Capítulo 20 (HOT)

Hyunwoo, ainda um pouco envergonhado, levantou-se e foi para o centro da roda. A música trocou para algo mais animado, e os soldados começaram a bater palmas no ritmo, encorajando-o. Ele olhou para Artur, que ria abertamente, e depois para o grupo que vibrava ao redor. Sabendo que não havia como escapar, ele respirou fundo e começou a dançar.

No início, os movimentos eram tímidos, mas à medida que as palmas se intensificavam e as risadas se transformavam em gritos de incentivo, Hyunwoo foi se soltando. Suas passadas ficaram mais confiantes, e, logo, ele estava rindo junto com todos, girando e balançando os braços de forma exagerada, como se estivesse fazendo uma performance ensaiada. A roda de soldados explodiu em aplausos e assobios, surpresos pela habilidade que ele demonstrava.

— Olha só, Dr. Hyunwoo tem talento pra isso! — gritou um dos soldados, fazendo os outros rirem ainda mais.

Até Artur parecia chocado, aplaudindo de pé.

Enquanto a roda de soldados ria e aplaudia Hyunwoo, algo inesperado aconteceu. Os capitães entraram. Steve, um dos capitães, se posicionou perto da entrada com uma taça de vinho na mão, observando a cena com curiosidade. Ao ver Hyunwoo dançando no centro da roda, ele ficou imóvel, completamente hipnotizado. Seus olhos, antes descontraídos, fixaram-se nos movimentos fluidos de Hyunwoo, e, sem perceber, deixou de piscar. Um pouco de vinho escorreu pelo canto de sua boca, mas ele não parecia notar.

Steve, que sempre mantinha uma postura rígida e controlada, foi pego de surpresa pela performance inesperada de Hyunwoo. Seus olhos vagaram pelos movimentos elegantes, mas o que mais chamou sua atenção foram os músculos bem definidos do médico, que se destacavam sob a camisa de seda justa. Os contornos dos ombros e dos braços de Hyunwoo, que ele malhava com dedicação, pareciam quase hipnotizantes sob as luzes piscantes da festa.

O minuto passou voando, e quando a música finalmente desacelerou, Hyunwoo fez uma reverência exagerada, arrancando mais risadas da roda. Ele voltou ao seu lugar, suado e ofegante, mas sorrindo. Não era comum vê-lo tão solto, e ele sabia que aquela noite ficaria marcada.

— Acho que você levou essa muito a sério, Hyunwoo — comentou Artur, ainda rindo.

— Desafio é desafio, certo? — respondeu Hyunwoo, ajeitando o cabelo enquanto recuperava o fôlego.

— Isso que eu chamo de espírito esportivo! — elogiou o soldado que tinha lançado o desafio, levantando seu copo em um brinde simbólico.

Os capitães se aproximaram

— Boa festa, rapazes! — disse Steve com sua voz firme.

— Capitães, fiquem conosco! — convidou um dos soldados, sem esperar uma resposta. Havia uma tensão palpável no ar. Era bem conhecido entre eles que o capitão Steve não costumava participar de brincadeiras, e o capitão Ower, ainda menos.

— Marcus é muito corajoso — sussurrou um dos soldados para seu colega. — Todo mundo sabe que o capitão Steve não entra nessas coisas, e o Ower então... nem se fala.

Mas, para a surpresa de todos, Steve fez algo inesperado. Ele olhou ao redor e, em vez de recusar o convite, puxou uma cadeira e se sentou.

— Estão jogando um jogo? — perguntou, apontando para a garrafa deitada no centro da mesa com um leve interesse.

Os soldados trocaram olhares atônitos antes de um deles se adiantar para explicar, com a voz ainda incrédula:

— Sim, capitão. Depois de girar a garrafa, ela aponta para duas pessoas. Quem ficar do lado da boca faz a pergunta, e o outro responde. Quem responde pode escolher entre a pergunta ou um desafio. E se responder "sim" à pergunta, tem que beber.

