Capítulo 15

Depois que a chuva finalmente começou a diminuir, transformando-se num gotejar suave, o capitão se aproximou do doutor Hyunwoo. Ele ficou por um momento observando o médico, ainda encostado na parede, respirando de forma ritmada. Com cuidado, o capitão agachou-se ao lado dele e deu um leve toque em seu ombro.

— Dr. Hyunwoo, a chuva parou. Precisamos ir — disse em voz baixa, mas firme.

O doutor mexeu-se lentamente, ainda preso nos últimos momentos de sono. No começo, parecia lutar para acordar, seus olhos piscando enquanto a mente se ajustava à realidade. Finalmente, ele abriu os olhos de vez, a expressão confusa dando lugar à consciência.

— Hm… já parou? — murmurou, levantando-se devagar enquanto esticava os braços acima da cabeça, tentando aliviar a tensão acumulada no corpo após dormir numa posição desconfortável.

O capitão recuou um pouco, dando espaço para que Hyunwoo se ajeitasse. O médico olhou ao redor, piscando várias vezes para clarear os pensamentos, enquanto percebia que a tempestade tinha, enfim, cessado.

— Sim, está mais calmo agora. Vamos aproveitar a trégua para sair daqui.

— respondeu o capitão, já se preparando para liderar o caminho de volta.

Hyunwoo pegou a mochila que estava ao seu lado e passou-a sobre os ombros, ainda sentindo a letargia do sono. Ele olhou para o capitão, assentindo com a cabeça, agora completamente desperto.

— Certo, vamos — disse o doutor, com a voz firme, mas ainda suave pela recente soneca.

Juntos, eles se dirigiram para a porta, o barulho das gotas restantes pingando das árvores e do telhado os acompanhando enquanto saíam da casa e seguiam de volta ao caminho.

— Capitão, estamos com problemas. O penhasco da estrada 321 sofreu danos devido a chuva e muitas pessoas estão machucadas. Precisamos fazer o resgate.

O Capitão não respondeu de imediato. Seu rosto endurecido pelo tempo e pelas batalhas refletia a preocupação crescente. Ele olhou para o horizonte encoberto pela neblina que ainda subia da terra molhada, sentindo a gravidade da situação. O tempo jogava contra eles.

— Quanto tempo temos até que a situação piore?

— perguntou ele, finalmente, com a voz firme.

— Não muito. A terra está a ceder rapidamente e, com a estrada bloqueada, os socorristas não conseguem chegar lá. Precisamos descer até o penhasco antes que o pior aconteça.

O Capitão assentiu. A chuva, embora já mais fraca, continuava a escorrer pelas árvores, criando um som constante e frio.

— Avise o resto da equipe. Encontramo-nos na entrada da estrada em quinze minutos. Precisamos de cordas, kits de primeiros socorros e luzes potentes. Não vamos deixar ninguém para trás.

Com um rápido aceno, o outro correu para alertar os demais. O Capitão ficou por um momento a contemplar o caminho à sua frente, sentindo o peso da responsabilidade sobre os seus ombros. Não era a primeira vez que enfrentava uma situação assim, mas algo naquela noite, no silêncio quebrado pela chuva e na escuridão que os envolvia, fazia-o sentir que este resgate seria diferente.

Dirigiu até a entrada da estrada 321 parecia mais longa do que o habitual. O vento soprava, empurrando as nuvens densas que encobriam a lua, deixando a noite ainda mais escura. O Capitão apressou o passo, a adrenalina correndo nas suas veias, enquanto a mente se preparava para o caos que o aguardava. O som das folhas molhadas sendo pisadas por suas botas ecoava, mas ele estava focado no que viria a seguir.

Quando chegou ao ponto de encontro, os restantes membros da equipe já se agrupavam, todos com olhares tensos. Equipamentos estavam a ser rapidamente distribuídos, cordas, lanternas potentes, kits de primeiros socorros e macas. O som de motores de helicópteros ao longe indicava que o apoio aéreo estava a caminho, mas o Capitão sabia que teriam que agir rápido. O terreno irregular e escorregadio não daria margem para erros.

— Está tudo pronto? — perguntou, avaliando cada membro da equipe. Todos assentiram, o respeito por sua liderança evidente nos rostos cansados, mas determinados.

Antes que pudessem partir, um jovem socorrista se aproximou, a voz entrecortada pela urgência.

— Capitão, recebemos um relatório adicional. Há uma família inteira presa numa das bordas mais frágeis do penhasco. Se a chuva continuar, o deslizamento vai arrastá-los em minutos.

O Capitão cerrou os dentes, cada segundo importava agora. Com um gesto, ele organizou a equipe em grupos, dando instruções claras.

