Era uma manhã ensolarada de outono em 2020 quando decidimos finalmente embarcar na viagem que tanto esperávamos. A ideia de visitar Gettysburg, um dos locais mais emblemáticos da história americana, sempre me fascinou. A Guerra Civil não era apenas um tema de interesse; era uma parte vital da narrativa do nosso país, repleta de heroísmo, tragédia e, acima de tudo, lições. Com minha esposa e meu filho a tiracolo, partimos de Richmond com a expectativa de um passeio memorável.
A estrada serpenteava por entre colinas e campos dourados, enquanto o brilho do sol refletia nas folhas que começavam a mudar de cor. As conversas em nosso carro variavam entre risadas e planos para o que iríamos explorar em Gettysburg. Eu, no entanto, estava ansioso. O que me aguardava nessa cidade histórica? Ao mesmo tempo que pensava em visitar os campos de batalha e museus, não conseguia ignorar as histórias de fantasmas que cercavam Gettysburg, uma cidade considerada uma das mais assombradas dos Estados Unidos.
Chegamos ao nosso hotel no final da tarde, o que nos deixou um pouco cansados, mas excitados. O edifício tinha um charme antigo, com sua arquitetura vitoriana e um ar de mistério que parecia envolvê-lo. Assim que entramos, a recepcionista nos cumprimentou com um sorriso caloroso, embora eu pudesse sentir que havia algo peculiar na atmosfera. Era como se o lugar estivesse carregado de histórias não contadas.
Após o check-in, pedi informações sobre as instalações do hotel. Meu plano era aproveitar a lavanderia mais tarde, já que tínhamos viajado com pouca roupa e precisávamos lavar algumas peças. A mulher me assegurou que estava tudo bem, então seguimos para o quarto. Assim que abri a porta, uma sensação estranha percorreu minha espinha, mas rapidamente me convenci de que era apenas a empolgação da viagem.
Após nos acomodarmos, decidimos sair para explorar a cidade. As ruas de Gettysburg estavam cheias de vida, com turistas e locais discutindo sobre a história que permeava cada esquina. Fui atraído por um pequeno museu que exibia artefatos da Guerra Civil e, enquanto minha família explorava, eu me perdi nas histórias de bravura e sacrifício que adornavam aquelas paredes.
O dia passou rapidamente, e quando a noite chegou, estávamos exaustos, mas satisfeitos com o que havíamos visto. No caminho de volta para o hotel, minha esposa me lembrou que eu tinha que cuidar da lavanderia. Ela brincou, dizendo que essa era uma forma de "pagar" por ter me arrastado para uma viagem que ela considerava "aberta demais para a história".
Ao chegar à lavanderia, o ambiente estava silencioso, exceto pelo suave ruído das máquinas. A placa que indicava que o funcionamento terminava às 20h ainda estava visível, e a recepcionista havia mencionado que não havia outros hóspedes por perto. Senti uma leve inquietação enquanto colocava as roupas na lavadora, mas me distraí com meu celular, assistindo a alguns vídeos para passar o tempo.
Enquanto esperava, uma sombra passou pela minha visão periférica. Instintivamente, virei a cabeça, mas o corredor estava vazio. "Deve ser apenas a luz brincando", pensei, tentando ignorar a sensação estranha que começava a me invadir. No entanto, mal sabia eu que aquela seria apenas a primeira de muitas experiências que me fariam questionar tudo o que eu sabia sobre a história e o sobrenatural.
Enquanto a máquina girava, a tensão no ar parecia aumentar, como se a história de Gettysburg estivesse se desdobrando diante de mim, pronta para ser revelada. Naquela noite, em meio a um simples ato de lavar roupas, eu estava prestes a descobrir que algumas histórias nunca morrem — elas apenas aguardam que alguém esteja disposto a escutá-las.
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Atualizado até capítulo 61
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