A Manhã Seguinte
O sol nasceu com força naquela manhã, entrando pelas janelas da sala e iluminando os rastros da noite anterior. A bagunça ainda estava espalhada: almofadas no chão, copos vazios nas mesas e o microfone abandonado no canto. No entanto, a casa estava tranquila, com todos ainda imersos no sono pesado.
Você foi a primeira a acordar, sentindo o cheiro do café que Pablo já tinha começado a preparar. Ao chegar na cozinha, encontrou-o de costas para você, mexendo distraidamente no fogão.
— Bom dia, amor, — ele disse, sem nem precisar se virar.
— Como você sabe que sou eu? — brincou, abraçando-o por trás.
— Eu reconheço seus passos, — ele respondeu com um sorriso.
O momento tranquilo foi interrompido pelo som de passos pesados vindo do corredor. Era Natacha, ainda com o cabelo bagunçado, esfregando os olhos.
— Café... preciso de café, — ela murmurou, arrancando risadas de vocês dois.
Logo, todos começaram a aparecer na cozinha, um por um. Laura estava com um moletom grande demais para ela, provavelmente de Paula, e carregava uma expressão serena, como se finalmente tivesse dormido bem. Paula veio logo atrás, sorridente como sempre, mas com o cabelo completamente desgrenhado.
— Quem vai lavar aquela bagunça da sala? — Laura perguntou, fingindo seriedade, enquanto pegava uma xícara de café.
— Quem perdeu no karaokê, claro, — Paula respondeu, apontando para Natacha e Pedro.
— Ei! Vocês não disseram que tinha prêmio ou punição! — Natacha protestou, mas acabou rindo.
A manhã foi leve, cheia de piadas e provocações. Todos ajudaram a arrumar a casa, e enquanto limpavam, as conversas fluíam naturalmente.
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Um Momento de Confissão
Mais tarde, enquanto você e Laura lavavam os últimos pratos, ela aproveitou o momento para falar algo que parecia estar em sua mente.
— Você acha que estou indo rápido demais com a Paula? — Laura perguntou, tentando soar casual, mas claramente ansiosa pela resposta.
Você secou as mãos e olhou para ela.
— Por que você acha isso?
Ela deu de ombros, olhando para o sabão nas mãos.
— Não sei... acho que estou mais vulnerável do que estou acostumada. Não é ruim, mas... assusta um pouco.
Você se aproximou, colocando uma mão no ombro dela.
— Laura, é normal se sentir assim quando você realmente gosta de alguém. Mas, honestamente, você está fazendo tudo no seu tempo. A Paula é intensa, mas ela entende você. E se tiver algo que não está confortável, ela vai esperar.
Ela assentiu, claramente aliviada por ouvir isso.
— Obrigada. Às vezes, eu só preciso de um empurrãozinho pra não sabotar as coisas.
Você riu.
— Não se preocupe. Eu te empurro sempre que precisar.
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Do Outro Lado da Casa
Enquanto isso, no quintal, Paula e Natacha estavam sentadas em cadeiras de praia improvisadas, compartilhando uma garrafa de água e conversando.
— Você acha que estou pressionando a Laura? — Paula perguntou, franzindo a testa.
Natacha riu, balançando a cabeça.
— Por que todo mundo está tão preocupado com isso?
Paula olhou para ela, confusa.
— Como assim "todo mundo"?
Natacha deu de ombros.
— Só digo que você e a Laura são muito parecidas no sentido de se preocupar demais com coisas pequenas. E a resposta é não, você não está pressionando. Mas você é intensa, então, às vezes, talvez ela só precise de um pouco de espaço.
Paula suspirou, mas sorriu.
— Você sempre sabe como me tranquilizar, né?
— Claro, é meu talento.
As duas riram, e o clima ficou mais leve.
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Uma Tarde de Conexão
Mais tarde, todos decidiram sair juntos para uma trilha perto da casa. O clima estava perfeito, e a caminhada foi cheia de momentos descontraídos. Pedro e Pablo lideravam o grupo, discutindo futebol, enquanto você e Natacha riam das piadas ruins de Paula.
