-Estou a esperar uma pessoa, mas se você quiser ir junto, acho que ele não vai se importar, deixo ele no local marcado, depois te levo.
— Ok, esperarei.
Esperamos uns 10 minutos e eu não sei se é Deus ou o diabo que está brincando comigo. Meide chega e entra no táxi.
Quando me vê, abre um sorriso e faz uma coisa que nunca imaginei, tenta fazer uma piada.
— Se soubesse que você tinha uma deusa esperando por mim, tinha me trocado mais rápido.
— Tento fugir de você, mas parece que a energia do planeta está conspirando contra.
— Pode ir, taxista, ela vai comigo.
— Não vou não, faça como nós combinamos.
— O que você combinou com o taxista?
— Que ele ia deixar o passageiro dele e depois me levaria para meu hotel.
— Vai, Camila, eu não gosto de comer sozinho, só janta comigo e depois te deixo no seu hotel.
Pensei um pouco e caí na tentação, aceitei mesmo sabendo que isso é um erro, o meu corpo traidor já está reagindo a ele sem ele nem me tocar.
-Me conta o que você fez todo esse tempo que esteve longe de mim.
— Meide, troquei de emprego, de casa, deixei meu bebê porque ele não queria mais morar comigo.
— Você não se cansa de falar de outros homens para mim, sabe que tenho ciúmes até do seu pensamento.
— Não falei de outro homem, meu bebê é um gato.
— Um gato, você usou um gato para me fazer ciúmes, como você é maldosa.
— Não fiz nada, você que tem a mente suja e deduziu errado.
Ele me deu um puxão e me sentou no seu colo, começou a me acariciar, me beijou de novo, amoleci e a única coisa que me controlou um pouco foi saber que o taxista estava nos observando pelo retrovisor.
-Meide, pare, eu não estou afim.
-Quando você estiver a fim então, vai me tirar a roupa em pleno táxi.
-Para de me envergonhar o que o taxista vai pensar de mim? Daqui a uns dias você vai embora e eu terei que continuar vivendo aqui e sozinha.
— Quem disse para você que vou embora?
— Você mora na Turquia, e terá que voltar para lá.
— Não sei ainda, mas isso é assunto para depois que você contar para o mundo que é minha namorada.
— Não sou sua namorada.
— Então, é minha mulher, esposa, amante, noiva, escolhe uma, qualquer uma.
— Não sou nenhuma, sou livre, solteira e não quero nada com você.
— Não é o que o seu corpo me diz, cada vez que chego perto, você terá que ser mais convincente.
— Tipo, o quê?
— Vomitar quando te beijar em vez de amolecer, querendo mais.
Comecei a rir, ele é muito persistente, não parece o turco certinho que ficou comigo presa na casa dele e nem me tocou.
— O que mudou? Lá na Turquia, você me prendeu num quarto e não tentou nem me beijar ou outra coisa nenhuma vez.
— Na Turquia, vi que usei a tática errada, você não queria um homem que te respeitasse, queria ser conquistada, então treinei as minhas técnicas de conquista e vim te buscar.
-Treinou com outras mulheres? E não é que eu não queria um homem que me respeitasse, eu queria um homem que me ouvisse, que me desse o direito a escolher, sentar no colo dele ou dar um soco no nariz dele. Para você é tudo preto ou branco e não é bem assim
— Claro, você queria que eu treinasse com quem? Com o meu amigo Yaman?
— Poderia ser! Ele é bem bonito, vai ser uma grande conquista, quantas você conseguiu conquistar?
— Não vem ao caso, o importante é que consegui atrair sua atenção.
Chegamos ao restaurante, descemos, ele pagou o táxi e o taxista me deu o cartão dele, e falou:
— Se você precisar ir embora daqui, é só me ligar que venho correndo, estou te devendo uma corrida.
— Qualquer coisa, te ligo, fica tranquilo senhor, eu conheço ele.
Vi o taxista ir embora e senti a mão de Meide na minha cintura.
— O que o taxista falou?
Ele me deu o cartão dele, caso eu queira fugir de você.
-Nossa, será que tenho cara de maníaco?
-Acho que foi a nossa conversa que o assustou.
— Só por que eu disse que treinei sedução para vir buscar você?
-Vamos comer, que eu ainda não engoli essa de você treinar com outras.
-Você não queria me ver nem pintado, eu tive que me aperfeiçoar de algum jeito, tudo que fiz foi pensando em você, morena.
Entramos no restaurante e já tinha uma mesa reservada para Meide. Me levou até lá, puxou a cadeira para eu me sentar, deu um beijo no meu pescoço e foi sentar de frente comigo, ficou me olhando.
— Pare de me olhar assim, estou ficando incomodada.
— Como estou te olhando?
— Como se eu fosse à refeição e você estivesse faminto.
— É bem assim mesmo, mas só tocarei nessa refeição se você me aceitar como o seu namorado.
— Então morrerá de fome.
— Veremos até onde você está disposta a ir, porque vou até o fim.
Jantamos, conversamos, a cada conversa ele acaba o momento me pedindo em namoro, e eu saindo dele, não facilitarei a vida desse turco, mesmo o meu corpo implorando para que ele me toque.
Acabamos o jantar, ele queria esticar a noite, eu preferi ir embora, peguei o cartão que o taxista me deu e liguei chamando.
— Camila, preciso de você, aceita namorar comigo e resolve o nosso problema, sei que você também quer.
O taxista para e me chama, eu vou na direção do táxi.
— Você ficará aí? Ou quer que deixemos você no hotel?
— É melhor eu ir para o hotel.
Meide subiu no táxi, me mantive longe dele e, quando chegou ao hotel, estiquei a mão cumprimentando.
-Tchau!, Meide.
-Tchau! Camila.
Pegou a minha mão, lambeu a palma e deu um beijo no dorso, soltou e foi para dentro e eu fui para o hotel, tentar dormir e não sonhar com ele.
Acordei cedo, tomei meu café da manhã e fui para o aeroporto pegar o avião de volta para Rio Preto.
Cheguei em casa e resolvi ir descarregar a minha energia na academia, costumo ir caminhando assim, já chego lá aquecida, faço aula de zumba.
Quando cheguei na porta, vi as meninas todas alvoroçadas, o que será que está acontecendo?
Resolvi perguntar para a recepcionista.
— Gina, o que está acontecendo?
— Camila, aquele ator turco, muito gostoso, está fazendo exercícios ali nas barras.
Dei um suspiro, quantos atores turcos devem estar em São Paulo, entrei sabendo o que ia ver, mas nada me preparou para o bando de mulheres que estavam envolta dele, e ele só sorrisos para todas elas. Ele me viu e começou a acenar como se fossemos amigos íntimos.
-Oi! Camila, estava te esperando, o pessoal da academia me falou que logo você ia chegar.
-Oi! Meide, o que você está fazendo aqui?
— Vim fazer exercícios para manter os meus músculos.
— Então fica aí que você está bem assistido que vou para minha aula de Zumba.
- Até daqui a pouco, minha morena.
- Tchau! turco gostoso.
Dei uma risada e larguei ele lá com um bando de hienas. Se ele quer viver aqui, vai ter que aprender a lidar com elas, como não vi ele no avião? Deve ter pego outro voo, como vou me livrar dele?
Fiz minha aula de Zumba, saí bebendo água e achei que ele tinha fugido e com certeza ido embora, ele não gosta de contato, aquelas mulheres estavam quase comendo ele vivo.
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Rosa Bastos
Será que ele a ama de verdade
2024-10-30
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