Descemos as escadas e fomos em direção à sala, a primeira pessoa que nos viu juntos foi a empregada, ela nem disfarçou a cara de desgosto, sua mãe quando viu nossas mãos entrelaçadas sorriu, levantou-se e disse:
__ Que alegria, agora é oficial? Quando poderemos organizar uma cerimônia? — questionou minha mãe.
__ Em alguns meses mãe, June quer namorar e noivar, vamos marcar um jantar amanhã na casa dela para fazer o pedido oficial — falou ele beijando minha mão e a mãe assentiu, realmente nos últimos tempos com sua melhora gradativa e essa libertação na mente que a fez sair dessa situação de prisioneira infeliz e submissa e a transformou novamente na senhora da sua casa nos aproximamos muito e com todo apoio no que vivi ontem vi que realmente eu não sou somente uma empregada para ela.
__ Mãe, mande que todos os empregados venham e fiquem aqui na sala, passarei orientações e quem não cumprir as ordens dela assim como as suas será penalizado — falou Carlo e a sua mãe assentiu.
__ Carlo e sobre a droga? — questionei olhando para a Clara.
__ Clara venha até aqui — falou ele e ela instantaneamente correu para a rua.
__ Eu odeio quando correm — falou e levantou saindo e mandou que o soldado a trouxesse de volta.
__ June meu bem, precisa ser a nossa rainha e apesar de ter Carlo sempre aqui é fundamental agir como uma mulher forte, quando demonstramos fraqueza todos nos pisam — falou minha futura sogra.
__ Eu fui criada de forma gentil, não gosto de tratar os outros mal — questionei.
__ Não meu bem, tem muita diferença em se impor e ser grosseira, a diferença estar em realmente não aceitar que te tratem como menos que é, mas não se preocupe, nós te auxiliaremos — finalizou e vi Carlo voltando e o soldado a trazendo.
__ Clara, diga a todos o que fez — falou ele e ela direcionou a mim um olhar de raiva.
__ Vamos sua vagabunda, não tenho o dia inteiro — falou sacudindo seu braço.
__ Eu a droguei para que ficasse fraca, o senhor me comeu uma noite antes daquele acidente e depois viveu somente para ela, não me deu segunda oportunidade e me escorraçou como um cachorro quando tentei novamente — ela falou e foi impossível não ficar feliz, ele me queria e a negou, isso mexe com o ego de uma mulher.
Lembrando do que minha sogra disse me levantei e fui ao seu encontro, o olhar de Julio, Eduardo, Carlo e da minha sogra eram firmes em mim e não podia ter falhas.
__ Você nunca trocou uma única palavra comigo, decidiu que queria um homem e resolveu me punir porque ele me quis? Você teve sua chance antes que eu pudesse pensar em algo e agora espero que ele te machuque, que sofra e saiba que ninguém, ninguém toca em uma protegida seja ela quem for — falei e acertei um tapa em sua cara, ela foi reagir, mas o soldado a segurou, de toda essa situação algo chamou a minha atenção e eu repassaria isso se tivesse certeza, a cara de decepção que Julio tinha quando me olhava.
Carlo...
Vi que minha mãe tinha conversado com June, ela levantou e seu olhar direcionado a Clara já carregava uma postura diferente, Clara ficou furiosa quando June lhe bateu, foi inevitável não achar fofo o tapa que ela levou, inesperado e sem reagir.
__ Clara vai pagar caro por ter drogado minha noiva — falei olhando para ela e sua cara de espanto com a notícia foi impagável.
__ Julio a leve para o galpão e a deixe amarrada lá, não a mate ainda, mas deixe que ela fique no quarto dos bichos — falei e ela gritou, esse quarto foi usado uma última vez por um soldado, foi meu pai quem aplicou o castigo, o homem usou uma das drogas experimentais e ficou alucinado, ele para fazê-lo pagar em vida o deixou preso no quarto amarrado, ele urinou na roupa e vomitou, quando os bichos rodeavam a cadeira e subiam em seu corpo ele se desesperou e no efeito da droga teve alucinações, o cara ficou três dias ali e saiu com mordidas, picadas, saiu tão abalado psicologicamente que assim que abriram a porta e o soltaram ele ajoelhou no chão pedindo clemencia, foi bizarro ver aquilo, porque a tortura psicológica é bem pior que a tortura física e aplicamos aquilo quando queremos castigar e fazer se render sem matar.
__ Mãe, organize um jantar aqui amanhã para receber meus sogros e meu cunhado, farei o pedido formal e auxilie June no necessário — falei e beijei as duas, primeiro June e depois minha mãe, eu precisava trabalhar e não tinha como adiar assuntos importantes, agora que tenho June para mim meu coração descansou.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Cleide Afonso
a história está ótima ele não perdoa ninguém tá completamente rendido
caidinho por ela que também está por ele eles são lindos vamos ver o que vem pela frente parabéns autora
2025-04-01
0
Vanda Farias de Oliveira
Essa sim é agirá a dica da coisa toda. Essa Clara perdeu a chance de ficar na dela e achou mesmo que o Carlos ia escolher ela com essa bagunça toda cobra 🐍 peconhenta
2025-03-01
2
Ana Lúcia De Oliveira
Acho que o Júlio não ficou feliz, parece que estava gostando da jule
2025-03-10
0