Laura, mais uma vez, estava ao lado de Paula, e você percebeu como o ritmo delas era natural. Quando Paula ofereceu a mão para ajudá-la a passar por um tronco caído, Laura aceitou sem hesitar, e os olhares trocados entre as duas eram de pura cumplicidade.
A tarde foi um lembrete de como a vida podia ser simples e feliz quando compartilhada com as pessoas certas.
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A Noite de Karaokê
A sala estava iluminada pelas luzes coloridas de um projetor que Paula tinha improvisado com uma extensão e alguns papéis coloridos. Todo mundo se reuniu para a tão prometida noite de karaokê. No centro da sala, um microfone velho conectado ao sistema de som completava o cenário caótico e divertido que vocês tinham criado.
Pedro foi o primeiro a cantar, e embora sua voz fosse afinada, ele era tímido. Natacha, no entanto, fez questão de acompanhá-lo, transformando a performance de um simples solo em um dueto desajeitado que fez todos rirem.
— Essa foi a melhor versão de Evidências que eu já ouvi, — você brincou, segurando as lágrimas de tanto rir.
Depois, foi a vez de você e Pablo subirem ao “palco improvisado”. Pablo, embora inicialmente relutante, acabou se soltando, acompanhando você em uma versão exagerada e teatral de I Want to Break Free do Queen. A sala inteira vibrou com a energia de vocês, gritando e aplaudindo.
Mas foi quando Paula e Laura subiram que o clima mudou.
O Momento Delas
Paula escolheu a música All off Me de John Legend, e embora Laura tenha tentado recusar, Paula insistiu.
— Vai ser rápido, eu prometo. É só pela diversão.
Relutante, Laura pegou o microfone e começou a cantar junto com Paula. No começo, a voz dela era baixa, quase tímida, mas conforme a música avançava, algo mudou. Paula olhava para ela com tanta intensidade e carinho que Laura começou a se soltar.
Quando chegaram ao refrão, a harmonia entre as duas era quase palpável. Era como se não houvesse mais ninguém na sala. Você, Natacha e os outros assistiam em silêncio, percebendo que algo importante estava acontecendo ali.
Ao fim da música, Paula pegou a mão de Laura e a puxou para um abraço apertado, enquanto todos aplaudiam de pé.
— Acho que elas ganharam a noite — Natacha comentou, sorrindo para você.
Você concordou, sentindo o calor daquela conexão.
Depois do Karaokê
Com o fim das apresentações, a noite continuou com conversas mais leves. Você e Pablo estavam no sofá, ele com o braço ao redor de você, enquanto Natacha e Pedro dividiam uma taça de vinho. Paula e Laura estavam no chão, encostadas uma na outra, compartilhando fones de ouvido enquanto ouviam algo que ninguém mais conseguia ouvir.
A paz daquela cena era reconfortante, como se tudo estivesse exatamente onde deveria estar.
— Acho que precisamos fazer isso mais vezes — Pedro comentou, quebrando o silêncio.
— Concordo, — Laura respondeu, surpreendendo a todos com sua voz, que geralmente era mais reservada. — Mas talvez da próxima vez sem microfone... minha garganta está doendo.
Todos riram, e você sentiu uma onda de gratidão por aquele momento, por aquelas pessoas e pela forma como a vida de vocês tinha se entrelaçado tão perfeitamente.
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A Manhã Seguinte
O sol nasceu com força naquela manhã, entrando pelas janelas da sala e iluminando os rastros da noite anterior. A bagunça ainda estava espalhada: almofadas no chão, copos vazios nas mesas e o microfone abandonado no canto. No entanto, a casa estava tranquila, com todos ainda imersos no sono pesado.
Você foi a primeira a acordar, sentindo o cheiro do café que Pablo já tinha começado a preparar. Ao chegar na cozinha, encontrou-o de costas para você, mexendo distraidamente no fogão.
