Margaret continuava dormindo tranquilamente até que, em seu sonho, apareceu perto de um casal. Não conseguia ver bem os rostos deles e suas silhuetas estavam distorcidas, mas ouvia suas vozes com clareza.
— Minha inocência se perdeu nos caminhos do destino. Mesmo que queira, não posso te amar; não sei como fazê-lo e você não deveria se aproximar de cristais quebrados, porque sairia ferido. Talvez, em outras vidas, seja diferente e eu possa corresponder ao seu amor — Disse uma voz feminina, mas esta soava sem sentimento ao falar.
— Por favor, não faça isso — A voz de um homem mal foi ouvida; era como se ele não pudesse respirar porque tinha que suportar o peso do céu com seu corpo.
O ambiente ficou tão luminoso que Margaret não conseguiu ver o que aconteceu com o casal, mas acordou assustada. Seu corpo parecia pesado e sua cabeça doía terrivelmente, impedindo-a de pensar com clareza. Cega pela dor, ela acabou caindo da cama, enrolada nos lençóis.
Depois de alguns minutos agonizando com a dor intensa, Margaret conseguiu alcançar a campainha para chamar as criadas para ajudá-la.
Três mulheres entraram imediatamente, socorrendo sua senhora e ajudando-a a sentar-se na cama. Elas estavam extremamente preocupadas com sua senhora e o estado em que a encontraram não era nada favorável, o que aumentava seus temores.
— Minha senhora, o que aconteceu! Você estava nos deixando preocupadas. Como não tinha acordado, ficamos preocupadas, seu pai nos mandou vir atendê-la logo cedo; ele queria que tivesse pessoas de confiança o tempo todo. — A primeira jovem a falar foi Vivian, uma jovem morena de vinte e cinco anos que havia entrado para trabalhar no ducado sob os cuidados do duque, que praticamente a comprou de sua família para que não a machucassem, pois ela era filha ilegítima do senhor do condado. Sua mãe havia morrido e a condessa, ao saber que seu marido era o pai da menina, ameaçou vender a jovem para alguns mercadores. Ela tinha apenas doze anos. O duque ficou horrorizado ao ouvir a mulher e ofereceu uma grande soma pela menina. Desde então, ela estava ao lado de Margaret, que era apenas uma menina de cinco anos.
Ao ver Margaret naquele estado, Vivian temeu o pior. Ela estava noiva de um cavalheiro, mas ele acabou morto sob a lâmina da espada do duque por agredi-la e tentar forçá-la.
— Que bom vê-las, estou feliz que já estejam aqui. Senti saudades de vocês — Margaret sorriu calorosamente para elas, o que deixou suas criadas boquiabertas, sua senhora parecia estar em péssimo estado e, ainda assim, sorria docemente para elas.
— Minha senhora, soubemos da insolência daquela donzela, e se a senhora não a tivesse castigado, eu mesma o teria feito pela senhora — Disse uma ruiva, que era dois ou três anos mais jovem que Margaret. A pequena mulher arregaçou as mangas do vestido em sinal de luta. Esta era Cloy, filha de um barão, mas preferiu juntar-se às criadas do ducado para não ser obrigada a se casar, o que foi favorável para seus pais, já que sua filha estar a serviço da única filha do duque Vitaly trouxe muitos benefícios; entre eles, conseguir bons negócios. Então, por enquanto, seu pai não insistia com um casamento para sua filha, embora sua mãe a pressionasse o tempo todo.
Margaret tirou o lençol de seu corpo para se levantar e ir ao banheiro, mas as criadas rapidamente pularam ao lado dela, escandalizadas e examinando cada uma de suas marcas.
— Minha senhora, aquele homem é um selvagem; veja como ele a deixou, você deve ter sofrido muito. Eu mesma irei enfrentá-lo enquanto Cloy vai buscar o duque — Disse Vivian, apavorada com todas aquelas marcas na pele imaculada de sua senhora.
Adanis balançou a cabeça negativamente com a mão na testa ao ver a confusão que suas companheiras estavam fazendo. Esta era uma morena de lindos olhos azuis, da mesma idade de Margaret, que estava acostumada a ler vários livros proibidos. Ela era uma plebeia, então, de certa forma, não era obrigada a se casar, mas gostava de se manter informada sobre o assunto. Depois que Vivian lhe contou o que havia acontecido, ela preferiu ficar na defensiva e saber de tudo para não ser enganada.
— Nossa senhora não tem nada de errado; alguns maridos costumam ser mais apaixonados no leito conjugal. Parem de incomodar. Vivian, vá até a cozinha buscar água quente; temos que preparar um banho relaxante para a senhora, e você, Cloy, vá buscar um chá para dor de cabeça. Certifique-se de prepará-lo você mesma, não confie em ninguém da equipe — Disse Adanis com determinação. Elas seriam a armadura, o escudo e a espada de sua senhora em todos os momentos.
— Bem, se eu vou acabar assim no dia do meu casamento, prefiro não me casar — disse Cloy e saiu correndo antes que Adanis a matasse.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Ezanira Rodrigues
Quanta ingenuidade..Ainda bem que Adanis é mais esclarecida e sabe que as marcas no corpo de Margareth, não são de agressão.
2025-03-16
0
🌸 Alessandra 🌸
q fofaaaas 💗
2025-01-24
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