Steve ouviu atentamente e, após um breve silêncio, disse calmamente:

— Entendi. Quero jogar também.

O silêncio na sala foi instantâneo, quebrado apenas por alguns murmúrios entre os soldados. Ninguém esperava ouvir isso do capitão, conhecido por sua seriedade e postura inabalável. O choque estava estampado nos rostos de todos.

— Ower, sente-se também — Steve ordenou, e, para a surpresa ainda maior de todos, o capitão Ower, sempre ainda mais reservado, obedeceu sem hesitação, sentando-se próximo a ele.

— Caralho, pela primeira vez os capitães estão jogando conosco. Não esperava por isso! — cochichou um dos soldados para o companheiro ao lado, ainda tentando processar o que estava acontecendo.

O ambiente, que antes era apenas de descontração, agora estava envolto em uma expectativa silenciosa. O jogo, que parecia ter tomado um rumo mais sério com a presença dos capitães, estava prestes a ficar ainda mais interessante.

— Quem começa? — Steve perguntou, olhando diretamente para a garrafa no centro, com um brilho discreto de desafio no olhar.

Um dos soldados, ainda sem acreditar, se apressou em girar a garrafa, enquanto todos, inclusive Hyunwoo e Artur, observavam ansiosamente o próximo movimento, cientes de que a noite estava apenas começando.

A garrafa girou no centro da mesa, o ambiente silencioso à medida que todos observavam. As luzes piscantes pareciam aumentar a tensão no ar. Ninguém esperava que os capitães, especialmente Steve e Ower, se juntassem à brincadeira. Quando a garrafa finalmente começou a desacelerar, todos prenderam a respiração.

Ela girou devagar até parar. A boca da garrafa apontava para Steve, enquanto a outra extremidade parava em um soldado novato, claramente nervoso com a atenção que subitamente recaía sobre ele.

— Parece que a sorte está do seu lado, capitão.

— comentou Marcus.

Steve olhou para o soldado e, com um sorriso leve que raramente mostrava, disse:

— Muito bem, rapaz. Pergunta ou desafio?

O soldado engoliu em seco, completamente pego de surpresa. Ele sabia que, por mais que fosse uma brincadeira, estar de frente a um capitão o colocava em uma posição desconfortável. Optando pelo caminho mais seguro, ele respondeu.

— Pergunta.

Steve assentiu, pensativo por um momento. Ele inclinou-se ligeiramente para frente, fixando os olhos no soldado.

— Qual foi a maior mentira que já contou a alguém aqui?

A pergunta caiu como uma pedra. O soldado, visivelmente desconfortável, começou a suar sob o olhar penetrante de Steve. Ele olhou ao redor, sentindo a pressão, sabendo que não podia simplesmente inventar algo trivial. O grupo observava em silêncio, aguardando sua resposta.

— Bom, capitão, eu... eu uma vez disse que estava com dor no ombro só para sair de um treino extra…

— ele confessou com um sorriso nervoso, o rosto ficando vermelho.

A roda explodiu em risadas, quebrando a tensão. Até Ower deu uma sorriso curto, satisfeito com a honestidade.

— Então você tem que beber, meu caro.

— disse Steve, apontando para o copo que estava à frente do soldado.

Ainda rindo, o soldado pegou o copo e tomou um gole, aliviado que a situação havia sido leve. No entanto, o clima de descontração não durou muito, pois a garrafa já estava sendo girada novamente, com todos observando atentamente.

Dessa vez, a garrafa parou com a boca apontando para Ower, e o outro lado, surpreendentemente, apontava para Hyunwoo.

O grupo ficou ainda mais quieto. Ower era um homem de poucas palavras, e todos sabiam que ele raramente demonstrava qualquer emoção ou interação casual. Hyunwoo manteve uma expressão neutra, mas sentia a tensão no ar.

Ower olhou diretamente para Hyunwoo e, com sua voz grave e controlada, perguntou:

— Pergunta ou desafio?

