A madrugada ainda cobria o vilarejo quando Aric e Elyana cavalgaram pelas ruas silenciosas, suas mentes presas em um turbilhão de pensamentos. A luz fraca do amanhecer começava a despontar no horizonte, mas o alívio que esperavam encontrar na fuga parecia cada vez mais distante.
A sensação de estarem sendo observados nunca os abandonou desde que saíram da estalagem. O medo de que o estalajadeiro soubesse mais do que havia revelado era sufocante, mas eles não tinham tempo para hesitar.
À medida que se aproximavam do centro do vilarejo, os primeiros sinais de vida começavam a aparecer. Algumas janelas se iluminavam, e o som distante de passos ecoava pelas ruas de paralelepípedos. Mas então, algo inesperado aconteceu.
Do nada, uma figura solitária surgiu bem no meio do caminho. Aric puxou as rédeas do cavalo abruptamente, parando de forma brusca, enquanto Elyana fez o mesmo ao seu lado. Eles entreolharam-se, o ar ficando pesado com a presença que emanava da figura à frente.
Era o estalajadeiro.
— Vocês realmente pensaram que poderiam fugir? — a voz dele soou, cortante como uma lâmina. Mas havia algo diferente em seu tom agora, algo que fez o sangue de Elyana gelar.
Antes que pudessem reagir, o estalajadeiro começou a se contorcer de maneira antinatural, sua pele se distendendo e rasgando enquanto um brilho alaranjado emergia de seu interior. Garras afiadas substituíram suas mãos, e chifres negros e retorcidos surgiram em sua cabeça. O ar ao redor começou a esquentar, e o cheiro de enxofre impregnava o ambiente.
A transformação foi rápida e brutal, revelando uma criatura horrenda e imponente. Ateeveskur, o demônio de nível especial, estava diante deles, sua forma demoníaca aterrorizante e cheia de uma malícia inumana. Sua pele era de um vermelho profundo, coberta por placas de escamas negras, e seus olhos, duas fendas flamejantes, observavam Elyana e Aric com um desprezo frio.
— Eu sou Ateeveskur, e vocês, tolos, estão prestes a conhecer o verdadeiro terror — ele rugiu, sua voz reverberando como trovões, e com um movimento rápido de sua cabeça, ele abriu a boca, soltando uma rajada de fogo ardente em sua direção.
Elyana e Aric mal tiveram tempo de desviar, jogando-se de seus cavalos enquanto as chamas engolfavam o espaço onde estavam momentos antes. O chão ao redor deles explodiu em brasas, e o calor era sufocante.
Aric, com uma força que parecia sobre-humana, girou seu machado, criando uma onda de ar que desviou parte das chamas, enquanto Elyana se posicionava ao lado dele, espada em punho, seus olhos fixos na criatura à sua frente.
— Nós não vamos cair sem lutar, monstro! — Elyana gritou, avançando com uma velocidade impressionante.
Ateeveskur riu, uma risada que era uma mistura de prazer e crueldade. Ele observava os dois com uma confiança desdenhosa, como se soubesse que eles não tinham chance.
— Vocês são insignificantes! — o demônio rugiu, lançando outra rajada de fogo enquanto suas garras afiadas cortavam o ar.
A batalha se desenrolou em meio ao vilarejo, as chamas e o aço se chocando enquanto Aric e Elyana lutavam pela sobrevivência. O poder de Ateeveskur era aterrorizante, mas a coragem e a determinação dos dois guerreiros não recuavam.
Enquanto a luta prosseguia, o vilarejo acordava em meio ao caos, os aldeões fugindo em pânico ao verem o demônio em plena luz do amanhecer. Mas a verdadeira batalha ainda estava para ser decidida, e Elyana e Aric sabiam que, para sobreviver, precisariam de mais do que apenas força e habilidade — precisariam de sorte e estratégia para derrotar um inimigo tão poderoso.
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Atualizado até capítulo 16
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