Henrique dormiu rápido, praticamente desmaiou eu podia sentir sua respiração pesada, era bom estar alí, envolvida em suas cobertas e seus braços, e pela primeira vez em muito tempo eu senti que podia confiar em alguém.
acordei na manhã seguinte com o despertador tocando, Henrique estava deitado de bruços com o rosto virado para mim passei a mão pelo seu rosto "será que ele poderia vir a me amar?" pergunto a mim mesma enquanto me levanto deixando ele dormir, quando entrei no meu quarto encontrei um urso de pelúcia cor de rosa com corações branco e eu bilhete que dizia:
..."lembrei de você quando vi espero que goste ass: Pv ".
Pego o bilhete e guardo na gaveta do criado mudo "quem e Pv?" me pergunto antes de acomodar o urso a frente dos travesseiros, escovo os dentes e lavo o rosto prendo, prendo o cabelo num coque e troco de roupa, quando saio do quarto dou de cara com a Janne saindo do seu quarto.
- bom dia Olívia, você sabe se meu irmão ainda está no quarto dele?
- bom dia, acho que ainda está dormindo.
- então nós vemos lá em baixo.
acordei a Taylor e arrumei ela para ir a escola, descemos e seu pai não estava na mesa ainda, depois do café o motorista nós levou até a escola, quando eu chequei subi para o quarto do Henrique, abri a porta devagar e ele ainda estava deitado do mesmo jeito que deixei, desci e Matt estava sentado na sala com um notebook no colo, ia passar para a biblioteca mas ele me para.
- Olívia, Janne pedio para te avisar que seu psicólogo vem hoje às 10h.
- obrigada Matt.
- a noite foi boa?
- como?
- eu vi você entrando no quarto do Henrique ontem, e ele não levantou ainda, então... - ele fala fechando o notebook.
- eu não tenho nada com ele.
- cuidado Olivia, nosso mundo é bem diferente do que está acostumada, você pode sair machucada dessa história.
- onde você quer chegar?
- só estou te alertando, as outras mulheres com que o Henrique se envolveu eram acostumadas a esse mundo de crime, se precisar de alguém para conversar, saiba que estou aqui.
andei até a porta da biblioteca que por acaso fica ao lado da academia que Janne também esqueceu de me mostrar.
entrei na biblioteca, o livro que eu estava lendo ainda estava em cima da mesa e eu continuei minha leitura, mas por várias vezes me peguei fantasiando cenas hipotéticas com Henrique, peguei um outro livro, mas eu não conseguia me consentrar em nada me lembrei do sonho que tive, tenho a sensação de estar enlouquecendo, me sinto tão bem nessa casa, mas o Matt tentou me avisar alguma coisa, será que o Henrique só está me usando?
saio dos meus pensamentos com batidas na porta, e o motivo da minha perturbação entra, seu cabelo molhado o deixa ainda mais lindo.
- Matt disse que você estaria aqui. Obrigada.
- pelo que?
- por me fazer dormir.
- não tem de que.
- pode se mudar pra minha cama se quiser.
- acho que já conversamos sobre isso.
- o que eu tenho que fazer pra você ser minha?
- pessoas não pertencem a ninguém a não ser a elas mesmas acabei de conseguir a minha "liberdade" e eu acho que não é a hora também.
- então podemos sair hoje? tem um lugar que eu acho que você gostaria de conhecer.
- se meu chefe me liberar eu vou.
- acho que ele vai te liberar.
nesse momento Janne entrou acompanhanda do tau psicólogo.
- Olivia esse e o Patrick Evans, Patrick essa é Olívia Rons, e aquele é meu irmão Henrique cooper.
- é um prazer conhecê-la. - ele me estende a mão.
- o prazer é todo meu - falo aceitando sua mão.
- senhor Cooper - ele o cumprimenta.
- pode me chamar de Henrique.
- vocês poderiam sair, para eu poder conversar com a paciente?
- eu vou estar na academia aqui ao lado - Henrique avisa antes de sair com Janne
Patrick se senta em uma poltrona e eu fasso o mesmo.
- podemos começar? eu tive assesso a sua fixa médica, que tau você me contar mais sobre você? - ele pergunta enquanto retira um tablet da bolsa.
- o que quer saber?
- o que você quiser contar. vamos ver, o que você gosta de fazer no seu tempo livre?
- gosto de ler, caminhar e cozinhar as vezes.
- são bons hobbies Olivia, eu soube que sua mãe faleceu, como se sente sobre isso?
- sinto muito a falta dela, acho que se ela tivesse saído de casa ainda estaria viva, eu deveria ter ajudado ela.
- sabe que não foi culpa sua, foi um acidente.
- não foi um acidente, eu vi meu pai jogar ela da escada.
- o seu pai, o que sente por ele?
- eu não sei, tento não pensar nele.
- bom me fale sobre a sua infância Olívia.
- não tenho muitas lembranças, mas me lembro bem que minha mãe sempre fazia torta pra mim e pro meu irmão...
passamos uma hora e meia conversando, me despeço do Patrick, depois de levá-lo até a porta.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Nilce Fernandes
Que Psicólogo em Vai dar trabalho.kkkkkk
2025-04-04
0
Ana Lúcia De Oliveira
ótimo capítulo
2025-02-22
0
Olívia Roberts
to rindo muito pq o ursinho da foto parece q tem ppk kkkk
2024-10-03
2