acordo no meio da madrugada, tive um sonho estranho onde Olivia pedia por socorro e eu não a encontrava em lugar nenhum. deci para cozinha e fui atrás de algum doce, meu vício, peguei uma barra de chocolate na despensa quando estava voltando dei de cara com uma Olivia sonolenta.
- sem sono Olivia? - pergunto me sentando para comer meu chocolate.
- só vim tomar um pouco de água.
ela pega um copo e se serve, toma sua água encostada na pia, a vejo lavar seu copo e sair, então por impulso vou atrás dela.
- Olivia - ela para ao pé da escada.
- quer alguma coisa? - eu me aproximo, o máximo dela que está parada.
- só queria te dar boa noite - passo minha mão pela sua nuca a trazendo para perto diminuindo ainda mais a distância entre nós, e ela apoia as mãos no meu peito.
- Henrique...- cubro seus lábios com os meus de maneira apaixonada a abraçando, ela corresponde, algum tempo depois nos afastamos - desculpa e...eu tenho que ir por meu quarto, isso não é certo.
- acho que eu quem devia pedir desculpa. - eu a seguro pela mão e a puxo de volta para meus braços - mas por hoje vamos esquecer o que é certo ou errado. - falo olhando em seus olhos Claros.
- Henrique, eu sei que você só está me ajudando, mas não estou pronta pra essas coisas.
- tudo bem
ela me deu um beijo no rosto e subiu. bom e eu fiquei lá parado vendo ela ir embora, uma parte de mim queria implorar para ela ficar, mas a mágoa que Safira deixou me fez recuar, as mulheres ainda mais essa mulher eram um campo minado e eu estava cansado de mais para desarmar cada bomba, pelo menos por enquanto. e eu já tenho problema de mais. quando chegou no alto da escada ela olhou pra trás, aquele olhar triste e sem vida me doeu mais que um tiro. eu já levei várias tiros. dei meia volta e entrei na cozinha, guardei meu chocolate e voltei pro meu quarto, calmante deitei na minha cama, e apaguei as luzes, demorei a pegar no sono e quando finalmente adormeci, sonhei com cada pessoa que eu matei, acordei assustado, isso nunca tinha acontecido antes, eu nunca tive remorso de puxar o gatilho ou pena durante uma tortura, mas de alguma maneira dês que conheci Olivia eu não era mais o mesmo homem.
os dias se passaram e dormir para mim era uma tortura, toda vez que eu pegava no sono via corpos esquartejados, sangue para todo lado é cabeças decepadas, consegui alguns remédios para dormir, mas eles me deixavam desorientado, Matt estava ficando preocupado.
- Henrique você vai me contar o que está acontecendo? você não está conseguindo trabalhar e está em um estado horrível.
eu não respondia, só notei que a coisa estava se tornando séria quando Janne percebeu.
- o que está acontecendo? por favor me fala, você está estranho, nem reclamar você reclama mais, Henrique. pelo amor de Deus, me escuta, você está um lixo.
tinha quase duas semanas que eu não dormia, não tivemos nenhum sucesso com o rastreamento do número que me ligou no shopping. já passava das 23h hora quando escutei uma leve batida na porta, me levantei para abrir, Olivia entrou rapidamente e eu fechei a porta sem entender o ela fazia aqui.
- o que foi, aconteceu alguma coisa? - pergunto me sentando na minha cama.
- eu...bem só estava preocupada, parece que você não dorme a dias.
solto uma risada amarga, olhando para o chão.
- por que eu realmente não durmo a dias.
- tem alguma coisa que eu possa fazer?
- se você tiver o poder de mudar o passado, para mim seria perfeito.
- se eu pudesse já teria mudado o meu, mas aí eu não teria te conhecido.
eu finalmente levanto a cabeça para olhar para ela.
- Olivia, eu já matei muita gente, algumas delas inocentes, e está difícil conviver com isso, eu tenho um passe direto para o inferno.
- não fala assim, você ainda pode se arrepender, pode mudar.
- só tem um jeito de sair da máfia, eu fiz um juramento de sangue.
- qual jeito? - ela pergunta de maneira inocente e esperançosa.
- morrendo querida
ela se aproxima e me abraça, em seguida me puxa para deitar, ela se deita ao meu lado, apoiando a cabeça no meu peito, e eu passo meu braço em sua volta. sentir ela tão perto, sentir seu cheiro, Valéria mais do que qualquer coisa, eu estava apaixonado
- quando eu era pequena minhas mãe costumava cantar uma canção de ninar para mim, quer ouvir? - aceno que sim com a cabeça - "Um dragão vive para sempre, mas garotinhos não"
"Asas pintadas e anéis de gigante dão lugar a outros brinquedos"
"Uma noite cinzenta aconteceu, Jackie Paper não apareceu mais"
"E Puff, aquele dragão poderoso, ele cessou seu rugido destemido"
"Sua cabeça estava curvada em tristeza, escamas verdes caíram como chuva"
"Puff não foi mais brincar na pista de cereja"
"Sem seu amigo de longa data, Puff não poderia ser corajoso"
então eu aí em um sono profundo e sem sonhos
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
Tão linda, cantando música de ninar para o mafioso
2025-02-21
0
naile genç
desde
2025-02-24
0
Amélia Rabelo
a bichinha merece ser feliz ela já sofreu muito
2023-11-06
11