Três dias haviam se passado desde que Arkhan revelara as localizações dos portais restantes. O grupo, composto por Elyana, Aric, Melodia e Adriel, passara esse tempo se recuperando, estudando e treinando. Arkhan estava em constante contato com outros curandeiros e sábios, tentando reunir mais informações que pudessem ajudar a fechar o portal na floresta.
Naquela manhã, o sol nascente pintava o céu com cores de fogo, enquanto o grupo se reunia do lado de fora da cabana de Arkhan. As bolsas estavam cheias de suprimentos, as armas prontas, e os corações, embora determinados, estavam pesados com o fardo da missão que os aguardava.
— Estamos prontos? — perguntou Elyana, ajustando a espada em sua cintura.
Aric, ao lado dela, segurava o machado firmemente. Seu rosto estava sério, mas havia uma determinação silenciosa em seus olhos. — Quanto antes começarmos, melhor.
Melodia, sempre animado, tentava disfarçar a tensão. — Bom, se formos morrer, pelo menos morreremos juntos, não é? — Ele lançou um sorriso nervoso para Adriel, que apenas balançou a cabeça, acostumado com as tentativas de Melodia de aliviar o clima.
— Eu preferia não morrer — disse Adriel, verificando o chicote carmesim em sua cintura. — Mas entendo seu ponto.
Arkhan saiu da cabana, carregando uma pequena bolsa de couro e alguns pergaminhos antigos. Seu semblante estava grave, mais sério do que o grupo costumava ver.
— Encontrei algumas informações sobre o portal — começou ele, abrindo um dos pergaminhos. — Acredita-se que este portal tenha sido criado em uma antiga confluência espiritual, um lugar onde as energias da floresta e do mundo espiritual se encontram. É por isso que os demônios conseguiram corrompê-lo tão facilmente. A chave para fechá-lo está nas forças da natureza ao nosso redor.
Elyana franziu o cenho. — E como usamos essas forças?
Arkhan entregou um pequeno amuleto para cada um deles. — Esses amuletos estão ligados à energia da floresta. Quando estiverem perto do portal, vocês sentirão a conexão. Use isso para sintonizar com o ambiente ao redor. A natureza vai lutar ao lado de vocês, se souberem como ouvi-la.
— Então Melodia vai liderar essa parte? — Adriel perguntou, olhando para o amigo.
Melodia olhou para os amuletos com curiosidade, depois para o grupo. — Parece que sim. Eu sou o único aqui que pode entender o que a floresta está dizendo, não é?
— E vamos precisar dessa habilidade mais do que nunca — disse Arkhan, com um olhar preocupado. — Este portal é apenas o primeiro. Se não conseguirmos fechá-lo, os outros dois se abrirão completamente. E, se isso acontecer, não haverá como detê-los.
Elyana assentiu, guardando o amuleto com cuidado. — Vamos fechar esse portal. Não há outra opção.
Com isso, o grupo se despediu de Arkhan e começou sua jornada em direção à floresta. A atmosfera era silenciosa, mas carregada de expectativa. Elyana liderava, com Aric logo atrás, enquanto Melodia e Adriel caminhavam lado a lado, trocando poucas palavras.
A floresta de Aric era densa, com árvores altas e antigas que pareciam ter testemunhado eras de história. Enquanto caminhavam, Melodia começou a murmurar canções antigas, quase imperceptíveis, mas que ressoavam nas árvores ao redor. Ele estava se preparando, sintonizando-se com as energias naturais da floresta.
— Sinto algo — disse Melodia, parando abruptamente.
O grupo se virou para ele, atento.
— O portal está próximo. A energia está... distorcida. É como se a floresta estivesse lutando contra algo, mas ao mesmo tempo fosse sufocada.
Elyana colocou a mão no cabo da espada. — Estamos prontos?
Melodia assentiu, concentrando-se no som da floresta. — Quanto mais nos aproximamos, mais forte essa sensação fica. É como se as árvores estivessem gritando.
— Então vamos continuar — disse Aric, com firmeza.
Conforme se aproximavam, o ar ao redor parecia ficar mais pesado, quase sufocante. As árvores que antes eram verdes e vibrantes agora estavam retorcidas, suas folhas murchas e caídas. A presença do portal era evidente, corrompendo a vida ao redor.
Finalmente, chegaram a uma clareira. No centro, uma fenda no ar parecia pulsar com energia negra, como se a própria realidade estivesse sendo rasgada. O portal.
— Lá está — disse Elyana, sua voz baixa e tensa. — É pior do que eu imaginava.
Melodia deu um passo à frente, segurando seu amuleto. — Agora é a hora. Precisamos sincronizar com a floresta e usar sua força para fechar essa coisa.
Adriel e Aric ficaram ao lado de Elyana, prontos para enfrentar qualquer criatura que pudesse surgir do portal enquanto Melodia começava a invocar suas magias sonoras. Sua voz ecoava pela clareira, e as árvores ao redor pareciam reagir, tremendo levemente ao som de suas palavras.
No entanto, antes que pudessem agir, uma sombra se ergueu do portal. Uma criatura demoníaca, com olhos brilhantes e garras afiadas, emergiu, rugindo em direção ao grupo.
— Lá vamos nós — disse Adriel, puxando seu chicote.
Elyana desembainhou sua espada, enquanto Aric segurava o machado com força.
— Vamos fechar esse portal, e vamos sobreviver a isso — Elyana declarou, avançando com determinação.
A batalha estava prestes a começar, e a verdadeira luta pelo destino do mundo começava ali, naquela clareira corrompida.
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Atualizado até capítulo 16
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