Capítulo 4

Quando Daniel ia começar a falar, o celular de Carla começa a tocar...Era Isabela.

-- Desculpa amor, eu vou atender, daqui a pouco continuaremos nossa conversa.

Daniel assentiu balançando levemente a cabeça..

-- Carla, - Isabela falou ofegante, -- não esqueça de ir ao orfanato.

Carla rapidamente se levantou da cama.

-- Ah, sim , belinha. Não esqueci não. Não se preocupe, eu vou para esse evento..

-- Obrigada, você é um anjo, Carla. Agora preciso desligar por que estou na malhação.

Após a ligação encerrada, Carla encontrou o olhar nervoso de Daniel.

-- Onde vai ? Que evento é esse?

Carla não sabia o que responder ao marido, mas resolveu dizer a verdade.

Ela contou para ele todos os detalhes e no final, Carla esperou ansiosa para ouvir o que ele iria dizer sobre o assunto.

-- Amor, fico feliz que esteja empolgada em querer ajudar as crianças. Mas, por favor, não crie expectativas em relação a elas. Na verdade, eu pensei bastante e quero adotar uma criança.

Carla fica eufórica com a revelação do marido. Ela abraça fortemente Daniel , emocionada.

-- Eu sabia, meu amor que você iria acabar cedendo.

Os olhos de Carla brilhavam radiantes de tanta felicidade.

Daniel carinhosamente acariciou o rosto de Carla.

- Amor, vamos falar sobre isso quando você voltar do orfanato.

Seu tom de voz era neutro, a expressão no rosto do médico não revelava entusiasmo, mas mesmo assim, Carla criou uma grande expectativa.

-- Está bem, meu amor.. Eu vou tomar banho e me arrumar para ir ao orfanato, na volta, conversamos sobre isso... estou muito feliz.

Uma hora depois, o carro de Carla cruzou os portões de ferro do orfanato. Sem desligar o motor do automóvel, ela observou atentamente aquele lugar.

O orfanato "Bom Jesus" era uma construção antiga, de dois andares, com paredes pintadas num azul desbotado e janelas de madeira escura. Um pequeno jardim na frente, bem cuidado, exibia alguns canteiros com flores coloridas e um balanço solitário enferrujado..

Um aperto no peito a invadiu, mas ela respirou fundo, tentando afastar a sensação de desconforto. Afinal, a estrutura física não definia o amor e o cuidado dispensados às crianças..

Desligando o carro, Carla saiu e caminhou em direção à entrada. A porta pesada rangeu ao ser aberta por uma mulher de meia idade, com o rosto marcado pelo tempo e um olhar cansado, porém bondoso.

— Boa tarde, sou Carla, falei com uma amiga sobre a entrega das cartas das crianças. Eu vim representando Isabela Alencar..

— Boa tarde, Carla. Seja bem-vinda. Isabela nos avisou sobre isso. Sou a Irmã Simone, uma das responsáveis para cuidar do orfanato. Por favor, entre.

A Irmã Simone conduziu Carla por um corredor estreito, com paredes cobertas por desenhos infantis desbotados. O cheiro de desinfetante era forte, misturado a um leve odor de comida. Chegaram a um pequeno pátio interno onde algumas crianças brincavam timidamente. Ao notarem a presença de Carla, pararam e a observaram com curiosidade.

— As crianças ficam um pouco tímidas com visitas, mas logo se acostumam — explicou Simone , com um sorriso triste. — Venha, vou levá-la até a sala de reuniões.

Ao chegarem na sala de reuniões, Carla encontrou algumas pessoas que já aguardavam. Ela olhou surpresa ao ver Maya na sala de reuniões.

-- Quero apresentar a diretora do orfanato, -- Simone olhou em direção a diretora.

-- Senhora Maya, essa é Carla que veio representando Isabela Alencar.

Maya olhou com curiosidade para Carla, e no mesmo instante, lembrou do ocorrido no supermercado pela manhã.

-- Seja muito bem-vinda, Carla. A diretora gentilmente estendeu as mãos para cumprimenta-la.

-- Obrigada! Estou feliz por poder ajudar as crianças.

Carla retribuiu a gentileza apertando a mão da diretora.

-- Por favor, sente-se. Daqui a pouco entregaremos as cartas.

Antes que Carla pudesse aceitar o assento, ela pediu para ir ao banheiro.

A irmã Simone levou Carla até o banheiro que ficava no segundo andar.

-- A senhora sabe voltar até a sala de reuniões? - pergunta a mulher.

-- Sim, não se preocupe.

Carla rapidamente notou que Simone tinha algo urgente para fazer e não quis mais tomar o tempo dela.

Simone saiu e Carla entrou no banheiro. Depois de alguns minutos, Carla saiu pelo corredor procurando a escada para voltar ao primeiro andar.

Mas ao passar por um dos quartos, seu olhar observou a pequena Wendy parada em frente a grande janela de vidro. As outras crianças haviam saído para brincar enquanto Wendy optou por ficar no quarto.

Seus olhos olhavam fixamente para fora, sem perceber a presença de Carla.

Carla sentiu uma tristeza invadi-la ao ver Wendy tão triste.

-- Oi! - Ela diz entrando no quarto.

Wendy rapidamente se vira e contempla Carla aproximando-se.

-- Você é a mulher do supermercado, - Wendy logo lembra.

-- Sim, sou eu mesma. Me diz, por que está aqui sozinha?

Carla pergunta preocupada com a menina. Seu coração ardia por dentro com a presença da criança.

-- Eu não estava com vontade de brincar, - Wendy respondeu com sinceridade, -- As vezes gosto de ficar sozinha.

Carla ficou impressionada com as palavras da menina.

-- Você parece triste, pode me dizer o que tanto te incomoda ou o que te deixou triste?

Carla queria ajudar Wendy, mas para isso, tinha que saber o real motivo de sua tristeza e isolamento das outras crianças.

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Comments

Helena

Helena

elas serão o melhor presente........uma para a outra.espero que o Daniel aceite.

2025-01-08

0

Helena

Helena

Wendy vai ser a sua benção. e Carla vai trazer o presente que ela tanto quer.

2025-01-08

0

Dulce Gama

Dulce Gama

tô tão curiosa e ansiosa pra ver essa doação 🌹🌹🌹🌹🌹❤️❤️❤️❤️❤️

2024-12-31

0

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