Na sala de conferência, as luzes fluorescentes iluminavam os rostos dos cientistas e da Diretora Dra. Isadora, que se reuniam para discutir as recentes observações sobre os prisioneiros do reformatório. O clima era carregado de expectativa e tensão, quando Dr. Kade, o psicólogo, trouxe à tona uma nova revelação.
“Precisamos falar sobre Void,” começou Kade, sua voz firme, mas com um toque de hesitação. “Durante o interrogatório, ele mencionou algo que pode mudar tudo. Aparentemente, ele pode ser usado como um receptáculo para algo maior.”
As palavras de Kade pairaram no ar, e a sala ficou em silêncio. A Dra. Isadora franziu a testa, claramente chocada pela ideia. “Um receptáculo? O que você quer dizer com isso?”
Kade continuou, sua expressão séria. “Ele possui uma resiliência única e uma capacidade de suportar pressões que outros não conseguem. Isso pode significar que ele tem o potencial de conter ou canalizar energias que não compreendemos completamente.”
Os cientistas trocaram olhares preocupados e intrigados. A ideia de que um prisioneiro, alguém que parecia comum, pudesse ter esse tipo de potencial era desconcertante. A Dra. Isadora se inclinou para frente, suas mãos entrelaçadas em um gesto de concentração. “Se isso for verdade, precisamos investigar mais a fundo. Void pode ser a chave para algo que nem sequer imaginamos.”
“Precisamos tomar cuidado,” advertiu um dos cientistas. “Se ele realmente for um receptáculo, as implicações podem ser enormes. Devemos garantir que essa informação não caia em mãos erradas.”
Kade assentiu, entendendo a gravidade da situação. “Sim, mas também precisamos abordá-lo com cautela. Se conseguirmos estabelecer um diálogo e entender o que há por trás de suas palavras, poderemos descobrir muito mais. Ele pode não ser apenas um prisioneiro, mas alguém essencial para nossa pesquisa.”
A conversa continuou, mergulhando em estratégias para se aproximar de Void e explorar seu potencial. A ideia de um jovem comum escondendo um poder extraordinário era ao mesmo tempo fascinante e aterradora, e a equipe estava determinada a descobrir a
verdade por trás dessa revelação.
Os dias passaram-se lentamente no reformatório, cada um carregando uma rotina marcada por desafios e interações tensas. A Diretora Dra. Isadora estava atenta às mudanças que ocorriam entre os jovens, especialmente após as revelações sobre Void. Enquanto ela analisava relatórios e organizava dados, uma ligação inesperada interrompeu seu trabalho.
Atendendo ao telefonema, Isadora franziu a testa ao ouvir a voz do assessor nacional. “Dra. Isadora, preciso que esteja ciente de que uma reunião muito importante será convocada. O assunto principal será o desempenho dos reformatórios em todo o país, incluindo o nosso. Precisamos discutir os presos, suas condições, os tipos de trabalhos que realizam e o grau de perigo que representam.”
A diretora sentiu um frio na espinha. A pressão para apresentar resultados positivos era constante, e essa reunião poderia ter repercussões significativas. “Entendo. Quando será a reunião?” perguntou, tentando manter a calma.
“Na próxima semana. Todos os diretores dos reformatórios estarão presentes. É crucial que você traga dados atualizados e uma análise do comportamento dos jovens, especialmente em relação aos casos mais problemáticos.”
Isadora assentiu, sabendo que isso significava que ela precisaria preparar um relatório abrangente. “Certamente. Iremos focar nas estatísticas e em como podemos melhorar as intervenções. Também trarei informações sobre os casos que estão se destacando.”
Após encerrar a ligação, a diretora respirou fundo, refletindo sobre a pressão que se acumulava. Ela sabia que o desempenho do reformatório seria avaliado, e isso incluía o caso de Void e as descobertas recentes sobre seu potencial. Com um plano em mente, Isadora decidiu convocar uma reunião com a equipe para discutir as informações que precisariam compilar e as estratégias a serem apresentadas.
Enquanto isso, Kade e os outros cientistas estavam cada vez mais intrigados com a possibilidade de Void ser um receptáculo. A Diretora percebeu que, se pudessem demonstrar progresso e entender melhor a dinâmica entre os prisioneiros, teriam uma chance melhor de impressionar os avaliadores na reunião.
Com essa determinação, Isadora começou a organizar os dados e a formar uma narrativa que destacasse não apenas os desafios, mas também o crescimento e as oportunidades dentro do reformatório. O futuro do lugar e dos jovens sob seus cuidados dependia disso.
Enquanto isso, em uma área isolada do reformatório, alguns presos estavam ocupados quebrando pedras sob o sol escaldante. O som das marteladas ressoava pelo espaço, mas o ambiente era pesado com a tensão e o cansaço dos jovens, que lutavam para se adaptar às tarefas árduas.
Void estava entre eles, lutando para se acostumar com o trabalho. Seus braços doíam após horas de esforço, e ele sentia a exaustão se acumulando. A rotina pesada era um desafio, e ele se perguntava como havia chegado a esse ponto. No entanto, havia algo dentro dele que se recusava a se deixar abater.
Depois de mais um golpe frustrante, Void sentiu a dor em seu braço aumentar. Em um momento de frustração, ele decidiu que precisava liberar a tensão acumulada. Com um movimento repentino, ele deu um chute poderoso em uma das pedras maiores, acertando-a com precisão. Para sua surpresa, o impacto foi tão forte que a pedra se quebrou em várias partes, espalhando fragmentos pelo chão.
