A noite caiu sobre a floresta, envolvendo a cabana em uma escuridão profunda e opressiva. O crepitar da lareira lançava uma luz trêmula, projetando sombras inquietantes nas paredes de madeira. Aric, sentado ao lado da cama onde Elyana estava deitada, observava atentamente, seu rosto iluminado apenas pela luz do fogo. A mulher estava inconsciente, seu corpo imerso em um profundo descanso febril.
Aric havia feito o melhor que podia com as ervas e remédios disponíveis. A cada momento que passava, ele sentia a pressão aumentar. Elyana não apresentava sinais claros de melhora, e ele estava ciente de que o tempo estava contra eles. A floresta, com sua tranquilidade usual, agora parecia um mero pano de fundo para a crise que se desenrolava em sua cabana.
O silêncio foi quebrado por um som distante, um murmúrio baixo e inquietante que parecia vir de fora. Aric parou imediatamente e se levantou, sua mente alertada. Ele foi até a janela e olhou para a escuridão lá fora, mas não conseguiu ver nada além das sombras projetadas pela luz da lua. A sensação de estar sendo observado era palpável, como se a própria floresta estivesse consciente da ameaça.
Aric fechou a janela e voltou para perto da cama de Elyana. Ele a examinou novamente, ajustando as compressas e verificando os sinais vitais dela. Apesar de seus esforços, os ferimentos eram graves e ela parecia cada vez mais enfraquecida. Ele sabia que precisava agir rápido, mas não tinha certeza de qual seria o próximo passo.
— Fique tranquila — murmurou Aric para Elyana, mesmo sabendo que ela não estava consciente. — Vou fazer o que for necessário para te manter segura.
Enquanto preparava algumas ervas para possíveis infecções, Elyana acordou com um sobressalto. Seus olhos se abriram, e ela olhou ao redor com um olhar confuso e aterrorizado. Aric se aproximou imediatamente, notando a agitação em seu olhar.
— O que... o que está acontecendo? — a voz dela estava fraca e rouca, mas havia uma urgência palpável.
— Você está segura aqui. Fiz o melhor que pude para tratar seus ferimentos — respondeu Aric, tentando manter a calma. — Mas precisamos saber mais sobre a ameaça que você mencionou.
Elyana tentou se sentar, mas a dor a fez recair na cama. Ela olhou para Aric, seus olhos refletindo uma mistura de gratidão e desespero.
— Eles estão... mais próximos do que você imagina. — Ela fez uma pausa, respirando com dificuldade. — A invasão... foi só o começo. Eles têm um plano para acabar com tudo.
Aric franziu a testa, tentando processar as informações. Ele sabia que os Demônios Milenares eram uma ameaça, mas a magnitude do perigo estava começando a se tornar clara.
— O que você sabe sobre o plano deles? — perguntou Aric, seu tom carregado de preocupação.
Elyana olhou diretamente para ele, seus olhos demonstrando uma dor profunda.
— Eles querem abrir um portal... um portal para uma dimensão onde podem... destruir tudo sem limites. Eu sou a única que pode impedir isso, mas não sei quanto tempo tenho antes de ser capturada novamente.
Aric sentiu uma onda de determinação crescer dentro dele. Ele nunca imaginara se envolver em algo tão grandioso, mas a necessidade de proteger Elyana e impedir a destruição de seu mundo o impulsionava.
— Então precisamos nos preparar. Se eles estão tão próximos, não temos muito tempo — disse Aric, seu tom decidido.
Elyana assentiu lentamente, fechando os olhos com um suspiro de alívio ao ver a determinação de Aric. Sua confiança, embora frágil, parecia renovada pela presença dele.
Aric começou a se mover pela cabana, decidindo preparar-se para a iminente ameaça. Ele revisou suas armas e equipamentos, verificando cada detalhe com cuidado. O que antes era um lugar de paz agora estava se transformando em um bastião de resistência. Ele preparou algumas armadilhas improvisadas nas proximidades da cabana e verificou os pontos de entrada para garantir que estivessem bem seguros.
Enquanto trabalhava, o vento uivava lá fora, e o som das árvores balançando parecia mais ameaçador. Aric não pôde ignorar a sensação crescente de que algo estava se aproximando. Ele retornou à cabana e se sentou perto da cama de Elyana, mantendo um ouvido atento para qualquer sinal de perigo.
A noite se arrastou lentamente, e Aric se revezou entre vigiar a floresta e cuidar de Elyana. A tensão estava palpável, e ele sabia que a qualquer momento, a ameaça que pairava sobre eles poderia se materializar. A floresta, antes um refúgio seguro, agora estava cheia de sombras e presságios sombrios.
Enquanto o sol começava a nascer, Aric se preparava para enfrentar o que quer que viesse. Ele olhou para Elyana, cuja respiração estava um pouco mais tranquila, e fez uma silenciosa promessa: protegeria ela e lutaria contra a escuridão que se aproximava, não importa o custo.
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Atualizado até capítulo 16
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