— Grupo 1, preparem-se para descer com cordas e estabilizar a área. Grupo 2, mantenham a comunicação com os helicópteros e organizem os pontos de resgate para as evacuações. Grupo 3, comigo. Vamos direto para o ponto mais crítico. Não há tempo a perder.

Todos se moveram em uníssono, guiados pela confiança nas suas capacidades e na liderança do Capitão. A descida pelo penhasco seria arriscada, o solo molhado ameaçando ceder a cada passo. Mas naquele momento, não havia espaço para medo.

O Capitão olhou uma última vez para o caminho diante dele, a chuva começando a aumentar novamente, pingando fria em sua pele. E com isso, liderou o caminho, desaparecendo na escuridão da noite, onde o destino de muitos dependia da coragem de poucos.

Hyunwoo preparou o equipamento médico e estava pronto para qualquer ocasião. Não poderia negar que estava preocupado, pois a situação era muito grave para todos, principalmente para os soldados. Ao seu lado, tinha Artur que também se encontrava na mesma situação.

— Com esse temporal, é muito ruim ver algo daqui.

— falou Artur. Deslizando o dedo indicador pelo queixo de forma apreensiva.

— Doutores, venham aqui. — falou um dos soldados. Entraram em uma sala com alguns telões. Telas que transmitiam as imagens das câmeras sobre os capacetes dos soldados.

— Os doutores estão aqui, pode falar capitão. — a câmera sobre o capacete apontou para pessoas muito feridas.

— Uma senhora de 73 anos teve o braço decepado. As rochas fecharam a saída, estamos fazendo o possível para retirar. Ela está perdendo muito sangue. Quais são as orientações necessárias? Não conseguimos controlar o sangramento.

— Devem aplicar pressão na ferida e usar as bandagens estéreis. É crucial que evitem qualquer movimento brusco que possa causar mais dor ou sangramento. — falou o Artur.

— Precisamos ser rápidos, ela não tem muito tempo — disse o capitão pelo rádio, sua voz grave. — A pressão sanguínea está caindo.

Artur respirou fundo antes de continuar, mantendo o tom calmo e assertivo.

— O mais importante agora é parar a hemorragia. Apliquem pressão direta sobre a ferida com as bandagens mais limpas que tiverem. Se não tiverem bandagens estéreis suficientes, usem o que estiver à disposição, mas pressionem firmemente. A pressão contínua é essencial para reduzir o fluxo de sangue.

A câmera sobre o capacete do capitão mostrava a equipe se apressando para seguir as orientações. Os soldados, visivelmente tensos, pressionavam as bandagens improvisadas sobre o coto do braço da senhora.

— Certo, estamos aplicando pressão.

— respondeu o soldado.

Hyunwoo, ao lado de Artur, analisava cada detalhe. Ele se inclinou para frente, falando com precisão.

— Se houver algo para elevar o braço, façam isso. Mantenham o membro acima do nível do coração dela, isso ajudará a diminuir o fluxo de sangue. E monitorem a respiração dela. Se ela começar a desmaiar ou perder a consciência, avisem imediatamente.

O capitão assentiu, olhando para o soldado mais próximo e murmurando ordens enquanto seguia as instruções. O som abafado de botas e o ranger de equipamentos ecoavam pela sala.

— Estamos tentando elevar o braço, mas o espaço é muito apertado aqui, doutores.

— disse o soldado no campo, o desespero começando a transparecer em sua voz.

Artur apertou os punhos, sabendo que a situação era delicada. Ele olhou para Hyunwoo, que manteve a calma ao dar as próximas orientações.

— Façam o melhor que puderem com o espaço disponível. Continuem aplicando pressão constante.

O tempo corria contra eles, e o clima pesado se intensificava. Do lado de fora, o som dos helicópteros se aproximava, sinalizando que o resgate aéreo estava chegando. As vidas presas naquele caos dependiam da coordenação e precisão de cada decisão feita naquele momento.

O ambiente dentro da sala continuava carregado de tensão, com os olhos de todos fixos nas telas que transmitiam em tempo real a luta dos soldados para estabilizar a senhora ferida. As mãos calejadas dos homens de campo tremiam levemente, enquanto mantinham pressão firme sobre a ferida e tentavam seguir as instruções com a máxima precisão.

— Estamos removendo algumas rochas agora, mas a chuva está aumentando... — a voz de um dos soldados soou trêmula pelo rádio. — O terreno está cedendo em alguns pontos. Precisamos ser rápidos.

O capitão, observando atentamente, voltou-se para os doutores.

— Quais os próximos passos se conseguirmos estabilizá-la? Não temos como movê-la sem antes remover essas pedras, mas ela está muito fraca.

Artur respondeu prontamente, sem hesitação.