Hyunwoo ponderou por um momento. Ele sabia que, não importando sua escolha, algo desafiador estava por vir. Mas, com um leve sorriso no rosto, ele respondeu.

— Desafio.

Ower inclinou-se um pouco mais para frente, seus olhos fixos em Hyunwoo, antes de dizer.

— Muito bem. Eu desafio você a dizer o que realmente acha de todos nesta sala, começando por mim.

O ambiente ficou carregado de expectativa. O desafio de Ower não era simples, e todos sabiam que a resposta de Hyunwoo poderia mudar o clima da festa. Hyunwoo, por sua vez, sabia que teria que escolher suas palavras com muito cuidado.

O desafio de Ower deixou a sala em silêncio absoluto. Todos os olhares estavam fixos em Hyunwoo, esperando sua reação. O próprio Hyunwoo manteve a calma, mas sabia que Ower não era do tipo que lançava desafios fáceis. Ele respirou fundo, olhando ao redor, antes de voltar os olhos para o capitão.

— O que eu realmente acho de todos aqui, começando por você? — repetiu ele, um leve sorriso surgindo no canto da boca. — Certo, vou ser honesto.

Ele olhou diretamente para Ower, mantendo sua postura confiante.

— Um líder extremamente sério e respeitado. Sua presença intimida a todos, mas, alguém de quem podemos depender em qualquer situação. Sempre direto, fala pouco, mas quando fala, suas palavras têm peso. — disse Hyunwoo, deixando a última frase no ar, o que fez alguns soldados trocarem olhares curiosos.

Ower não reagiu visivelmente, mantendo sua expressão de pedra, mas havia uma leve faísca nos olhos dele que indicava que, de alguma forma, estava satisfeito com a resposta.

Hyunwoo, então, virou-se para Steve, que estava sentado ao lado de Ower, com a mesma intensidade no olhar.

— Capitão Steve, uma presença que impõe respeito e é observador.

Steve, dessa vez, deixou escapar um sorriso discreto, cruzando os braços e assentindo, reconhecendo as palavras de Hyunwoo.

O próximo era Artur. Hyunwoo virou-se para o amigo e, com uma expressão mais leve, começou a falar.

— Artur... — Ele fez uma pausa dramática, e todos na roda riram, sabendo da amizade próxima entre os dois. — O que posso dizer? Você é o cara que traz o equilíbrio para qualquer situação. Sempre brincalhão, mas quando as coisas ficam sérias, eu sei que posso contar com você. Não há momento em que você não tente tirar o melhor das pessoas, e, por isso, você é essencial para mim.

Artur retribuiu o sorriso, cruzando os braços, claramente satisfeito com a descrição.

Hyunwoo, então, olhou ao redor da sala, para os soldados que aguardavam sua vez de serem mencionados. Ele sabia que precisava ser cuidadoso, mas ao mesmo tempo, queria ser justo e honesto.

— E quanto a todos vocês... — Ele gesticulou com a mão, abrangendo o grupo. — Vocês são o coração deste lugar. Soldados dedicados, trabalhadores, e ao mesmo tempo, conseguem fazer com que momentos como este sejam inesquecíveis. Vocês seguram a barra nos piores momentos, e quando é hora de relaxar, fazem isso com o mesmo compromisso. É por isso que esta unidade é tão forte.

O clima pesado da sala começou a se dissipar, substituído por sorrisos e expressões mais leves. Hyunwoo tinha conseguido sair do desafio de Ower de maneira elegante, sem criar desconforto.

Ower, sempre sério, deu um pequeno aceno de cabeça, como se estivesse aprovando a resposta. Steve olhou para Hyunwoo com um olhar de respeito renovado, claramente impressionado com a forma como ele lidou com o desafio.

— Parece que você passou no meu desafio — disse Ower, com sua voz baixa e firme.

— O Dr. Hyunwoo falou tão bem, fiquei até emocionado. Parece que nos conhece há anos.

