Mais tarde naquela noite, após o jantar improvisado que Laura e Paula prepararam (e que, para a surpresa de todos, estava delicioso), vocês decidiram se reunir na sala para um jogo de tabuleiro. A ideia era simples: passar um tempo juntos sem telas, risadas garantidas.
Você se sentou no chão ao lado de Pablo, enquanto Natacha estava abraçada a Pedro no sofá. Paula e Laura se acomodaram no outro canto, próximas, mas sem exagerar nas demonstrações de afeto. A dinâmica parecia equilibrada, mas havia uma energia diferente no ar, como se algo estivesse prestes a acontecer.
O jogo escolhido foi “Imagem e Ação”. Vocês começaram devagar, tentando acertar as mímicas um do outro, mas conforme a noite avançava, as piadas internas começaram a surgir.
— Paula, como isso é uma girafa? Parece mais um alienígena! — Natacha gritou, segurando o estômago de tanto rir enquanto Paula tentava desesperadamente fazer um gesto mais claro.
— Vocês são péssimas de interpretação! — Paula respondeu, rindo também, claramente frustrada.
Laura se inclinou para pegar a carta de Paula e olhou para você, rindo.
— Ela estava certa! Era uma girafa! Só que... muito abstrata.
Todos riram, e o jogo continuou, as tensões do dia se dissolvendo em meio à leveza daquele momento.
Depois do Jogo
Quando o jogo acabou, e todos estavam começando a relaxar, Natacha decidiu que era hora de abrir o coração.
— Ok, gente, pausa na diversão. Posso falar uma coisa? — ela disse, erguendo a mão como se estivesse em uma reunião.
Todos olharam para ela, curiosos.
— Eu só queria dizer que acho incrível como estamos todos lidando com nossos dramas aqui. Não é todo dia que você vive com pessoas que conseguem ser tão abertas umas com as outras.
Paula sorriu, inclinando-se para frente.
— Ah, lá vem a Natacha com os discursos motivacionais.
Natacha fez um gesto para ela se calar, mas estava sorrindo.
— Não, sério. Eu vejo como você e Laura estão encontrando o caminho de vocês, e acho inspirador. Vocês são corajosas pra caramba.
Paula olhou para Laura, que sorria timidamente, e apertou a mão dela.
— Acho que estamos aprendendo juntas. E vocês todas ajudam muito, mesmo quando a gente não fala.
Você sentiu um calor no peito ao ouvir isso. Era raro que todos se abrissem assim, mas parecia o momento certo.
— Acho que isso vale pra todo mundo aqui. — Você olhou para Pablo, depois para os outros. — Cada um tem seus altos e baixos, mas no final do dia, estamos juntos. E isso faz toda a diferença.
Pedro, que geralmente era mais quieto, assentiu.
— Concordo. Acho que nunca vi um grupo tão único quanto o nosso.
Todos ficaram em silêncio por um momento, absorvendo as palavras. Era como se, de repente, tudo fizesse mais sentido.
No Quarto
Mais tarde, quando todos já tinham ido para seus quartos, você estava deitada ao lado de Pablo, revivendo os acontecimentos do dia na cabeça. Ele parecia adormecido, mas de repente abriu os olhos e falou, com a voz rouca de sono:
— Você acha que a gente está vivendo algo especial aqui?
Você virou para encará-lo, surpresa pela pergunta.
— Eu acho que sim. Por que você pergunta?
Ele deu de ombros, com um sorriso suave.
— Só acho que é raro encontrar um equilíbrio assim, entre tantas pessoas. Isso me faz pensar que a gente tem muita sorte.
Você acariciou o rosto dele, sentindo uma gratidão profunda por aquele momento.
— Temos sorte, sim. E vamos fazer isso durar o máximo que pudermos.
Pablo sorriu antes de fechar os olhos novamente, e você sentiu uma onda de paz. Naquela casa, entre as risadas, os dramas e as conversas profundas, vocês estavam construindo algo que ninguém poderia tirar.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 63
Comments