capítulo 7.

Eric como sempre me ajudou em tudo o que eu precisava e não poderia ser de outra maneira. Em todos esses anos nunca foi diferente, sempre que eu precisava ele estava lá num canto ouvindo tudo atentamente e depois me chamando para dar sua

opinião e me oferecer apoio.

Isabela não apareceu mais depois do show do dia anterior. As coisas seguiram normalmente.

Terminei de organizar todas as informações para o segundo em comando que seria deixado no meu lugar, provavelmente Pedro acharia alguém capacitado para assumir a vaga e me orgulhei

muito por não ter ninguém melhor que ele para assumir essa grande responsabilidade.

_ E quando você pretende ir?

Lucas perguntou.

_ O mais rápido possivel. Tenho muito o que fazer.

Ele concordou e voltamos a nossas tarefas.

Durante o dia Sofia voltou a minha casa algumas vezes e desarrumou todas as minhas bolsas, segundo ela eu não sabia o que iria precisar mais ela sabia.

Voltei para casa já a noite e para a minha surpresa Isa estava na cozinha preparando o meu jantar.

_ O que tá fazendo aí doidinha?

Ela virou o rosto e fez uma carreta. Definitivamente era uma criançona.

_ Você precisa comer uma refeição decente se vai fazer uma viagem tão longa.

_ Sério? E você ...

Olhei para o fogão a lenha e vi uma panela com alguma coisa estranha cozinhando.

_ Pretende me envenenar com o que?

_ Com uma sopa muito bem temperada Cristian.

_ A entendi!

Ela olhava fixamente para a panela enquanto a mexia devagar, assustadoramente em silêncio.

Sentei na cadeira e esperei até que ela me entregasse a tigela cheia de sopa.

_Cuidado está quente!

_Eu nem tinha percebido Isa.

_Você vai quando?

_ Talvez amanhã, Eric disse para deixar tudo arrumado que o navio estava para chegar por esses dias.

_ Entendi.

_ Vai ficar tudo bem Isa não se preocupe, e eu posso voltar se acontecer alguma coisa. Eric me deu passe livre para ir e vir quando eu quiser.

Isa visivelmente respirou aliviada pelo menos, pareceu um pouco mais aliviada.

_ Pode ficar tranquila irmãzinha eu sei me cuidar.

Ela se voltou para a sua tigela e começou a comer.

Naquela noite deitei na cama e senti uma paz no coração, talvez eu precisasse mesmo daquele tempo com a Isa, desde sempre fomos muito unidos.

De todos ali era ela a pessoa que mais me preocupava.

Isabela era a mais impulsiva e cabeça dura, Sofia não me deu um terço do trabalho que ela deu, sempre fugia de casa e eu tinha que sair procurando por ela quando éramos jovens, perdi as contas de quantas vezes tive que inventar alguma

desculpa para o nosso pai para não piorar a situação dela que naquela época já era bem ruim.

Quando eu partisse pelo menos ela não surtaria e viria atrás de mim, não dessa vez.

Apaguei quase que milagrosamente naquela noite . Agradeci a Deus não querendo pensar na possibilidade de Isa ter colocado alguma coisa suspeita naquela sopa.

Mais veio bem a calhar já que uma boa noite de sono renovou as minhas forças.

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