O tempo passou e as semanas na casa continuaram tranquilas, mas carregadas de novos sentimentos. A amizade de todos, o amor crescente entre Paula e Laura, as conversas e o conforto que as quatro compartilhavam se tornaram a base do que eram juntas. Cada dia era um aprendizado novo, uma descoberta não apenas sobre as outras, mas também sobre si mesmas.
A rotina na casa seguiu com seus altos e baixos, mas o que antes parecia uma incerteza sobre o que estava acontecendo entre Paula e Laura agora estava se tornando uma história construída a quatro mãos. E, claro, com a presença de Pablo e Pedro, os dois namorados, sempre acompanhando a evolução das amizades e dos relacionamentos.
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Era uma sexta-feira à noite, e a casa estava iluminada suavemente pelas luzes do jantar que vocês haviam preparado juntas. O clima estava descontraído, com todos rindo e conversando enquanto o cheiro de comida caseira preenchia o ambiente. A mesa estava cheia de pratos variados, e o som da música ambiente completava a harmonia do momento.
Enquanto todos estavam distraídos, você percebeu que Laura e Paula estavam trocando olhares que diziam mais do que qualquer palavra. A tensão entre elas estava crescendo, mas ao mesmo tempo, havia uma suavidade, uma naturalidade que mostrava o quanto elas estavam em sintonia. Algo estava prestes a acontecer, mas o que, exatamente?
Natacha, com o olhar atento e curioso, olhou para você, como se estivesse antecipando algo. Você sabia o que ela estava pensando: será que é hoje? Será que Paula finalmente tinha dado o próximo passo? O tipo de conversa que as duas vinham adiando há algum tempo.
A tensão no ar estava visível, mas, ao mesmo tempo, todas estavam confortáveis com a situação. No fundo, sabiam que, independente do que acontecesse, o que mais importava era a honestidade.
Depois de algum tempo, quando a comida já estava quase terminada, Paula se levantou, tentando parecer casual, mas você percebeu o nervosismo nos seus olhos. Ela foi até Laura, que estava sorrindo, sem saber o que estava por vir.
— Laura, — Paula começou, com a voz suave, mas firme, — eu preciso te contar algo. Algo que está aqui dentro, me incomodando, mas que eu acho que finalmente estou pronta para compartilhar.
Todos na mesa pararam de comer, o olhar curioso voltado para Paula e Laura. A atmosfera estava carregada de expectativas. Laura, com um sorriso tranquilo, deu a Paula a liberdade de falar.
— Pode falar, Paula. Eu estou aqui.
Paula respirou fundo, buscando forças para falar, mas quando seus olhos encontraram os de Laura, ela se sentiu mais segura. Era agora ou nunca. A tensão parecia desaparecer, dando lugar à coragem.
— Eu gosto de você, Laura. Mais do que eu imaginava. Desde o primeiro momento que começamos a conversar, eu senti algo, mas não sabia o que. Eu tinha medo de que fosse só uma amizade, mas... eu realmente, de verdade, gosto de você. Não é só sobre estar juntas aqui, nesse momento, mas é o que você representa para mim. E eu acho que é isso que eu preciso te dizer.
Laura sorriu, o coração acelerado, mas os olhos serenos. Ela levantou-se, caminhando até Paula, e antes que alguém pudesse reagir, ela simplesmente a abraçou.
— Eu também gosto de você, Paula. Eu me sinto segura contigo, e é algo que eu não posso negar.
A partir desse abraço, as palavras foram perdendo importância. Paula e Laura estavam finalmente se entregando ao que sentiam. E, mesmo sem um beijo ou algo explícito, o que estava acontecendo entre elas parecia mais verdadeiro do que qualquer expectativa.
Você, ao lado de Natacha, olhou para a cena e sentiu um peso sair de seus ombros. A tensão que havia pairado sobre todas vocês agora estava dissolvida, deixando espaço para uma nova fase. Havia algo muito bonito em ver Paula finalmente admitir o que sentia por Laura, e o alívio nos olhos de ambas era mais do que evidente.
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A noite seguiu com mais risos, danças improvisadas e conversas descontraídas. O jantar foi uma festa, e ninguém mais parecia se importar com a pressão do que viria depois. Era como se a casa inteira, ali naquele momento, tivesse se tornado um lugar de libertação e carinho.
Antes de dormir, você se deitou com Natacha, como sempre fazia. O silêncio entre vocês foi quebrado por suas palavras suaves, mas significativas.
— Sabe, acho que elas finalmente estão bem. Não só em termos de se entenderem, mas de se aceitarem. Está claro que o que existe entre Paula e Laura não é só um relacionamento, é um processo de autodescoberta. E estou feliz por elas estarem aqui. Por nós estarmos todas aqui. Não importa o que aconteça lá fora, temos esse lugar, nossa amizade.
Natacha sorriu, tocando seu rosto de forma afetuosa, e você podia sentir a verdade em cada palavra.
— Sim, é isso que importa. A vida está sempre em mudança, mas o que vivemos juntas sempre vai ser nossa base. A nossa casa, a nossa amizade, o nosso amor.
Você fechou os olhos, sentindo a certeza de que, independentemente dos desafios que a vida pudesse trazer, a conexão que vocês compartilhavam era indestrutível. Havia um futuro brilhante pela frente, e todas sabiam que, juntas, poderiam enfrentar qualquer coisa.
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Atualizado até capítulo 63
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