No dia seguinte, os doutores chegaram à cidade humilde para realizar atendimentos médicos. Entre os pacientes, havia muitas crianças e idosos, todos aguardando com esperança a oportunidade de serem cuidados. O calor humano do povo contrastava com a simplicidade do local, e os médicos faziam o possível para atender a todos com paciência e dedicação.
Enquanto atendia uma senhora idosa, o Dr. Hyunwoo, com um sorriso simpático, aconselhou-a com um tom gentil:
— É necessário que a senhora fique em repouso, evite fazer muito esforço, certo?
A senhora, já com o semblante mais aliviado, retribuiu o sorriso e perguntou:
— Irei seguir as suas palavras, doutor. Qual é o seu nome? Nunca o vi por aqui, está de passagem?
— O meu nome é Hyunwoo, estarei trabalhando por aqui temporariamente.
— respondeu ele, mantendo a sua postura profissional, mas acolhedora.
A senhora assentiu, claramente tocada pela atenção recebida.
— Entendi! Está fazendo uma ótima ação, doutor. Não é comum ficarem muitos médicos por aqui. A população agradece muito. Tome aqui, meu filho, algumas maçãs e frutas coletadas da nossa terra — disse, oferecendo-lhe um pequeno cesto cheio de frutas frescas, colhidas com carinho.
Hyunwoo ficou visivelmente surpreso e um pouco envergonhado pela gentileza inesperada.
— Oh — murmurou, segurando o cesto com cuidado. — Fico muito lisonjeado. — respondeu, tentando disfarçar o embaraço com um sorriso tímido.
Enquanto ele ainda processava a oferta, o capitão aproximou.
— Dr. Hyunwoo, estão precisando de atendimento em uma ilha. Poderiam atendê-los? — perguntou o capitão, com um tom urgente mas respeitoso.
Hyunwoo olhou ao redor e concordou.
— Apenas irei pegar as minhas coisas, um minuto.
— pediu para o capitão aguardar para pegar alguns itens necessários para os atendimentos.
— Estou pronto.
— Me acompanhe — disse o capitão, enquanto caminhava em direção ao jeep, o robusto carro militar amplamente usado em operações de campo. O doutor Hyunwoo concordou com um aceno de cabeça e entrou no veículo, sentindo o motor roncar sob seus pés.
Enquanto percorriam a estrada de terra batida, o doutor olhava pela janela, fascinado pela vista do mar que se estendia ao longo da costa. O sol refletia nas águas cristalinas, criando uma paisagem serena e ao mesmo tempo imponente.
— Aqui é tão lindo! — comentou o doutor, maravilhado, os olhos brilhando com a beleza natural ao seu redor.
O capitão, mantendo a atenção no caminho com os seus óculos, respondeu o doutor.
— É, muitos que passam por aqui pensam o mesmo. É uma área bem preservada, apesar de alguns problemas.
— É muito bonito! — falou encantado.
O capitão das forças especiais, atento a todos os movimentos à sua volta, percebeu pelo retrovisor que um carro atrás deles começava a acelerar de forma suspeita. A tensão crescia à medida que o veículo se aproximava. Instintivamente, o capitão pressionou o pedal do acelerador, tentando ganhar distância. Mal teve tempo de calcular sua próxima ação quando dois outros carros surgiram à frente, bloqueando o caminho e confirmando suas suspeitas, estavam a ser perseguidos.
Respirou fundo, mantendo a calma. Virou-se ligeiramente para o lado e viu o médico, absorto, admirando o brilho do mar ao longe, alheio ao perigo iminente. Sem perder mais tempo, o capitão desviou o olhar para o comunicador no painel e apertou o botão.
— Aqui é o capitão maior, estou sob ataque de perseguição na estrada, próximo à costa, estrada 167, repito, estrada 167.
— anunciou, a voz firme, mas controlada.
— Perseguição? — pensou o doutor, alarmado. Num gesto brusco, desviou o olhar do mar e focou no capitão. Ainda absorvido pela beleza da paisagem costeira, não havia notado os movimentos suspeitos à volta. Agora, a tensão no ar era palpável.
Os olhos do doutor rapidamente passaram do capitão para o retrovisor, onde viu os carros que se aproximavam perigosamente. O seu coração acelerou. O contraste entre a calma do oceano e o caos que se desenrolava na estrada era assustador.