— Bom dia, amor, — ele disse, sem nem precisar se virar.
— Como você sabe que sou eu? — brincou, abraçando-o por trás.
— Eu reconheço seus passos, — ele respondeu com um sorriso.
O momento tranquilo foi interrompido pelo som de passos pesados vindo do corredor. Era Natacha, ainda com o cabelo bagunçado, esfregando os olhos.
— Café... preciso de café, — ela murmurou, arrancando risadas de vocês dois.
Logo, todos começaram a aparecer na cozinha, um por um. Laura estava com um moletom grande demais para ela, provavelmente de Paula, e carregava uma expressão serena, como se finalmente tivesse dormido bem. Paula veio logo atrás, sorridente como sempre, mas com o cabelo completamente desgrenhado.
— Quem vai lavar aquela bagunça da sala? — Laura perguntou, fingindo seriedade, enquanto pegava uma xícara de café.
— Quem perdeu no karaokê, claro, — Paula respondeu, apontando para Natacha e Pedro.
— Ei! Vocês não disseram que tinha prêmio ou punição! — Natacha protestou, mas acabou rindo.
A manhã foi leve, cheia de piadas e provocações. Todos ajudaram a arrumar a casa, e enquanto limpavam, as conversas fluíam naturalmente.
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Um Momento de Confissão
Mais tarde, enquanto você e Laura lavavam os últimos pratos, ela aproveitou o momento para falar algo que parecia estar em sua mente.
— Você acha que estou indo rápido demais com a Paula? — Laura perguntou, tentando soar casual, mas claramente ansiosa pela resposta.
Você secou as mãos e olhou para ela.
— Por que você acha isso?
Ela deu de ombros, olhando para o sabão nas mãos.
— Não sei... acho que estou mais vulnerável do que estou acostumada. Não é ruim, mas... assusta um pouco.
Você se aproximou, colocando uma mão no ombro dela.
— Laura, é normal se sentir assim quando você realmente gosta de alguém. Mas, honestamente, você está fazendo tudo no seu tempo. A Paula é intensa, mas ela entende você. E se tiver algo que não está confortável, ela vai esperar.
Ela assentiu, claramente aliviada por ouvir isso.
— Obrigada. Às vezes, eu só preciso de um empurrãozinho pra não sabotar as coisas.
Você riu.
— Não se preocupe. Eu te empurro sempre que precisar.
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Do Outro Lado da Casa
Enquanto isso, no quintal, Paula e Natacha estavam sentadas em cadeiras de praia improvisadas, compartilhando uma garrafa de água e conversando.
— Você acha que estou pressionando a Laura? — Paula perguntou, franzindo a testa.
Natacha riu, balançando a cabeça.
— Por que todo mundo está tão preocupado com isso?
Paula olhou para ela, confusa.
— Como assim "todo mundo"?
Natacha deu de ombros.
— Só digo que você e a Laura são muito parecidas no sentido de se preocupar demais com coisas pequenas. E a resposta é não, você não está pressionando. Mas você é intensa, então, às vezes, talvez ela só precise de um pouco de espaço.
Paula suspirou, mas sorriu.
— Você sempre sabe como me tranquilizar, né?
— Claro, é meu talento.
As duas riram, e o clima ficou mais leve.
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Uma Tarde de Conexão
Mais tarde, todos decidiram sair juntos para uma trilha perto da casa. O clima estava perfeito, e a caminhada foi cheia de momentos descontraídos. Pedro e Pablo lideravam o grupo, discutindo futebol, enquanto você e Natacha riam das piadas ruins de Paula.
Laura, mais uma vez, estava ao lado de Paula, e você percebeu como o ritmo delas era natural. Quando Paula ofereceu a mão para ajudá-la a passar por um tronco caído, Laura aceitou sem hesitar, e os olhares trocados entre as duas eram de pura cumplicidade.
A tarde foi um lembrete de como a vida podia ser simples e feliz quando compartilhada com as pessoas certas.
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Atualizado até capítulo 63
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