Eventos violentos envolvendo Emily se tornavam cada vez mais
comuns, mas sempre acabava acreditando nas desculpas e promessas dela. Porém,
assim como aconteceu com Sara, dessa vez Rita veio me pedir permissão para
deixar nossa cidade. Isso me machucou muito mais do que os outros pedidos. Ela
realmente cuidou de mim desde pequeno.
Estava com muita vontade de negar a saída dela, mas não pude,
pois vi os olhos dela cheios de medo e mágoa. Emily conseguiu machucar pessoas
próximas a mim e que eu amava. Isso era imperdoável.
Eu abracei aquela senhora maravilhosa, e permiti que
deixasse nossa cidade, desde que aceitasse uma ajuda financeira minha para se
manter. Ela merecia uma vida tranquila e estável, principalmente depois dos
últimos anos convivendo com minha companheira maluca.
Alguns meses se passaram até que eu recebi a notícia de que
Rita havia falecido por conta de uma doença. Mas o que mais me entristeceu foi
descobrir que ela estava sozinha em uma fila de hospital quando isso aconteceu.
Por que ela não utilizou o dinheiro que eu estava enviando?
Ao investigar, descobri que a quantia que eu enviava havia
sido cortada quase noventa por cento, o que garantia que Rita pagasse apenas um
aluguel simples, suas contas básicas e comprasse alguma comida de forma
racionada, por mês. E a casa onde morava consistia em um pequeno quarto,
cozinha e banheiro, em um pequeno cortiço numa área perigosa da cidade vizinha.
Quando questionei o porquê disso, recebi a informação de que
minha Luna havia mandado cortar o auxílio de custo, sob minhas ordens.
Assim que a questionei, ela fez cara de choro e infantilizou
a voz, para se justificar.
- Alezinho\, não fazia sentido sustentar mais ninguém. Precisamos
cuidar de quem está na nossa alcateia, e não dos desertores.
- Os que estão abandonando nossa cidade\, o fazem por sua
causa. Pelas suas loucuras e abusos!
- Não tenho culpa se todos aqui são fracos e querem ser
tratados como bebês mimados.
- A única mimada que eu tenho visto aqui\, é você! Não
entendo o que acontece na sua cabeça, que te faz imaginar ser aceitável tratar
as pessoas como se não tivessem importância nenhuma.
- Você sabe que eu não faço por mal. Eu erro tentando
acertar e fazer o melhor por nosso grupo.
- Isso parece improvável. Parece que você gosta de ver os
outros sofrendo e não se importa com ninguém.
- Não\, não é verdade... Eu me importo sim\, com você... e
quando tivermos nossos filhos, vou me importar com eles também.
- Não\, você não vai. E você não se importa comigo. Se você
se importasse de verdade, eu não passaria mais tempo do meu dia resolvendo suas
cagadas ao invés de cuidar da minha matilha.
Eu saí da sala, deixando Emily sozinha. Fui para meu
escritório e ajeitei o sofá para que eu dormisse lá. Não queria ficar próximo
dela, pois sabia que assim que sentisse o cheiro de rosas que ela emanava, iria
esquecer tudo, e eu queria lembrar e digerir, para saber o que fazer.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Vanderléia Menezes Paixão
Ela está encenando ele com as 🌹 🌹
2024-12-25
2
Fátima Ramos
Emilly deve de o ter enganado com concluío do pai dela
2024-12-23
2
Salome Pereira
o pai dela e o beta com certeza ele arrumou um feiticeiro,pra fazer alguma porção ou mandinga
2024-11-30
2