— falou um dos soldados.

— Dr.Hyunwoo, fiquem conosco para sempre!

— abraçou Hyunwoo.

O jogo continuou, devido ao decorrer as animações e mais bebidas, Hyunwoo não prestou atenção nos tipos de bebida que estava bebendo e lançou para o corpo diversas bebidas alcoólicas. Como não era acostumado, a visão ficou turva e sentia muita sonolência, no entanto, tentou ficar firme. Depois das 1h34 da madrugada, todos os soldados começaram a ir para casa por estarem bêbados. Artur estava dormindo no chão e Hyunwoo se continuava na tentativa de não deixar o sono lhe atingir. Steve percebendo a situação, aproximou.

— Dr. Hyunwoo, está bem?

— Estou sim. — na tentativa de levantar, as pernas falharam. O capitão Steve foi ágil e o segurou pela cintura.

— Irei levá-lo para o seu quarto. — o capitão olhou para Ower. — Ower, ajude o Dr. Artur ir para o quarto, por favor.

Ower confirmou e ajudou Artur se levantar, a tentativa foi falha, então teve que carregá-lo.

Steve ajudou Hyunwoo chegar ao quarto, porém durante o caminho, uma chuva forte interrompeu. Apesar de esperar um pouco, a chuva parecia que demoraria para acalmar. Devido ao frio e chuva, decidiu levar para o seu quarto que ficava por perto.

Ao chegarem, Steve empurrou a porta, e o calor do interior os envolveu como um abraço acolhedor. Hyunwoo deixou escapar um suspiro de alívio, sentindo a temperatura mais amena. Fechou os olhos por um momento, tentando ignorar a sonolência que ameaçava dominá-lo.

— Eu… — começou a falar, mas sua voz saiu trêmula e suave. A sonolência estava se intensificando, e ele sentia que a única coisa que realmente queria era dormir.

— Vou pegar um copo d’água. — disse Steve, percebendo a luta de Hyunwoo contra o sono. Ele se levantou e se dirigiu à mesa, onde havia um copo. Quando voltou, Hyunwoo estava sentado no chão com as costas apoiada na cama. Steve agachou e entregou o copo na mão dele. — Beba um pouco.

— Obrigado! — deu um pequeno gole.

— Dr. Hyunwoo, você está no meu quarto. Com a chuva, achei melhor você ficar aqui por um tempo.

— Obrigado pela gentileza! — apoiou a cabeça na cama.

Steve sentou ao lado dele em silêncio.

— Capitão Steve, por que é uma pessoa tão séria? É por causa do cargo e também do ambiente militar? — abriu um pouco os olhos e fechou.

Steve ficou em silêncio e suspirou. — Nessa área, é necessário ser uma pessoa séria.

— Você parece ser uma pessoa triste. Percebi que os soldados ficaram surpresos quando participou dos jogos. Não costuma se divertir?

— Acredito que na vida devemos nos dedicar ao trabalho.

Hyunwoo sorriu. — Então, por quê decidiu jogar aquele jogo. Parecia que estava se divertindo.

Steve ficou em silêncio.

— Pode sair da postura de capitão, os seus soldados não estão aqui e admita a verdade.

— Não sei muito bem como responder, apenas agir por escolha.

Hyunwoo riu.

— Sr. Steve, já vi muitas pessoas como você.

— Como assim? Acho que você está bêbado.

— perguntou Steve.

— Pessoas que querem deixar uma imagem para outras como desejo de manter algo perfeito, no entanto, elas não são assim na verdade. A área militar exige muito, principalmente um cargo como o seu. Um deslize, pode causar um escândalo, de certa forma é muita pressão. Já conheci muitas pessoas assim. Qual é a sua verdadeira imagem, capitão Steve? — falou de forma baixa.

Steve respirou fundo, o peso das palavras de Hyunwoo ressoando em sua mente. Ele sabia que a imagem que apresentava ao mundo era cuidadosamente construída, mas a vulnerabilidade estava se tornando uma conversa mais comum entre eles.

