Percebi que durante a festa muitos homens me olhavam, estava constrangida e abaixei a minha cabeça, vi que o Dr. se aproximava, mas Carlo estava próximo e alguns homens o chamaram impedindo que chegasse até mim.
Aceitei uma bebida que me ofereceram e fiquei ali olhando o movimento, percebi que um grupo com quatro meninas começou a me encarar e fiquei envergonhada, como a bebida que tomei foi a primeira da minha vida acabei ficando um pouco zonza e com vontade ir ao banheiro.
Sentei no vaso e tentei recuperar minha força, mas não esperava que saindo dali seria surpreendida com a presença das mesmas meninas me esperando, tentei não dar bola para as quatro me olhando achando que meninas criadas em berço de ouro eram refinadas e apesar de estar com cara de poucos amigos achei que sei lá, não estavam em um bom dia, quando fui abrir a porta que percebi que elas estavam ali por mim.
Onde você pensa que vai empregadinha? — questionou a ruiva.
Vou para a festa, querem alguma coisa? — questionei.
Você está se achando né, ganhou um banho de loja e alguma atenção, mas não tem sangue de princesa, só serve para ser puta, e vamos te mostrar o que uma puta merece — ela falou grosseiramente e as outras duas me seguraram, ela usou a cinta do meu vestido e apertou no meu pescoço, uma delas tapou minha boca para que eu não gritasse e a outra amarrou meus braços, me senti completamente humilhada com isso e não pude me defender.
Sua puta, você não chega aos nossos pés e vamos te deixar aqui, no banheiro que é o lugar onde merda fica — ela falou e tentei raciocinar, me sentia tonta e não conseguia reagir, só queria que aquilo acabasse e a menina chutou meu estômago me fazendo vomitar e um único soco na boca que me fez sangrar ali, elas fecharam a porta e fiquei sozinha torcendo para que ninguém apareça ali.
Ouvi a porta abrir e com os olhos fechados fiquei, constrangida pela situação que me encontrava, mas quando escutei a voz do Carlo fiquei aliviada, estava com tanto medo de que me fizessem mal e comecei a me desesperar:
__ June, quem fez isso? — perguntou enquanto soltava a minha mão, sei que não deveria, mas o coloquei como uma imagem de proteção e assimilei que ele faria isso.
__ Estou bem, eu quero ir embora, me deixe ir — falei chorando e fiquei mais constrangida quando Julio e o outro homem entraram, não sabia quais ricos eram daquela forma e qual eram realmente bons.
__ Quero todos os convidados desarmados e sentados, cada pessoa que está aqui essa noite, ninguém tocará nela e sairá impune — ele falou me pegando no colo e me levando para algum lugar, enfiei minha cabeça em seu peito evitando contato visual com qualquer pessoa, quando entramos no quarto ele foi sair, mas o medo me dominou, se ele não me deixaria ir embora deveria ficar ao meu lado.
Não me deixe aqui, elas vão voltar — falei lembrando do soco e chute que levei, eu não era uma puta e não fiz nada para merecer tão cruel julgamento.
Está tudo bem, não se preocupe que ninguém vai te fazer mal, e quem fez vai morrer, isso não vai ficar assim, mas fica calma que ficarei aqui com você — falou me acalmando e ficou ao meu lado, sua mãe me trouxe um remédio e sem se impostar com nada do meu estado me cobriu enquanto ele segurava a minha mão, perdi a noção do tempo e logo apaguei sem lembrar de nada mais do que acontecia acabei dormindo.
Acordei um tempo depois e a Sr.ᵃ Lopez estava ao meu lado ainda, me sentei envergonhada e logo me desculpei.
Filha está tudo bem, assim que conseguir levantar a empregada vem trocar a roupa de cama, meu filho está furioso e alguns tiros foram ouvidos, ele gosta de você, acho que o que o Alfredo disse faz muito sentido, amor e ódio né — finalizou ela e balancei a cabeça em negativa.
Vou tomar um banho e tirar essa maquiagem e roupa, desculpe-me estragar tudo, eu entendo que as pessoas não são obrigadas a conviver com alguém de classe inferior, mas essas meninas são podres e quero distância desse tipo de gente — falei e ela pareceu triste.
Você vai nos deixar? Elas merecem isso, mas você não pode nos deixar filha, você tem sido a filha que eu não tive, eu não penso assim e Carlo muito menos, agora sossegue, quer ajuda com o banho? — questionou e neguei, levantei com cautela e senti minha barriga doer, mas não reclamei, entrei no banheiro e quando tranquei a porta chorei, liguei o chuveiro e a marca arroxeada se formava em minha barriga, entrei na água quente e me sentei no chão, pensando em qualquer mínimo motivo para ter passado por aquela situação.
Quando sai do banheiro estava tudo limpo e fiquei aliviada por não precisar enfrentar mais ninguém, deitei com o roupão mesmo e tentei dormir.
Não sei quanto tempo passou, mas vi um campo, ali eu procurava qualquer pessoa, não vi ninguém além delas, estavam ali as quatro, de repente estava nua, todos me viam, eu vi ele rir, Carlo está rindo, Carlo não me faça sofrer, Carlo, Carlo me ajuda, não posso acreditar que isso está acontecendo, não posso acreditar que serei humilhada desta forma.
Não, não, NÃO — Sinto uma mão me sacudir, estava sonhando?
Estou aqui, se acalma, ninguém te fará mal algum — falou Carlo me abraçando e vi que aquilo fora um sonho ruim, graças a Deus ele não ria, ele não iria rir de mim, me humilhar, ele sempre está ali.
Você não riu de mim? — falei mais para mim do que para ele que se virou e me encarou limpando uma lágrima que rolou ali.
__ Não, eu nunca faria isso, me desculpe por ter deixado que isso acontecesse, me desculpe se falhei e não te protegi, mas não vai mais acontecer — falou e não consegui resistir a vontade de o beijar.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 61
Comments
Márcia Jungken
coitada da June está tendo um pesadelo
2025-01-20
0
Ana Lúcia De Oliveira
se beijaram?
2025-03-10
0
Vanda Farias de Oliveira
Essa vagabas invejosas merecem ser humilhadas
2025-03-01
2