De repente, o som seco de tiros atingindo a traseira do automóvel ecoou pela estrada. O impacto fez o carro balançar levemente, e o doutor sentiu o coração disparar.
— Doutor, fique abaixado! — ordenou o capitão, a voz firme, sem margem para discussão.
O doutor, ainda atordoado pela súbita mudança de ambiente, obedeceu prontamente, inclinando-se para o banco e protegendo a cabeça. O capitão, por sua vez, mantinha os olhos em constante movimento, buscando uma saída naquela estrada desolada. Mas a situação era crítica, à esquerda, o vasto mar; à direita, penhascos íngremes, e à frente, uma estrada interminável sem qualquer desvio.
Acelerou mais, tentando afastar-se dos perseguidores, mas os carros não cediam. A cada segundo que passava, a margem de manobra diminuía, e o capitão sentia a pressão de ter que pensar rápido. O cenário ao redor era belo, mas agora tornava-se uma prisão sem saída.
— Doutor, você sabe nadar?
As ondas batiam furiosamente nas rochas logo abaixo, e o som ecoava como um alerta implacável. A única solução que lhe veio à mente foi pular. Não havia outra saída. A maré estava baixa, um ponto a favor, mas as pedras, afiadas como lâminas, faziam o salto parecer uma sentença de morte. O inimigo estava muito próximo. Não podia atirar, a desvantagem era óbvia. Do alto do penhasco, sabia que seria um alvo fácil, exposto, sem cobertura e também por está acompanhado de uma pessoa.
— Sei sim, por quê? — respondeu o doutor, tentando manter a calma.
— É a única opção — disse o homem ao volante, o olhar fixo na estrada à frente. — O reforço não chegará a tempo. Vou tentar deixar o carro próximo aos ferros da estrada e você pula no mar. Tente pular o mais longe possível, para evitar as pedras.
O doutor olhou para fora, vendo as águas revoltas ao longe e a estreita faixa de estrada que serpenteava junto ao penhasco. Não era o cenário ideal para um plano tão arriscado, mas não havia outra alternativa. A situação tornava-se mais crítica a cada segundo.
— O resgate deve chegar daqui a alguns minutos, no máximo — continuou o homem, enquanto estendia um pequeno cilindro prateado. — Use esse sinalizador. Basta puxar a corda, e ele soltará uma fumaça vermelha. Puxe-o para cima assim que estiver na água, e o resgate poderá localizá-lo.
O doutor pegou o sinalizador. O homem, com expressão séria, entregou-lhe também um colete salva-vidas, meio amassado, mas ainda funcional.
— Coloque isso. Vai te manter à tona até o resgate chegar. Entendeu? — perguntou, com urgência na voz, sem desviar o olhar da estrada.
O doutor assentiu, sentindo o nó na garganta apertar.
— E você, não vai saltar também? — outro tiro foi arremessado ao carro.
— Pule agora, doutor.
Fechou os olhos por um segundo, tentando acalmar a mente. O som das ondas misturava-se ao zumbido de sua própria adrenalina. Num impulso desesperado, lançou-se ao vazio, o corpo flutuando por uma fração de segundo antes de ser tragado pela gravidade. O vento cortava seu rosto, e o som distante da explosão fez com que seus olhos se abrissem por reflexo.
Enquanto caía em direção às águas violentas, as últimas imagens que teve foram de uma bola de fogo consumindo o carro, iluminando o céu com um clarão vermelho. O veículo foi destroçado instantaneamente, e a explosão foi tão forte que uma parte do penhasco começou a desmoronar, espalhando rochas e destroços em todas as direções.
Por um momento, o doutor ficou atordoado, tentando compreender a magnitude da destruição. A visão tornou-se turva, e ele não conseguia localizar o capitão. Onde ele estava? Será que havia conseguido escapar a tempo? O caos engolia tudo, tornando impossível distinguir o que era terra, fogo ou mar. Era uma batalha contra a confusão crescente, mas antes que pudesse refletir mais, seu corpo atingiu a água gelada, o impacto tirando-lhe o ar dos pulmões.
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Atualizado até capítulo 87
Comments
Yedan Sonaecon
eu tô passadaaaa que adrenalina
2025-02-25
0
★𝕺𝖘𝖈𝖆𝖗 𝕬𝖑𝖍𝖔★
Não faça isso comigo autor(a)
2025-02-22
0
josilene farias
aaa autora(a) não me mata do coração /Scream//Scream/
2024-11-16
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