— Assim que a hemorragia estiver controlada, devem envolvê-la em mantas térmicas para evitar hipotermia. Com o braço decepado, a perda de sangue e o choque são as maiores ameaças. Continuem monitorando a respiração e os sinais vitais. Se notarem que ela está ficando pálida demais ou que a respiração está irregular, isso pode ser sinal de choque hipovolêmico.

— Precisa de fluidos intravenosos o quanto antes — acrescentou Hyunwoo.

— Já estão administrando soro, mas mantenham os níveis elevados para ajudar na circulação de sangue. Se houver qualquer sinal de perda de consciência, avisem imediatamente.

Do outro lado, outro soldado suspirou audivelmente pelo rádio.

— Estamos estabilizando as rochas. Conseguimos abrir espaço para uma evacuação parcial, mas ainda precisamos de mais tempo para mover as pedras maiores. Estamos mantendo pressão na ferida, e ela ainda está consciente, mas muito fraca.

As palavras trouxeram um breve alívio à sala, mas a sensação de urgência não diminuía. Artur e Hyunwoo trocaram um olhar de preocupação — o tempo era o inimigo mais cruel agora.

— Vocês estão indo bem — incentivou Hyunwoo pelo rádio. — Lembrem-se de manter o braço elevado e, se possível, imobilizem-no para evitar mais danos quando começarem a movê-la.

A chuva do lado de fora continuava a se intensificar, e o ruído dos helicópteros que se aproximavam soava como uma contagem regressiva para o resgate.

De repente, a voz do soldado voltou pelo rádio, desta vez mais urgente:

— Capitão, as rochas estão começando a ceder novamente. Temos que tirá-la daqui agora!

O capitão cerrou os punhos e se dirigiu à equipe com firmeza.

— Tudo bem, façam o que for preciso, mas garantam a segurança de todos. Se o terreno ceder, a situação pode piorar para todos.

Na tela, a câmera mostrava a movimentação apressada dos soldados, enquanto eles tentavam realocar a senhora para uma maca improvisada. O terreno era traiçoeiro, com pedaços de rocha soltos e lama cobrindo tudo. A evacuação era um desafio imenso.

— Estamos prontos para movê-la, doutores. Vocês têm mais alguma orientação? — a respiração pesada dos soldados mostrava o esforço e a tensão do momento.

Artur, mantendo a calma, deu a última instrução.

— Quando começarem a movê-la, façam isso com cuidado, evitando qualquer movimento brusco. Lembrem-se de manter o braço elevado e protegido. O choque pode piorar se ela for movimentada de forma errada.

O capitão deu o sinal para a equipe aérea.

— Equipe de helicóptero, preparem a extração. Vamos movê-la para a área aberta. Tempo é essencial.

O silêncio na sala foi quebrado pelo barulho ensurdecedor das hélices no rádio. A evacuação estava em andamento, e cada segundo parecia se arrastar. As telas mostravam os soldados carregando a senhora com a maior cautela possível, o capitão coordenando cada movimento com precisão militar.

Finalmente, a câmera sobre o capacete de um dos soldados mostrou a luz do farol do helicóptero ao longe. A senhora estava a salvo, sendo cuidadosamente levada para o resgate aéreo.

— Conseguimos! — a voz de um dos soldados soou aliviada no rádio, ecoando pela sala.

Artur e Hyunwoo, que haviam mantido a calma até então, permitiram-se respirar um pouco mais aliviados. No entanto, eles sabiam que ainda havia mais trabalho a fazer. Havia outras vítimas naquela área, e o temporal não mostrava sinais de trégua.

— Ela está a caminho do hospital. Agradecemos pelas instruções, doutores.

— falou o capitão.

A sala estava mais silenciosa agora, o alívio pela evacuação bem-sucedida da senhora de 73 anos ainda pairando no ar, mas a tensão não tinha desaparecido por completo. Hyunwoo e Artur mal tiveram tempo para processar o sucesso antes de se concentrarem no próximo passo. Eles sabiam que outras vidas ainda estavam em jogo, e o temporal não mostrava sinais de enfraquecer.

O capitão coordenava com sua equipe pelo rádio.

— Equipe de resgate, confirmem a posição das outras vítimas. Precisamos garantir que não haja mais deslizamentos enquanto movemos as rochas. Doutores, permaneçam em alerta, precisamos de mais instruções a qualquer momento.

Artur concordou, observando a tela que agora mostrava os soldados lutando contra a lama e as pedras para localizar outros sobreviventes. O helicóptero já estava a caminho do hospital e a evacuação da primeira vítima foi um sucesso. No entanto, as comunicações estavam começando a se deteriorar com o aumento da tempestade, interferindo nas transmissões de rádio.