— Eu… — começou Steve, hesitando. — Eu sou apenas um homem tentando fazer o meu melhor em um mundo que exige muito. E, sim, a pressão é intensa. Às vezes, é mais fácil se esconder atrás da fachada do "capitão" do que lidar com as próprias inseguranças.

— Isso é compreensível — Hyunwoo respondeu, seus olhos ainda pesados, mas a voz firme. — Todos nós enfrentamos desafios. A questão é como lidamos com eles. Você tem amigos e soldados que se importam com você, e que não vão te julgar por ser humano. Os soldados parecem gostar muito de você. — Hyunwoo deixou os olhos meio abertos.

Steve sorriu, admirando a honestidade de Hyunwoo. Ele se lembrou das várias vezes em que sentiu que precisava ser o exemplo perfeito, a figura forte que todos esperavam que ele fosse.

— É a primeira vez que vejo você sorrindo. Posso considerar como uma raridade?

— É difícil, você sabe? — continuou Steve. — Quando você é colocado em uma posição de liderança, há sempre essa expectativa de que você não pode vacilar. .

— Na medicina é um campo em que as expectativas são altas, um erro pode ter consequências sérias. É fácil se perder na pressão e na necessidade de parecer sempre competente — disse Hyunwoo, sua voz agora mais introspectiva. — Mas também percebo que é importante mostrar humanidade, especialmente para os pacientes. Eles precisam saber que, mesmo sendo médicos, também somos seres humanos. Também tenho que conciliar a equipe médica, se resume muito em interação e confiança. Acredito que não é muito diferente da sua área.

Hyunwoo fechou os olhos novamente. Nesse momento de vulnerabilidade compartilhada. Era a primeira vez que Steve sentiu aberto para contar algo que muitos não sabiam, um lado desconhecido e sentiu certa conexão com Hyunwoo. Steve havia bebido naquela festa, diferentemente de Hyunwoo, não se abalava fácil com bebidas. Desviou o olhar pela janela e depois olhou para Hyunwoo novamente. Os olhos se movimentaram para o corpo prestando atenção em cada detalhe da anatomia que formava o doutor. Uma sensação que jamais sentiu começará a agir no capitão.

Enquanto Hyunwoo se endireitava, sua mão roçou casualmente na coxa de Steve. Um arrepio percorreu a espinha do capitão, e ele se virou lentamente, seus olhos se encontrando com os de Hyunwoo. O tempo pareceu parar por um momento, a intensidade da situação envolvendo-os como um manto.

— Você está bem? — Hyunwoo perguntou, sua voz suave, quase um sussurro. Havia uma curiosidade em seu olhar, uma faísca que desafiava a tensão crescente entre eles.

— Sim… eu só… — Steve hesitou, as palavras se perdendo na intensidade do momento. Ele podia sentir a batida do seu coração acelerando, um desejo que estava crescendo dentro dele, e a vulnerabilidade que haviam compartilhado parecia ter criado um espaço seguro para que ele se permitisse.

Com um movimento quase instintivo, Steve se inclinou um pouco mais perto, a distância entre eles se tornando quase inexistente. O perfume suave de Hyunwoo encheu seus pulmões, e ele percebeu que estava atraído não apenas pela aparência do médico, mas pela essência dele.

— Hyunwoo, eu... — Steve começou novamente, sua voz mais firme agora. Mas antes que pudesse completar a frase, se deixou levar.

Ele se aproximou mais, sua respiração se misturando com a de Hyunwoo, sentindo a eletricidade no ar. A tensão que antes era meramente emocional agora tinha uma nova dimensão, e Steve estava disposto a explorá-la.

— Eu quero... — Steve murmurou, inclinando-se mais perto. Antes de terminar, Hyunwoo interrompeu.

— Só faça. — Hyunwoo falou.

