estranhamente eu acordei no meu quarto, a última lembrança que tenho é de estar assistindo com Taylor, me levanto porém o dia não amanheceu ainda, olho o despertador ao lado da cama 4h eu ajusto para despertar as 6h30 e vou ao banheiro, aproveito e tomo um banho, me sinto mau e começo a chorar, me ajoelho sem força, me lembrando de tudo que aconteceu nos últimos dias, e sinto a falta da minha mãe como nunca, depois de um tempo me levanto com serta difícil término meu banho então reparo a porta do closet aberta, poderia jurar que deixe fechada, me troco e volto para cama, porém não consigo voltar a dormir, fico rolando de um lado para o outro da cama, pego meu pingente entre as mãos " mãe, queria tanto que a senhora estivesse aqui" depois disso acabei conseguindo dormir, tive um sonho um tanto estranho. Estou na biblioteca lendo um livro, posso ouvir uma porta se abrir e fechar, depois braços envolvendo meu pescoço e alguém apoiando o queixo no alto da minha cabeça, quando escuto uma voz masculina meu coração se enche de alegria.
- vem meu amor, já está tarde!
- desculpa, as vezes eu perco a noção do tempo.
ele vem pra minha frente e tira uma mecha de cabelo do meu rosto, quando eu levantar a cabeça vejo Henrique.
acordei com a respiração ofegante e alguém batendo na porta.
- pode entrar.
- eu só vim ver se você estava bem, é que eu ouvi um grito - Matt enfia a cabeça pela brecha da porta.
- estou bem sim, foi só um pesadelo.- minto " meu Deus eu gritei?"
- eu vou arrumar um psicólogo pra você.
ele saiu antes que eu pudesse responder então eu me levanto, depois de fazer minha higiene vou acordar Taylor,mas meu despertador toca, e eu volto para desligar, enquanto estou saindo novamente esbarro em algo duro que me faz cair, mas antes de chegar ao chão alguém me segura, e quando eu abro os olhos vejo um Henrique de olhos arregalados.
- tem que tomar mais cuidado por onde anda, espera seu ferimento do braço parece que está infeccionado - ele me levou até seu quarto - se senta aí na cama
ele entrou por uma porta me deixando sozinha " meus deus, como é que se respira?" fecho os olhos e apoio as mãos da cama macia e sinto o cheiro do ambiente.
- Olivia, você está bem? está tomando seus remédios? - ele fala sem emoção.
- sim, sim. - falo sem olhar em seus olhos.
- deixa eu ver isso. - ele se senta ao meu lado e começa a linpar
- aí
- desculpa, assim ainda dói?
- não.
- só um segundo...e terminei.
- obrigada eu...eu vou indo tenho trabalho a fazer.
vou em direção a porta, e ele me segue, quando tento abrir a porta ele apoia a mão, e eu me viro para ele, sinto o desespero subindo e a falta de ar voltando junto com a vontade de chorar.
- se estiver se sentindo mau me ligue - então ele colocou um celular nas minhas mãos, quando eu ia abrir a boca para recusar ele me interrompe - não foi um pedido, agora pode ir.
ele abre a porta para mim e eu saio quase que correndo, entro no quarto da Taylor tentando me controlar, sinto um misto de medo com outro sentimento que eu não consigo distinguir. depois de alguns minutos me aproximo da cama.
- pequena acorda, se não vamos nos atrasar - ela esfrega os olhos e vira pro outro lado.- Taylor, eu vou tomar café sem você, e tem um monte de coisa gostosa.
- não queru.
- Princesa levanta que o papai vai te levar pra passear hoje.
escuto a voz de Henrique atrás de mim, e como num passe de mágica, Taylor pula da cama e corre pro seu pai, que a pega nos colo.
- papaaaiii.
- vamos tomar café?
- Simm, vem Lili. - ela me chama com a mãozinha por cima do ombro do pai.
descemos para cozinha, onde Janne e Matt estão conversando muito próximos.
- bom dia - ele fala alto assustando os dois.
- bom dia Henrique - Janne responde - bom dia Olivia, dormiu bem?
- sim, o quarto é ótimo obrigada! - respondo enquanto acomodado Taylor em sua cadeira já que ela não deixou seu pai fazer isso.
- estava pensando, poderíamos sair hoje, o que acha?
- não, Lili vai passear comigo. - ela bate as mãozinhas na mesa.
- você vai pra escola!
- não vou não
- Taylor se você quer que a Olívia vá tem que perguntar a ela. - Henrique fala calmamente.
- a Lili vai?
todos olharam pra mim esperando uma resposta, mas tudo aquilo me pareceu tão estranho, estavam se preocupando comigo como se eu fizesse parte da família, e eu nem os conhecia, mesmo que todos os funcionários fossem bem tratados dês que eu cheguei, por fim engoli o nó que estava na garganta.
- se você quer eu vou.
o restante do café se passou sem mais nada de embaraçoso, quando terminamos levei Taylor pro quarto e dei um banho nela, escolhemos um vestido juntas, arrumei seu cabelo e calsei suas sandálias. A deixei brincando e fui me arrumar, quando entrei no quarto tinha um conjunto de moletom e um par de sapatos, junto de três porta-retratos
fui até o quarto de Janne e bati na porta.
- oi?
- você foi no meu quarto?
- não, por que?
- a não foi nada, só pensei ter alguém lá dentro.
voltei pro meu quarto e troquei de roupa, levei a Taylor pra sala e saímos de carro junto com Henrique.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 63
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
porta retrato, foi muito legal, muita sensibilidade para o homem descrito
2025-02-21
0
Maria Socorro Netos
foi o Henrique
2025-01-04
0
Auxiliadora Silva
Mais já.Vixi ou povo ligeiro.Aff
2024-12-04
1