Os outros prisioneiros pararam, boquiabertos com o que acabaram de testemunhar. O silêncio se instalou por um breve momento, enquanto eles absorviam a cena. A força e a habilidade de Void eram impressionantes, e muitos não esperavam que alguém como ele pudesse demonstrar tal poder.
“Você viu isso?” murmurou um dos jovens, incredulidade em sua voz. “Ele realmente quebrou a pedra com um chute!”
O clima na área de trabalho mudou. O que antes era um fardo tornou-se uma fonte de admiração e respeito. Void, percebendo que atraíra a atenção, sentiu uma onda de confiança emergir dentro de si. Ele não era apenas um prisioneiro sem poder; havia algo mais ali, uma força que ele começava a entender.
Conforme os outros recomeçaram a trabalhar, a atmosfera estava diferente. Void percebeu que talvez pudesse ser mais do que apenas um número entre os prisioneiros. Ele tinha a capacidade de se destacar e, quem sabe, até mesmo de inspirar outros ao seu redor.
Void estava isolado em uma área afastada do reformatório, longe do olhar atento dos outros prisioneiros que se dedicavam a quebrar pedras maiores e mais desafiadoras. Ele se concentrou nas pedras menores e médias, um trabalho que parecia insignificante, mas que lhe proporcionava uma pausa mental das tensões do dia a dia. A batida rítmica de seu martelo ecoava em seus pensamentos, uma meditação forçada em meio ao caos.
Enquanto se dedicava a essa tarefa, um golpe mais firme fez com que uma das pedras se fragmentasse de forma inesperada. No entanto, ao invés de apenas mais um pedaço de rocha, algo diferente apareceu no meio dos destroços. Uma luz dourada e radiante emergiu, ofuscando seus olhos. Void se inclinou para ver melhor e, para sua surpresa, revelou uma jóia que parecia ser um âmbar milenar, reluzindo com um brilho profundo e misterioso.
A beleza da pedra o deixou sem palavras. Ele olhou para os lados, assegurando-se de que ninguém estava prestando atenção. A joia emanava uma aura de poder, como se guardasse segredos de eras passadas. Sentindo uma conexão inexplicável com o objeto, Void não hesitou. Com um gesto rápido, ele a pegou e a escondeu no bolso de dentro de sua camisa, um espaço que ele havia improvisado para guardar pequenas coisas que encontrava durante seu trabalho.
O coração de Void batia intensamente. O que significava aquele âmbar? Por que estava ali, em meio a um reformatório? Ele não sabia, mas sentia que havia encontrado algo que poderia mudar sua vida. A joia parecia pulsar, como se estivesse viva, e ele a segurou com firmeza, sentindo uma onda de energia percorrer seu corpo.
Enquanto os outros prisioneiros continuavam a trabalhar, alheios à descoberta de Void, ele começou a contemplar as possibilidades. Aquela jóia poderia ser mais do que um simples objeto; poderia ser a chave que ele precisava para desvendar seu próprio potencial. Em sua mente, imagens de um futuro diferente começaram a se formar, um futuro onde ele não era apenas um prisioneiro, mas alguém destinado a grandes feitos.
Com a joia escondida, Void voltou a quebrar as pedras, mas agora havia uma nova determinação em seu olhar. Ele não era mais apenas um jovem perdido em um mundo de rejeição. Havia algo grandioso à espera dele, e ele estava pronto para descobrir o que o destino tinha reservado. A jornada que começou com dor e solidão agora se transformava em uma busca por significado e poder, e a jóia de âmbar era o primeiro passo em direção a um futuro incerto, mas promissor.
Void continuava sua rotina no reformatório, agora com uma nova perspectiva e um segredo guardado a sete chaves. Durante mais uma sessão de quebra de pedras, ele teve a sorte de encontrar mais duas jóias: uma de um profundo tom roxo e outra com padrões intrigantes de rosa, branco e azul. O brilho delas o hipnotizava, e ele as escondeu rapidamente no bolso de sua camisa, consciente de que não poderia deixar que ninguém visse o que havia descoberto.
Assim que a sirene soou, sinalizando a hora do almoço, Void se juntou aos outros prisioneiros na cantina. Ele não se importava muito com a ausência de seus amigos Lira, Kai e Rax; estava mais preocupado com as jóias e o que elas poderiam significar. Sentando-se em uma mesa, começou a mastigar a comida sem muito apetite, mas logo decidiu que precisava saber mais sobre aquelas pedras que agora ocupavam seus pensamentos.
Com um olhar casual, ele se virou para um dos presos que estava mais próximo, um jovem chamado Jorak, que era conhecido por suas histórias sobre o mundo fora das paredes do reformatório. “Ei, Jorak,” começou Void, tentando soar despreocupado. “Por acaso, existem jóias como se fossem âmbar, mas com cores únicas? E o que elas podem fazer? Tipo, podem despertar uma raça? Como são categorizadas?”
Jorak levantou uma sobrancelha, intrigado pela pergunta. Ele parecia hesitar por um momento, mas, em seguida, a curiosidade tomou conta dele. “Ah, você está falando das gemas ancestrais! Existem muitas, meu amigo. Cada uma tem suas próprias propriedades e efeitos dependendo da cor e da raridade. Vou te dar uma ideia das classificações.”
Aqui está uma coletânea de 45 gemas ancestrais, cada uma com uma cor distinta e uma história que molda suas interações com diferentes raças mágicas.
...fim do episódio...
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Atualizado até capítulo 123
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