Na manhã seguinte, o despertar em Gettysburg foi envolto em uma bruma leve que pairava sobre a cidade, como se o próprio passado estivesse se manifestando em uma névoa de memórias. Após o café da manhã, decidimos que era hora de explorar o Campo de Batalha, um dos pontos mais icônicos e carregados de história da cidade. Equipados com mapas e uma lista de locais de interesse, seguimos animados para o que prometia ser uma experiência única.
Assim que chegamos, a magnitude do campo de batalha se revelou diante de nós. Extensas pradarias, marcadas por monumentos de granito e estátuas de heróis, contavam a história de uma luta que moldou o destino da nação. O ar estava impregnado de uma sensação de reverência e tristeza, e não pude deixar de sentir um peso emocional ao pisar na terra onde milhares de homens haviam lutado e morrido.
Decidimos começar pela famosa Little Round Top, um local estratégico que desempenhou um papel crucial na batalha. A trilha até o topo era íngreme, mas a vista panorâmica do campo de batalha era de tirar o fôlego. Enquanto subíamos, conversávamos sobre os soldados que haviam lutado ali, imaginando os sons dos canhões e os gritos de batalha que haviam ecoado naquele mesmo espaço.
Chegando ao cume, parei para apreciar a vista. O vento soprava levemente, e uma sensação de paz me envolveu, mas, ao mesmo tempo, havia uma inquietação no ar. Meu filho começou a tirar fotos, capturando a beleza do local, enquanto minha esposa observava as lápides que se espalhavam pelo campo. Eu me permiti um momento de reflexão, imaginando o sacrifício que aqueles homens fizeram pela liberdade.
Enquanto explorávamos, decidimos visitar a famosa Peach Orchard, onde algumas das mais ferozes batalhas ocorreram. À medida que caminhávamos pelo campo, as árvores frutíferas estavam repletas de frutos, e a imagem contrastava de forma inquietante com as histórias de sangue e sacrifício que permeavam o local. “É irônico, não?” comentei, “que a beleza da natureza contrasta tanto com a tragédia que aqui ocorreu.”
Enquanto passávamos por um caminho menos frequentado, uma sensação estranha começou a se instalar em mim. Era como se estivéssemos sendo observados, e não pude deixar de me perguntar se as almas dos soldados ainda vagavam por ali, sem descanso. Meu filho, percebendo minha inquietação, perguntou: “Você acredita que eles estão aqui, papai?”
“É difícil dizer”, respondi, tentando ponderar minhas palavras. “A história é cheia de relatos de experiências sobrenaturais em campos de batalha como este. Algumas pessoas sentem a presença de soldados, enquanto outras apenas ouvirem sussurros.”
Decidimos fazer uma pausa em um dos monumentos e, enquanto estávamos sentados, uma brisa repentina passou, fazendo as folhas das árvores sussurrarem. A sensação de estar cercado por algo maior do que nós se intensificou. Meu filho, visivelmente empolgado, sugeriu que fizéssemos uma pequena oração em homenagem aos soldados que ali lutaram. Assim, nos unimos em um momento de respeito, algo que parecia muito apropriado.
À medida que a tarde avançava, decidimos seguir para o cemitério nacional de Gettysburg. O lugar tinha um ar solene, e as lápides brancas brilhavam sob o sol. O silêncio ali era profundo, interrompido apenas pelo canto dos pássaros e o suave sussurro do vento. Uma sensação de paz parecia dominar o local, mas a história pesada ainda pairava no ar.
Explorando o cemitério, li algumas das inscrições nas lápides. “Aqui repousam os homens que deram suas vidas por um ideal”, dizia uma delas. Essa mensagem tocou meu coração, e novamente a ideia de que as almas daqueles que partiram ainda podiam estar presentes me veio à mente. Era como se cada pedra contasse uma história, cada nome uma vida interrompida.
Enquanto caminhávamos, minha esposa comentou sobre o quão inspirador era ver as homenagens feitas aos soldados. “É impressionante como as pessoas ainda se importam com essas histórias”, disse ela. A conversa fluiu naturalmente, e à medida que discutíamos a importância de lembrar o passado, algo se destacou: o nosso próprio papel em manter essas memórias vivas.
Com o sol começando a se pôr, decidimos retornar ao hotel. O céu estava pintado de tons de laranja e roxo, e uma sensação de realização nos acompanhava. No entanto, havia uma sombra de expectativa no ar — sabíamos que a noite traria uma nova camada de mistério à nossa experiência em Gettysburg. Ao chegarmos ao hotel, a sensação de ser observado retornou, e a conexão entre a história e o sobrenatural parecia estar mais forte do que nunca.
Ainda não tínhamos ideia do que estava por vir, mas a certeza de que estávamos prestes a desvendar segredos profundos e perturbadores começou a se firmar em nossas mentes. A jornada estava apenas começando, e as histórias de fantasmas de Gettysburg estavam prontas para se entrelaçar com nossas próprias vidas de maneiras que jamais poderíamos imaginar.
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Atualizado até capítulo 61
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