Margaret entrou no estúdio com a maior dignidade, mas assim que ficou sozinha com Bastian, seus pensamentos a traíram, deixando-a completamente vermelha, o que Bastian achou adorável. Margaret era uma mulher muito expressiva.
— Minha bela esposa me honra com sua presença. Venha, querida, quero te mostrar uma coisa.
Margaret se aproximou, completamente ingênua do que a mente maquiavélica de Bastian estava tramando. Uma vez perto, o leão puxou sua presa, fazendo-a cair em seu colo enquanto a abraçava por trás.
— Queria te deixar descansar mais um pouco. Temo que fui muito brusco; por isso não saí da minha escrivaninha. A necessidade de ir te ver era imensa, mas eu não queria te agobiar.
Margaret estava completamente arrepiada; Bastian estava falando muito perto de seu ouvido, e sua voz era tão sensual que a fazia tremer, enquanto mãos travessas deslizavam pelo vestido desconfortável. Margaret apertava as mãos nele.
— Esse vestido não está te sufocando — disse Bastian enquanto a acariciava com mais ousadia.
— Pare de ser tão ousado, estamos no seu escritório — Resmungou Margaret. Bastian era um completo atrevido, e era algo que ela gostava, mas ao mesmo tempo a assustava muito; ela não sabia como lidar com esse tipo de emoção.
— Diz a mulher que me viu como minha mãe me trouxe ao mundo em um rio — Bastian gostava do quão fofa ela ficava corada; sua esposa era um encanto.
— Lá fora estão seus guardas, eles podem nos ouvir — Margaret já estava sedenta pela sedução de seu marido. Ela não podia negar o que Bastian causava nela, mas, repentinamente, e sem que ela esperasse, ele parou imediatamente a ação, deixando Margaret desconcertada.
— Venha, vou te levar para conhecer o palácio. Apesar da sua semelhança com o palácio dos imperadores, este guarda mistérios que vão te fascinar. — Margaret estava desconcertada; ela queria continuar no colo do marido, mas ele parecia ter mudado de ideia.
Por sua vez, Bastian pensou que poderia assustá-la com suas ações, então decidiu dar-lhe um pouco de espaço antes de voltar a devorá-la completamente.
O passeio foi agradável; Bastian mostrou a ela cada passagem secreta que havia no palácio, para que, em algum momento, se ela estivesse em perigo, tivesse conhecimento das rotas de fuga.
Margaret estava deslumbrada com os segredos do palácio, além de ser realmente lindo; os detalhes e acabamentos eram perfeitos.
— Meus pais não queriam que houvesse uma guerra interna pelo trono, então criaram este palácio para um de seus filhos, a fim de que ele não se sentisse deslocado ou inferior. Apesar de o título de arquiduque estar abaixo do imperador, no meu caso, desfruto de muitas vantagens que meu irmão, por estar preso ao trono, não pode. — Margaret franziu a testa, pois pensou que Bastian estava se referindo a ter muitas mulheres. É sabido que o pai da imperatriz pediu que ela fosse a única mulher do imperador.
— Meus senhores, o jantar está servido. — Fermín estava procurando por eles como um louco; o casal havia escapado deles o tempo todo.
Ao chegar à sala de jantar, Margaret ainda estava franzindo a testa e o clima estava um pouco tenso, até que ela decidiu quebrar o silêncio constrangedor.
— Por que as criadas da falecida ainda estavam no arquiducado? — Essa era uma pulga atrás da orelha de Margaret desde o momento em que ela enfrentou aquela criada.
— Elas me pediram asilo porque estavam acostumadas com o arquiducado, e como toda a família estava aqui, não queriam se separar, pois em seu país não tinham mais trabalho e não queriam começar do zero.
— Ainda há funcionários que vieram com aquela mulher?
— Umas cinco criadas a mais e suas respectivas famílias.
— Vou fazer uma avaliação e, se não forem aptas para o cargo, terei que dispensá-las.
— São pessoas que são leais há muito tempo; eles têm direitos. Não trabalham apenas as criadas, mas também seus familiares. Entre eles há crianças pequenas; Não posso expulsá-los da noite para o dia.
— Direitos que estão acima da sua esposa? Porque uma dessas criadas tentou me atacar, e se eu não tivesse me defendido desde o início, os criados esfregariam meu cabelo no chão.
— A criada está morta; você já impôs uma punição exemplar.
— Três criadas tentaram agredir uma das minhas criadas; Cloy se defendeu, mas temo que haja retaliações mais fortes contra ela.
— Eles não vão te atacar; Eu já os avisei.
— Mas eles podem atacar minhas criadas? Estou te avisando de uma coisa, Bastian Chevalier: não vou permitir que ninguém machuque minhas criadas. Primeiro eu decapito todos os funcionários, eu me retiro, perdi o apetite. — Margaret estava furiosa; essas pessoas eram leais àquela mulher. São estrangeiros e, por razões óbvias, são um perigo latente para ela.
Bastian não entendia o que havia feito de errado. Ele se encarregou de dar o lugar à esposa desde o início e deu um aviso severo aos funcionários. Ele não achava que suas ações seriam mal interpretadas.
Bastian só queria evitar que o nome de sua esposa fosse manchado. Ele já havia mandado abafar os rumores que circulavam sobre ela. Ele prefere ser ele a se livrar dos obstáculos; assim, ninguém questionaria a reputação de sua esposa. Uma demissão arbitrária colocaria Margaret na mira de nobres corrosivas que buscariam destruir a imagem de sua esposa a todo custo.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Ezanira Rodrigues
Tenha uma conversa sincera com Margareth, Bastian..Esconder as coisas dela, só trará mal entendidos.
2025-03-16
0
Alisa TorYos
ah meu.....
Mas é ingênuo.
Ela não é telepata meu caro, você tem que falar para ela ou vai ser mau interpretado....kkkkk
2025-01-14
3