A minha vida virou uma rotina trabalhar e dormir, eu sempre tento ocupadar meu tempo com alguma coisa para não pensar na Taylor e no pai dela, tenho que admitir que amo o Henrique, amo muito, mas é bom amar pouco e melhor ainda é não amar. tirando o pessoal do trabalho a única pessoa que eu converso é o vizinho do lado, o Adam ele se mudou um dia depois de mim, ele parece um cara legal.
hoje é meu dia de folga segunda feira, mas a Thereza me pediu para ir até um endereço e fazer um pedido de umas fantasias para as garotas da boate, fui andando mesmo, não era tão longe, depois que terminei, comprei um cachorro quente e peguei o caminho de casa, a chuva me pegou no meio do caminho, tentei pegar um táxi, mas nenhum parava pra mim, então não teria outra maneira se não encarar a chuva, andei meio quarteirão e um carro parou do meu lado e abriu a porta.
- Olivia entra nesse carro você vai acabar ficando doente. - Henrique gritou para mim.
- vai embora Henrique, eu não vou entrar nesse carro com você.
- Olivia, isso já foi longe demais volta pra casa, a Taylor está sentindo sua falta.
- ela vai superar.
- Olivia eu sou apaixonado por você, nós precisamos de você.
- se apaixone por você primeiro, depois pela sua filha e aí por quem você quiser.
- me desculpa, vamos fazer dar certo, por favor me dá uma chance?
- você acha que eu sou uma garota idiota? que vai correr atrás de você com o rabinho abanando como um cachorro? só porque você é rico acha que todo mundo te idólatra? até nunca mais Henrique.
- Olivia espera - ele segura meu braço para me impedir de ir embora
- Henrique me solta. - ele solta meu braço.
- deixa ela em paz. - Adam chega já me colocando atrás dele.
- quem é esse Olivia?
- sou um amigo dela, por que?
- eu quero conversar com você Olivia a Taylor está internada ela está doente, esse é o endereço do hospital se ainda se importa com ela, por favor vá vê-la. - ele enfia um papel com o endereço nas minhas mãos entra no carro e vai embora.
- de todos os caras da cidade você tinha que se envolver logo com o Pesadelo?
- quem?
- Henrique, o Pesadelo.
- é uma longa história Adam.
- eu amo histórias longas, vamos se não você vai pegar um resfriado.
ele abre um guarda chuva e caminhamos em silêncio até em casa.
- obrigada por me ajudar com o Henrique.
- Olivia eu não sou homem de ficar enrolando, eu posso entrar pra gente conversar?
- olha Adam, você é um cara legal, mas se acha que nós dois podemos ser mais que amigos, acho melhor pararmos por aqui.
- eu não te vejo desse jeito Olivia, - ele da uma gargalhada sonora - mas preciso conversar com você - ele tem um jeito meigo que me dá confiança.
- tudo bem, mas vai ter que esperar eu tomar um banho.
- vamos fazer assim, eu também preciso de um banho, aí depois eu venho e fasso um almoço pra gente pode ser?
- combinado.
entro e a primeira coisa que eu fasso é ver o endereço que Henrique me deu, mas o papel está se desmanchando de tão molhado, vou ter que ligar para Janne pra perguntar, tomara que o que a Taylor tem não seja grave. tomo meu banho e lavo os cabelos, quando Adam voltar eu já estou vestinda e com a toalha enrolada no cabelo.
- eu tenho origens italianas então vou fazer uma massa pra gente, o que acha?
- ótimo.
- Olivia preciso de uma amostra do seu DNA. - eu mau o respondo e ele já me me pede calmamente como se me pedisse uma xícara de açúcar.
- pra que? - pergunto espantada.
- essa era a minha mãe, o nome dela era Angellic D'angelo Villani - ele me entrega uma foto. - vocês são muito parecidas.
- espera, então você acha que eu sou sua irmã?
