Capítulo 07 - Um refúgio temporário

Após a intensa batalha e a destruição da cabana, Elyana e Aric montaram seus cavalos e partiram à noite. A fuga era essencial para sua sobrevivência, e a única coisa que os guiava era a necessidade de se afastar dos demônios e encontrar um local seguro.

Enquanto cavalgavam por estradas sinuosas e sombras densas da floresta, a tensão era palpável. O silêncio da noite parecia engolir os sons dos cascos dos cavalos, e o vento cortante trazia um frio que fazia seus corpos ainda mais tensos. Elyana e Aric se revezavam na liderança do caminho, ambos em constante alerta, temendo um novo ataque a qualquer momento.

Quando o sol começou a raiar, eles avistaram um vilarejo pequeno, mas acolhedor, no horizonte. O vilarejo era um local pacífico, com casas de pedra e telhados de palha que contrastavam com o caos da noite anterior. A promessa de descanso e segurança era tentadora, e eles se dirigiram para lá com esperança.

No centro do vilarejo, encontraram uma estalagem modesta. O sinal de "Vagas" pendurado na frente era um alívio. Eles desmontaram os cavalos e entraram no estabelecimento, onde foram recebidos por um estalajadeiro de meia-idade. O homem, com um olhar atento e uma expressão acolhedora, os saudou.

— Bom dia! Vocês parecem precisar de um bom descanso. Como posso ajudá-los? — perguntou o estalajadeiro, avaliando os viajantes.

Elyana, com as marcas da batalha visíveis, respondeu com um tom cansado. — Precisamos de um quarto para descansar, comida e um lugar para limpar nossos equipamentos. Estamos dispostos a pagar.

O estalajadeiro acenou com a cabeça e os conduziu para um quarto simples, mas confortável. O quarto tinha uma cama de madeira com colchão de penas, uma mesa e uma cadeira, e uma pequena lareira que ajudava a esquentar o ambiente. Era um alívio ter um lugar onde pudessem relaxar e tratar de suas feridas.

Enquanto Elyana e Aric se acomodavam no quarto, o estalajadeiro preparou uma refeição na sala comum da estalagem. O aroma de carne assada e pão fresco era convidativo. Quando se sentaram à mesa, a comida era simples, mas nutritiva — sopa quente, pão crocante e um ensopado de carne. O estalajadeiro trouxe também uma jarra de água fresca e vinho, proporcionando um momento de conforto.

Enquanto comiam, Elyana e Aric conversaram sobre os eventos recentes. A batalha na cabana havia sido brutal e a destruição total, e agora se perguntavam como os demônios haviam conseguido encontrá-los com tanta facilidade.

— A pergunta que não sai da minha cabeça é como eles nos localizaram — disse Elyana, enquanto limpava o suor de sua testa. — Como podem ter nos seguido tão rapidamente?

Aric, comendo devagar, refletiu sobre isso. — É possível que eles tenham algum tipo de rastreamento ou magia que os guia. Precisamos considerar que talvez haja mais do que apenas a força bruta envolvida.

Depois da refeição, Elyana e Aric foram até o lavabo para limpar suas feridas e equipamentos. Elyana tratou das suas feridas com os remédios que carregava, enquanto Aric verificava seu machado e sua armadura. A sensação de estar em um lugar seguro, mesmo que temporariamente, trouxe um alívio bem-vindo.

A noite caiu e o vilarejo se tornou tranquilo. As luzes das casas brilhavam suavemente, e o som distante de uma fonte de água correndo trazia uma paz que Elyana e Aric não haviam experimentado há algum tempo. No entanto, a sensação de que estavam sendo observados ainda pairava no ar.

No quarto, enquanto Elyana e Aric se preparavam para dormir, conversaram sobre o que viria a seguir. Sabiam que o vilarejo não era mais do que um descanso temporário e que sua jornada estava longe de acabar. A ameaça dos demônios ainda era real e os desafios à frente eram incertos.

— Vamos descansar bem esta noite. Amanhã, precisamos estar prontos para continuar nossa busca — disse Elyana, enquanto se deitava na cama.

Aric concordou e apagou a luz da pequena lamparina, permitindo que a escuridão da noite envolvesse o quarto. Ambos fecharam os olhos, tentando esquecer a tensão dos últimos dias, mas com a mente ainda alerta para o que viria.

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Almendra Acevedo

Almendra Acevedo

Continua escrevendo, autora, você tem um dom! Sou sua fã! 😉

2024-09-03

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