A manhã seguiu tranquila, com todos na casa desfrutando da calmaria antes que os compromissos e tarefas do dia tomassem conta. Paula e Laura estavam mais próximas do que nunca, e você percebeu que havia uma paz no ar entre elas, como se finalmente tivessem encontrado o equilíbrio que buscavam. Elas não precisavam mais de palavras para expressar o que sentiam — seus olhares, toques sutis e risos compartilhados eram tudo o que precisavam.
Você e Natacha, que sempre tiveram um vínculo forte com suas respectivas parceiras, se observavam com um sorriso cúmplice. Ambas entendiam os desafios que surgem nos relacionamentos e o processo de descobrir o que realmente se quer. Mas também sabiam o que era necessário: paciência, comunicação e, acima de tudo, honestidade consigo mesmas.
O dia estava ficando cada vez mais quente, e todos decidiram que seria uma boa ideia sair para o jardim. O clima estava perfeito para um almoço ao ar livre, e logo todos estavam sentados à mesa, conversando e rindo. O ambiente estava leve, mas havia algo mais entre todos ali — um sentimento de conexão, de pertencimento. Não importava o que o futuro reservava, naquele momento, o que importava era que todos estavam juntos, apoiando-se mutuamente.
Enquanto a conversa fluía de maneira descontraída, você e Laura estavam um pouco mais afastadas, de maneira natural. Não era necessário que falassem, mas o silêncio entre vocês parecia confortável, como se, ao olhar uma para a outra, ambas soubessem que os sentimentos estavam claros.
Laura, mais uma vez, começou a falar, sem que você precisasse fazer nenhuma pergunta. Ela sabia que você estava ali para ouvi-la.
— Eu estava pensando em tudo o que falamos ontem à noite. E eu... acho que é isso que eu preciso fazer. Eu tenho que ser honesta com a Paula. Eu não quero que ela sinta que estou escondendo algo, ou que estou com medo. Mas ao mesmo tempo, estou com medo de ser rejeitada, sabe? Eu tenho medo de que ela não me entenda completamente.
Você olhou para ela com compreensão, tocando levemente sua mão sobre a mesa.
— Laura, todos nós temos esses medos. Mas, como você mesma disse, a sinceridade é o que vai fazer a diferença. Não importa se você tem tudo claro em sua cabeça ou não, o importante é o que você sente agora, e ser verdadeira com isso. A Paula vai te ouvir, porque ela já te entende de uma maneira que talvez você não perceba ainda. Não precisa ser perfeito.
Laura respirou fundo, mas ao ouvir suas palavras, algo nela parecia se aliviar. Era como se ela tivesse dado um passo importante dentro de si mesma, não só no relacionamento com Paula, mas também na maneira como estava se vendo.
— Obrigada, Aline. Eu realmente precisava ouvir isso. — Ela sorriu timidamente, mas havia uma leveza em seus olhos que não estava lá antes. — Eu acho que, finalmente, estou pronta para ser quem eu sou, sem esconder nada.
Naquela tarde, enquanto todos se reuniam no jardim, Paula e Laura começaram a conversar sozinhas, afastadas do grupo. Você e Natacha trocavam olhares discretos, sabendo que este momento era importante. Paula estava finalmente se abrindo para Laura de uma maneira mais direta, mais sincera, e a troca de palavras entre as duas estava sendo muito mais do que apenas um simples desabafo — era um entendimento profundo de quem elas eram, tanto individualmente quanto como um casal.
Quando as duas retornaram ao grupo, havia uma sensação clara no ar de que um novo capítulo estava começando. O sorriso nos rostos de ambas era diferente, mais calmo e seguro. Era como se as peças do quebra-cabeça estivessem finalmente se encaixando.
Enquanto todos continuavam a conversar, você se aproximou de Natacha, que estava observando as duas com um olhar atento.
— Você acha que elas finalmente se entenderam? — você perguntou, com um sorriso suave.
Natacha assentiu, um sorriso orgulhoso nos lábios.
— Sim. Acho que Paula finalmente conseguiu ser honesta com seus próprios sentimentos, e Laura... Laura também encontrou coragem para ser vulnerável. Agora, é só deixar as coisas seguirem o seu curso. Eles têm algo bonito, e isso é o que importa.
O tempo passou rápido, e a tarde foi se transformando em noite. Todos estavam cansados, mas felizes. O jantar foi tranquilo, com risos e boas conversas, e ninguém parecia querer que aquele momento acabasse. A conexão entre todos era palpável — e, mesmo com as complexidades dos sentimentos que estavam em jogo, havia algo de muito forte ali. Era a confiança, a amizade, e o apoio mútuo que sustentava todos.
Antes de ir para o quarto, você encontrou Laura sozinha no corredor. Ela estava sorrindo, mas havia uma certa intensidade em seu olhar.
— Eu queria te agradecer, Paola. Por tudo — ela disse, suas palavras suaves, mas cheias de significado. — Acho que se não fosse pela nossa amizade, talvez eu nunca tivesse encontrado coragem para dar esse passo. Eu me sinto mais forte agora, mais preparada para enfrentar o que vier.
Você sorriu para ela, tocando seu braço com carinho.
— Não há necessidade de agradecer, Laura. Eu só te ajudei a enxergar o que já estava dentro de você. Você é muito mais forte do que imagina.
Ela sorriu, e naquele momento, você soube que ela estava começando a se entender completamente. O que começava como uma amizade cheia de dúvidas agora estava se transformando em algo muito maior.
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Atualizado até capítulo 63
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