A festa estava em pleno vapor, e a energia na casa de Daniel e Carla era contagiante. Amigos e familiares se reuniam, compartilhando sorrisos e abraços, enquanto a pequena Wendy, com seu vestido rosa de bolinhas, dançava alegremente pelo espaço. Ela era a estrela da festa, e todos os olhares estavam voltados para ela.
-- Olhem, mamãe! Papai!
Wendy gritou, apontando para um balão em forma de coração que flutuava perto do teto. -- É meu coração! Ele está voando!
-- Sim, meu amor! Seu coração está livre, assim como você! - Carla respondeu, com os olhos brilhando de emoção. Naquele momento, ela sentiu que tudo o que haviam passado valia a pena. A luta, as noites em claro, a ansiedade — tudo se desvanecia diante daquele sorriso radiante.
Daniel aproximou-se de Carla e segurou a sua mão.
-- Amor, Olha para ela, disse ele, com a voz embargada. -- Ela está tão feliz..
-- E nós também, respondeu Carla, enxugando uma lágrima que escorria pelo rosto.
-- Finalmente somos uma família completa, acrescentou Daniel olhando para a filha.
A música tocava suavemente ao fundo, enquanto os convidados se divertiam e compartilhavam histórias. Wendy, com sua energia contagiante, começou a dançar no centro da sala, atraindo a atenção de todos.
-- Vamos dançar, mamãe! Papai!
Ela exclamou, puxando os dois para o meio da sala.
Daniel e Carla se uniram a ela, e logo a família estava envolta em um abraço caloroso, dançando juntos, os três em perfeita harmonia. Aquela dança representava não apenas a celebração da adoção, mas também a promessa de um futuro juntos, repleto de amor e felicidade.
Com o passar das semanas, a vida da nova família se estabeleceu em uma rotina cheia de carinho. Daniel e Carla se dedicaram a proporcionar a Wendy um lar onde ela pudesse se sentir segura e amada. Eles passaram tardes no parque, explorando a natureza e criando memórias que seriam eternas.
Certa noite, enquanto Carla lia uma história para Wendy antes de dormir, a pequena se virou e perguntou: -- Mamãe, você vai me ama pra sempre?
-- Claro, meu amor! Eu te amo hoje, amanhã e para sempre, respondeu Carla, acariciando os cabelos de Wendy.
-- E papai também, né? - Wendy perguntou, com um olhar curioso.
-- Sim! Seu papai te ama mais do que tudo, disse Carla, sorrindo.
Aquela pergunta fez Carla refletir. O amor que sentiam por Wendy era genuíno e profundo, e ela sabia que a menina havia preenchido um vazio que existia em seus corações. Eles eram uma família, e nada poderia mudar isso.
No entanto, nem tudo era perfeito...
A vida de Wendy havia mudado completamente, e todas as manhãs, Carla deixava a filha na escola. A nova rotina havia trazido muitas alegrias, mas também alguns desafios inesperados. No entanto, algo estava acontecendo que Carla não suspeitava. O sorriso contagiante de Wendy começou a se apagar, e uma nuvem de tristeza pairava sobre ela.
Certa manhã, ao levá-la para a escola, Carla percebeu a hesitação no olhar da filha. Wendy segurava a mochila com força, e ao invés de correr para os braços dos amigos, ela parou, olhando para o chão.
-- Está tudo bem, meu amor? perguntou Carla, preocupada.
-- Sim, mamãe, - Wendy respondeu com uma voz baixa, mas Carla sentiu que havia algo mais. A expressão de sua filha era de ansiedade, como se ela estivesse lutando contra um segredo que a consumia.
Durante o trabalho, Carla não conseguia tirar da mente a preocupação com Wendy.
Mas ela estava decidida que quando fosse buscar a menina no colégio, iria conversar com a professora.
Quando finalmente teve a oportunidade de conversar com a professora de Wendy, ela decidiu perguntar se estava tudo bem.
-- Professora Mara, eu percebi que a Wendy não tem estado muito animada ultimamente. Você notou algo? -- Carla perguntou, tentando manter a calma.
A professora olhou para ela com um semblante sério.
-- Na verdade, sim. Eu percebi que algumas crianças têm feito comentários maldosos sobre a adoção dela. Infelizmente, algumas crianças não entendem o que isso significa e acham que é motivo para fazer brincadeiras.
O coração de Carla afundou. Como alguém poderia ser cruel com uma menina tão doce e inocente? -- O que posso fazer? ela perguntou, com voz trêmula.
-- Precisamos conversar com as crianças e explicar a importância do respeito e da empatia. Mas também será crucial que vocês conversem com a Wendy. Ela precisa saber que não está sozinha e que é amada incondicionalmente.
Naquela noite, Carla e Daniel sentaram-se com Wendy na sala de estar, prontos para ter uma conversa difícil. A luz suave da lâmpada criava um ambiente acolhedor, mas o clima estava tenso.
-- Wendy, meu amor, vem aqui até a mamãe, -- Carla chamou a menina que estava sentada no chão da sala com sua boneca e seu fiel amigo, o ursinho Mimi.
-- Querida, queremos saber como você está se sentindo na escola, nos conte tudo, meu amor, querendo te ajudar, começou Daniel, olhando nos olhos da filha.
Wendy hesitou, mordendo o lábio inferior, mas não queria deixar o pai sem resposta:
-- Algumas crianças dizem que eu não sou como eles. Eles falam que eu sou diferente porque sou adotada, - ela finalmente desabafou, as lágrimas escorrendo pelo seu lindo rosto angelical.
-- Oh, meu amor, disse Carla, com seu coração se despedaçando por dentro.
-- Você sabe que isso não é verdade, não é? Você é perfeita do jeito que é, e nós te amamos muito, Carla disse, envolvendo a filha em um abraço apertado..
-- Eles não entendem isso, mamãe. Eles acham que eu não sou parte da família, -- Wendy respondeu, com a voz embargada.
Daniel se agachou para ficar ao nível dos olhos da filha.
-- Wendy, ser adotada é algo muito especial. É uma escolha de amor. Nós escolhemos você, e isso é uma coisa linda. Não importa o que os outros digam, você sempre será nossa filha..e nós te amamos muito.
-- Mas se eles continuarem a me zoar, papai? Wendy perguntou, com um olhar de preocupação.
-- Então vamos enfrentá-los juntos, disse Carla, com determinação. -- Vamos conversar com a professora e com as outras crianças, e também com os pais de cada uma das crianças. Você nunca deve se sentir envergonhada ou inferior. Nós somos uma família, e isso é o que importa.
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Atualizado até capítulo 20
Comments
Irene Correa
como falarm, pra criança ter esses tipos de atitude,vem de dentro de casa, apesar de ser uma história e já estar concluída, mas na vida real,tem crianças assim 😞😞😞😞😡😡😡😡
2025-02-05
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Dulce Gama
meu Deus pensei que não existia esse tipo de atitude principalmente com crianças misericórdia 😞😞❤️❤️❤️❤️❤️
2024-12-31
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Helena
são crianças,mas são cruéis. isso precisa mudar
2025-01-08
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