Quando Daniel ia começar a falar, o celular de Carla começa a tocar...Era Isabela.
-- Desculpa amor, eu vou atender, daqui a pouco continuaremos nossa conversa.
Daniel assentiu balançando levemente a cabeça..
-- Carla, - Isabela falou ofegante, -- não esqueça de ir ao orfanato.
Carla rapidamente se levantou da cama.
-- Ah, sim , belinha. Não esqueci não. Não se preocupe, eu vou para esse evento..
-- Obrigada, você é um anjo, Carla. Agora preciso desligar por que estou na malhação.
Após a ligação encerrada, Carla encontrou o olhar nervoso de Daniel.
-- Onde vai ? Que evento é esse?
Carla não sabia o que responder ao marido, mas resolveu dizer a verdade.
Ela contou para ele todos os detalhes e no final, Carla esperou ansiosa para ouvir o que ele iria dizer sobre o assunto.
-- Amor, fico feliz que esteja empolgada em querer ajudar as crianças. Mas, por favor, não crie expectativas em relação a elas. Na verdade, eu pensei bastante e quero adotar uma criança.
Carla fica eufórica com a revelação do marido. Ela abraça fortemente Daniel , emocionada.
-- Eu sabia, meu amor que você iria acabar cedendo.
Os olhos de Carla brilhavam radiantes de tanta felicidade.
Daniel carinhosamente acariciou o rosto de Carla.
- Amor, vamos falar sobre isso quando você voltar do orfanato.
Seu tom de voz era neutro, a expressão no rosto do médico não revelava entusiasmo, mas mesmo assim, Carla criou uma grande expectativa.
-- Está bem, meu amor.. Eu vou tomar banho e me arrumar para ir ao orfanato, na volta, conversamos sobre isso... estou muito feliz.
Uma hora depois, o carro de Carla cruzou os portões de ferro do orfanato. Sem desligar o motor do automóvel, ela observou atentamente aquele lugar.
O orfanato "Bom Jesus" era uma construção antiga, de dois andares, com paredes pintadas num azul desbotado e janelas de madeira escura. Um pequeno jardim na frente, bem cuidado, exibia alguns canteiros com flores coloridas e um balanço solitário enferrujado..
Um aperto no peito a invadiu, mas ela respirou fundo, tentando afastar a sensação de desconforto. Afinal, a estrutura física não definia o amor e o cuidado dispensados às crianças..
Desligando o carro, Carla saiu e caminhou em direção à entrada. A porta pesada rangeu ao ser aberta por uma mulher de meia idade, com o rosto marcado pelo tempo e um olhar cansado, porém bondoso.
— Boa tarde, sou Carla, falei com uma amiga sobre a entrega das cartas das crianças. Eu vim representando Isabela Alencar..
— Boa tarde, Carla. Seja bem-vinda. Isabela nos avisou sobre isso. Sou a Irmã Simone, uma das responsáveis para cuidar do orfanato. Por favor, entre.
A Irmã Simone conduziu Carla por um corredor estreito, com paredes cobertas por desenhos infantis desbotados. O cheiro de desinfetante era forte, misturado a um leve odor de comida. Chegaram a um pequeno pátio interno onde algumas crianças brincavam timidamente. Ao notarem a presença de Carla, pararam e a observaram com curiosidade.
— As crianças ficam um pouco tímidas com visitas, mas logo se acostumam — explicou Simone , com um sorriso triste. — Venha, vou levá-la até a sala de reuniões.
Ao chegarem na sala de reuniões, Carla encontrou algumas pessoas que já aguardavam. Ela olhou surpresa ao ver Maya na sala de reuniões.
-- Quero apresentar a diretora do orfanato, -- Simone olhou em direção a diretora.
-- Senhora Maya, essa é Carla que veio representando Isabela Alencar.
Maya olhou com curiosidade para Carla, e no mesmo instante, lembrou do ocorrido no supermercado pela manhã.
-- Seja muito bem-vinda, Carla. A diretora gentilmente estendeu as mãos para cumprimenta-la.
-- Obrigada! Estou feliz por poder ajudar as crianças.
Carla retribuiu a gentileza apertando a mão da diretora.
-- Por favor, sente-se. Daqui a pouco entregaremos as cartas.
Antes que Carla pudesse aceitar o assento, ela pediu para ir ao banheiro.
A irmã Simone levou Carla até o banheiro que ficava no segundo andar.
-- A senhora sabe voltar até a sala de reuniões? - pergunta a mulher.
-- Sim, não se preocupe.
Carla rapidamente notou que Simone tinha algo urgente para fazer e não quis mais tomar o tempo dela.
Simone saiu e Carla entrou no banheiro. Depois de alguns minutos, Carla saiu pelo corredor procurando a escada para voltar ao primeiro andar.
Mas ao passar por um dos quartos, seu olhar observou a pequena Wendy parada em frente a grande janela de vidro. As outras crianças haviam saído para brincar enquanto Wendy optou por ficar no quarto.
Seus olhos olhavam fixamente para fora, sem perceber a presença de Carla.
Carla sentiu uma tristeza invadi-la ao ver Wendy tão triste.
-- Oi! - Ela diz entrando no quarto.
Wendy rapidamente se vira e contempla Carla aproximando-se.
-- Você é a mulher do supermercado, - Wendy logo lembra.
-- Sim, sou eu mesma. Me diz, por que está aqui sozinha?
Carla pergunta preocupada com a menina. Seu coração ardia por dentro com a presença da criança.
-- Eu não estava com vontade de brincar, - Wendy respondeu com sinceridade, -- As vezes gosto de ficar sozinha.
Carla ficou impressionada com as palavras da menina.
-- Você parece triste, pode me dizer o que tanto te incomoda ou o que te deixou triste?
Carla queria ajudar Wendy, mas para isso, tinha que saber o real motivo de sua tristeza e isolamento das outras crianças.
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Atualizado até capítulo 20
Comments
Helena
elas serão o melhor presente........uma para a outra.espero que o Daniel aceite.
2025-01-08
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Helena
Wendy vai ser a sua benção. e Carla vai trazer o presente que ela tanto quer.
2025-01-08
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Dulce Gama
tô tão curiosa e ansiosa pra ver essa doação 🌹🌹🌹🌹🌹❤️❤️❤️❤️❤️
2024-12-31
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