— Capitão, recebemos um relatório de mais vítimas na encosta leste — a voz de um dos soldados soou pelo rádio, embora cheia de estática. — Uma família inteira, como relatado antes. Mas o acesso é ainda mais complicado, estamos avaliando como chegar até eles.

— Temos que agir rápido antes que o terreno ceda mais — respondeu o capitão, sua voz firme, mas consciente dos perigos crescentes.

Artur olhou para Hyunwoo, percebendo o desafio crescente. Eles precisavam coordenar outro resgate, mas a localização mais difícil e o agravamento das condições climáticas tornavam tudo mais perigoso. O tempo corria novamente contra eles.

— Certifiquem-se de que qualquer movimento seja feito com extrema cautela, especialmente ao carregar as vítimas. Se houver crianças, precisaremos de medidas adicionais para garantir a segurança delas.

— E lembrem-se de que, com as rochas escorregadias e a chuva aumentando, uma evacuação rápida pode ser fatal.

— acrescentou Hyunwoo. — A segurança da equipe vem em primeiro lugar. Movam-se com cuidado, mesmo que o tempo esteja contra vocês.

A tensão aumentava à medida que os minutos se arrastavam. A comunicação pelos rádios era intermitente, mas o capitão e sua equipe de soldados mantinham a disciplina, confiando nas instruções dos médicos e em sua própria experiência em situações extremas. Do lado de fora, a chuva caía pesada, como um véu que obscurecia a visão e dificultava o avanço.

De repente, a voz de um soldado atravessou o rádio, alarmada.

— Capitão, temos um problema! Parte do terreno cedeu, e a família está encurralada. As crianças estão assustadas, e o pai está ferido, parece uma fratura na perna!

O capitão apertou o rádio, os músculos da mandíbula visivelmente tensos.

— Mantenham a posição! Vamos estabilizar a área antes de tentar qualquer evacuação. Eles estão em uma situação delicada. Precisamos de orientações para lidar com a fratura enquanto organizamos o resgate.

Hyunwoo entrou em ação imediatamente, seus anos de experiência médica guiando suas palavras.

— Se o pai está com uma fratura, vocês precisam imobilizar o membro antes de movê-lo. Usem qualquer coisa rígida que tiverem à disposição, como pedaços de madeira ou metal, para improvisar uma tala. Isso vai evitar mais danos ao osso e reduzir a dor. Se ele estiver perdendo muito sangue, aplique pressão na área ferida e faça o possível para acalmá-lo, principalmente na frente das crianças.

Artur completou, focado no bem-estar das vítimas.

— As crianças estão em estado de choque, então falem com elas de maneira tranquila, e garantam que fiquem aquecidas. A hipotermia pode ser uma ameaça com essa chuva e temperaturas baixas. Usem mantas, roupas extras, qualquer coisa que ajude a mantê-las secas e quentes até que o resgate chegue.

Do outro lado, os soldados começaram a se movimentar, seguindo as instruções dos doutores com precisão. A equipe sabia que o terreno instável era um risco, mas também sabiam que não podiam abandonar a família presa. As crianças choravam, a câmera capturando flashes de suas expressões aterrorizadas enquanto os soldados se preparavam para estabilizar o pai ferido.

— Estamos imobilizando a perna do pai agora, como instruído — relatou o capitão. — As crianças estão com medo, mas estamos mantendo a calma.

— Continuem assim — encorajou Hyunwoo. — Cada passo conta. A segurança deles depende de como vocês lidam com o resgate. Se necessário, usem sedativos leves para o pai, caso ele sinta muita dor durante a evacuação.

Enquanto as operações de resgate avançavam, o capitão organizava o apoio aéreo para o próximo extrator.

— Equipe de helicópteros, preparem-se para uma nova evacuação. Vamos precisar de todo o suporte possível, o terreno está cedendo rapidamente.

Os sons dos helicópteros voltaram a encher o ar, misturados ao ruído da tempestade incessante. A missão de resgatar a família e levá-los em segurança estava a um passo de se concretizar, mas todos sabiam que ainda não podiam se dar ao luxo de relaxar.

— Estamos prontos para mover o pai e as crianças.

— informou Ower. — O terreno ainda é perigoso, mas estamos avançando.

A sala de controle observava em silêncio absoluto, cada movimento da equipe no campo sendo monitorado de perto. Artur e Hyunwoo trocavam olhares, sabendo que estavam mais perto de salvar mais vidas, mas também cientes de que, a qualquer momento, a situação poderia se deteriorar.

Com os helicópteros prontos e os soldados movendo as vítimas com cuidado, a noite continuava, e o trabalho árduo para salvar vidas persistia sob a chuva implacável e o perigo iminente.

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