E, antes que pudesse pensar duas vezes, ele capturou os lábios de Hyunwoo em um beijo suave, mas cheio de desejo.

O contato foi como um choque elétrico, uma onda de calor que se espalhou por seus corpos. Hyunwoo respondeu imediatamente, envolvendo os braços em torno do pescoço de Steve, puxando-o para o seu colo. A suavidade de seus lábios contrastava com a intensidade que Steve sentia.

A princípio, o beijo era terno, exploratório, mas logo se intensificou, com Steve pressionando Hyunwoo contra a cama, seu corpo contra o dele, sentindo os músculos e a forma como o médico reagia a cada toque. A mão de Hyunwoo deslizou para a nuca de Steve, segurando-o com firmeza, enquanto seu outro braço o puxava ainda mais para perto, como se não quisesse que aquele momento terminasse.

Steve sentiu a adrenalina correr em suas veias, a inibição se dissipando à medida que se entregava àquele momento. A mão de Hyunwoo desceu pelas costas dele, explorando cada contorno. A sensação de estar vulnerável e ao mesmo tempo desejado era intoxicante.

Os beijos se tornaram mais profundos, mais urgentes, e Steve podia sentir o calor do corpo de Hyunwoo contra o seu. Cada toque, cada movimento, enviava ondas de desejo por todo o seu corpo. O mundo exterior desapareceu, e tudo o que importava eram os dois, perdidos em sua própria bolha de prazer.

Finalmente, com um movimento habilidoso, Hyunwoo levou Steve para a cama e posicionou por cima, seus olhares se cruzando em uma mistura de surpresa e excitação.

Steve puxou Hyunwoo para mais perto, suas mãos explorando as costas do médico, apreciando a firmeza e a musculatura que ele sabia que escondiam uma força e um cuidado extraordinários.

O desejo entre eles era palpável, uma mistura de emoção e atração que os levava a um lugar de descoberta. Os corpos se moviam em sincronia, um jogo de empurrar e puxar, cada toque provocando uma reação que os deixava ainda mais envolvidos um com o outro.

A tensão entre Steve e Hyunwoo pulsava como uma corrente elétrica, e a cada toque, cada beijo, a intensidade do momento aumentava. O quarto estava envolto em uma penumbra suave, iluminado apenas pela luz que filtrava através das cortinas, criando um ambiente íntimo e acolhedor.

Hyunwoo, ainda por cima, explorava o corpo de Steve com as mãos, seus dedos deslizavam pelo peito musculoso do capitão, traçando linhas quentes que pareciam acender o fogo entre eles. A sensação da pele quente e o desejo crescente tornavam-se cada vez mais irresistíveis.

— Você tem certeza de que quer isso?

— Hyunwoo perguntou, seus olhos penetrantes buscando os de Steve.

Steve assentiu, um sorriso sincero se formando em seus lábios. — Eu quero. E quero mais. Eu quero conhecer cada parte de você.

Com essas palavras, um brilho de determinação atravessou o olhar de Hyunwoo. Ele se inclinou, seus lábios encontrando os de Steve novamente, mas agora com uma nova urgência. O beijo se aprofundou, os dois se entregando completamente ao desejo que os consumia.

Hyunwoo desceu os beijos pelo pescoço de Steve, suas mãos agora explorando a cintura e as coxas do capitão. O toque de seus dedos era ao mesmo tempo delicado e assertivo, fazendo Steve suspirar de prazer.

— Você é tão diferente do que eu esperava — disse Hyunwoo, sua voz rouca enquanto se afastava apenas o suficiente para olhar nos olhos de Steve. — Acredito que você seja muito mais do que apenas o capitão sério que todos conhecem.

— E você é mais do que apenas um médico que se dedica ao trabalho. — Steve respondeu.

Com um movimento rápido, Steve trocou de posição com Hyunwoo, deitando o médico na cama e ficando por cima. Ele olhou para o homem sob ele, sentindo uma onda de poder e desejo. A sensação de controle, somada ao fato de estar tão perto de Hyunwoo, fez seu coração disparar.