- sim, quando eu tinha cinco pra seis anos minha mãe deu a luz a minha irmã, e no dia seguinte sequestraram ela, a minha mãe entrou numa depressão muito forte e meu pai procurou pelo bebê até o dia que a minha mãe pulou da janela do quarto, eu achei que tudo de ruim já tinha passado, mas três anos depois meu pai foi envenenado e eu fiquei sem ter para onde ir, a máfia traiu meu pai eu cresci nas ruas de Seattle, mas eu prometi para minha mãe que encontraria minha irmã, eu te procurei por todo lugar, enquanto pedia para você não ter seguido um caminho ruim.
- essa história é muito louca Adam tirando que, eu posso não ser sua irmã.
- veremos depois do teste, quando Thereza me ligou achei que ela estava louca, mas aí eu te vi com meus próprios olhos.
- espera você veio morar aqui só pra saber se eu era realmente sua irmã?
- sim, eu não preciso dessa kitnet aliás o prédio inteiro é meu.
- mas você não ficou sem nada depois que seus pais morreram?
- sim, mas eu sou inteligente, e a Thereza era uma amiga da minha mãe e veio atrás de mim quando ela me achou eu já tinha 16 anos e uma gangue, a máfia a quem meu pai era tão leal deixou o filho dele na miséria então hoje eu roubo deles.
- o que você tem contra o Henrique?
- nossos país eram amigos, muito amigos mesmo, então eu fui até esse amigo para pedir ajuda, mas se eu continuasse ligado a máfia seria um risco para o futuro do filho dele então ele mandou o Henrique me bater, eu me lembro de fugi como um rato, mas pelo menos o Henrique se tornou um líder decente. mas me fale sobre a sua vida.
- a minha mãe era muito boa, sempre cozinhava e cantava, e eu tinha um irmão mais velho, o Elías, ele me levava pra ver as coisas que ele roubava e deixava eu ativar com a arma dele, mas ele morreu numa briga de gangues quando eu tinha 14 anos, a minha mãe ficou arrasada, e meu pai não ligou como sempre ele estava bêbado, e como não tinha mais meu irmão pra defender a minha mãe ele começou a bater nela até que um dia ele a empurrou da escada e ela morreu ninguém fez nada nem a polícia nem os médicos, aí meu pai começou a me bater, isso até meu aniversário de 18 anos, quando ele me vendeu pra pagar uma dívida de jogo.
- espera, seu pai te vendeu?
- sim, pra um tal de Max ele é um traficante de mulheres.
- eu sei quem é.
- então, aí eu conheci a filha dele a safira e ela tinha sequestrado a própria filha, que estava com o pai no caso o Henrique, o Max me vendeu pra um cara que abusou de mim e...
- quem é o cara?
- eu não sei, já é ruim de mais lembra disso deixa eu continuar? aí o Henrique invadiu pra resgatar a filha mas eu não sabia então peguei a filha dele e tentei fugir, mas ele me pegou e me levou pro hospital, quando eu acordei tentei fugir e ele apareceu de novo, aí ele me pediu pra ser babá da filha dele, a menina me adora então eu aceitei, ele começou a dar encima de mim eu recusei a gente brigou e eu resolvi ir embora, e acabei aqui.
- a comida está pronta, vamos comer?
- vamos que eu estou morrendo de fome.
- aqui está senhorita.
- o que tem aqui?
- cozinheiro o espaguete, refoguei tomate, pimentão e cebola com bastante azeite e misturei o macarrão.
- parece ótimo.
Adam realmente é um ótimo cozinheiro terminamos de comer e eu comecei a passar mal.
- Olivia, você está bem?
eu corri para o banheiro e enfiei a cabeça na privada, vomitei tudo que eu tinha no estômago, Adam estava esfregando minhas costas e segurando meu cabelo.
- agora eu estou bem - escovo os dentes vou tomar um copo de água. - eu estou bem não precisa me olhar com essa cara.
- Olivia depois que você foi, abusada você menstruou?
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
já pensou gente, ela ter engravidado do abusador? triste demais isso 😢😢
2025-02-22
0
Olívia Roberts
como assim ama muito? Mal se conheceram. Que enredo sem sentido
2024-10-04
0
Fatima Maria
EU NÃO ACREDITO QUE OLIVIA ESTEJA GRÁVIDA 🤰 DO NOJENTO DO ABUSADOR DELA. MISERICÓRDIA
2024-06-04
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