que ela ainda me odiava? Por tudo aquilo? Como ela havia sobrevivido a queda?
Eu havia descido para procurar nas margens mais não encontrei nada na época.
_ Obrigado. Falei olhando para frente.
_ Sem problema, estava mesmo indo para aquele lado.
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Atualizado até capítulo 60
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