— Agora, é a sua vez de me mostrar quem você realmente é — disse Steve, a voz carregada de provocação. Ele começou a descer os beijos pelo corpo de Hyunwoo, começando pelo queixo, descendo até o pescoço e o peito.

Hyunwoo se contorceu sob o toque, uma expressão de prazer e expectativa estampada em seu rosto. A sensação de ter Steve explorando seu corpo o deixava sem fôlego.

— Steve... — ele murmurou, os olhos se fechando ao sentir os lábios de Steve percorrendo seu torso, cada toque enviando ondas de calor por seu corpo.

A mão de Steve desceu pela lateral de Hyunwoo, seus dedos encontrando o cós da calça do médico. Ele hesitou por um momento, olhando nos olhos de Hyunwoo em busca de confirmação. O médico sorriu, um sorriso que o encorajava a continuar, e Steve sentiu a confiança aumentar.

Com um movimento firme, ele desabotoou a calça de Hyunwoo e deslizou lentamente para baixo, revelando a pele suave e exposta do médico. O desejo em seus olhos cresceu, e ele se sentiu tomado pela vontade de explorar cada centímetro daquele corpo.

— Você é perfeito — Steve sussurrou, sua voz carregada de admiração enquanto se abaixava para beijar o abdômen definido de Hyunwoo, sentindo os músculos se contraírem sob seu toque.

— Então, aquela olhada que você me deu enquanto estava dançando, tinha um significado? Percebi aquilo.

Hyunwoo arqueou as costas, os olhos fechados em prazer, completamente perdido na experiência. A sensação dos lábios de Steve contra sua pele era indescritível, um misto de calor e eletricidade que o deixava em chamas.

— Apenas estava impressionado.

O capitão olhou para Hyunwoo, e a expressão dele era de total entrega, o que incendiou ainda mais seu desejo. Steve se inclinou, envolvendo o corpo de Hyunwoo com suas mãos, explorando-o sem pressa, cada toque, cada beijo, fazendo com que eles se sentissem mais conectados.

As carícias de Steve eram como um mapeamento, cada toque revelando um novo aspecto de Hyunwoo. Ele estava determinado a fazer com que o médico sentisse todo o prazer que merecia. A cada momento, eles se aproximavam mais, e o quarto parecia vibrar com a energia crescente entre eles.

O desejo e a paixão tornavam-se incontroláveis. Steve se perdeu na beleza de Hyunwoo, em sua vulnerabilidade e força, enquanto explorava cada centímetro de seu corpo. O capitão estava decidido a fazer aquele momento ser inesquecível para ambos.

Hyunwoo, agora sem reservas, puxou Steve para mais perto, seus corpos se unindo em uma sinfonia de toques e sussurros. O calor entre eles era palpável, e a conexão emocional apenas intensificava a química que já existia.

— Eu quero você — Steve sussurrou, a voz rouca de desejo. Hyunwoo apenas sorriu, sabendo que estava prestes a se entregar completamente.

— Então venha e me mostre — disse Hyunwoo, com uma ousadia que fez o coração de Steve acelerar.

À medida que a noite avançava, as fronteiras entre capitão e médico desapareciam, dando lugar a algo muito mais autêntico e verdadeiro. Eles estavam prestes a explorar um novo território, um lugar onde poderiam ser apenas eles mesmos, livres de qualquer expectativa e cheios de desejo.

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Comments

bryan

bryan

me pegou de surpresa, acho que não era o momento certo pra isso acontecer, mas mesmo assim eu surtei demais, e não tava esperando por isso

2024-12-21

0

Daniela Rodrigues

Daniela Rodrigues

só fiquei na duvida quem ia recebe a vista pela porta de trás.

2025-02-08

0

bryan

bryan

que issooooooo!, não tô acreditando, tô surtando demais!/NosePick/

2024-12-21

0

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