Caminhos musical

No dia seguinte, Mad acordou animada, mas um pouco indecisa sobre se iria ou não se inscrever para participar do evento musical. O dia amanheceu um pouco frio na cidade de Toronto, e não foi uma tarefa fácil para Mad sair debaixo do cobertor quentinho. No entanto, de repente, ela se lembrou do pote de biscoitos de gotas de chocolate que Dona Rosa havia lhe dado antes de partir do orfanato; os biscoitos combinariam muito bem com uma bela xícara de chocolate quente.

Depois de alguns minutos, resolveu se levantar, tomar banho e preparar seu chocolate quente. Após o banho, vestiu um conjunto de calça e casaco de moletom preto com estampa do Scooby-Doo na frente e calçou seu velho tênis. Depois de se vestir, foi até a cozinha preparar o chocolate quente. Pegou todos os itens necessários, e em dez minutos já estava pronto.

Pegou o pote de biscoitos que estava guardado no armário e o colocou em cima da mesa. Em seguida, voltou ao quarto para pegar o celular e falar com a diretora Ana e a Dra. Mônica.

Colocou o celular no bolso do casaco e voltou para a cozinha. Pegou a xícara de chocolate quente e o pote de biscoitos, caminhando em direção à varanda do apartamento.

Sentou-se no pequeno sofá que havia ali, aproveitando a brisa fresca da manhã enquanto segurava a xícara quente entre as mãos.

Abriu o pote de biscoitos de gotas de chocolate, sentindo o aroma doce que se misturava ao ar frio. Pegou um biscoito e deu uma mordida, apreciando o sabor enquanto observava a vista da cidade pela varanda.

Aos poucos, foi saboreando a bebida quente, sentindo o calor do chocolate derretendo suavemente em sua boca. Cada gole a aquecia, contrastando com a brisa fresca que entrava pela varanda. Ela fechou os olhos por um momento, permitindo que os sabores se misturassem e a envolvessem em uma sensação de conforto e tranquilidade.

Então, retirou do bolso do casaco o celular e mandou uma mensagem para a diretora Ana:

— Bom dia, tia Ana! Gostaria de conversar com a senhora e com a Dra. Mônica. Pode ficar despreocupada, não é nada grave.

Após enviar a mensagem, Madson voltou a olhar para o horizonte, sentindo-se um pouco mais tranquila por ter se comunicado. Ela sabia que, independentemente do que estivesse passando por sua cabeça, sempre poderia contar com o apoio de Ana e Mônica.

Logo em seguida, Ana respondeu:

— Bom dia, minha pequenina! Como você está?

Madson sorriu ao ler a mensagem, sentindo um calor no coração. A preocupação e o carinho da diretora sempre a faziam sentir-se acolhida. Ela ponderou por um momento antes de digitar sua resposta, pensando em como expressar suas emoções e suas dúvidas sobre o evento musical.

Madson digitou rapidamente:

— Estou bem, tia, e a senhora? A Dra. Mona está ocupada. O que acha de fazermos uma chamada de vídeo? Assim, posso ver vocês e compartilhar algumas coisas.

Ela enviou a mensagem e, enquanto aguardava a resposta, tomou mais um gole de seu chocolate quente, o aroma e o sabor trazendo um conforto especial. O pequeno sofá na varanda era perfeito para aquele momento de tranquilidade, mas sua ansiedade em ver Ana e Mônica começava a crescer. Logo, o celular vibrou, interrompendo seus pensamentos.

Madson atendeu a chamada no primeiro toque, o sorriso iluminando seu rosto ao ver Ana e Mônica na tela.

— Olá, tia Ana! Oi, Mona! Tudo bem com vocês?

Ela fez uma pausa, observando as expressões delas.

— Queria compartilhar algo que aconteceu ontem e ouvir a opinião de vocês. Ontem, quando estava voltando para casa, alguém me entregou um panfleto sobre um evento musical que vai acontecer aqui na cidade, uma espécie de competição. Não sei se faço a inscrição para participar.

Ana e Mônica trocaram olhares, com um misto de curiosidade e incentivo. Mônica, sempre prática, sorriu e perguntou:

— O que te deixou em dúvida, Mad? Você ama música e tem um talento incrível.

Ana, com um olhar encorajador, completou:

— Exatamente! Essa pode ser uma ótima oportunidade para você se apresentar e mostrar o que sabe fazer. Como quando você se apresentava no restaurante da Sinu, minha pequena.

Madson sorriu ao ouvir Ana mencionar o restaurante de Sinuhe. As memórias daquelas apresentações ainda estavam frescas em sua mente.

— Sim, eu adorava cantar lá! Era tão divertido ver as pessoas aplaudindo e sorrindo. Mas agora é diferente. Aquilo era mais casual, e aqui é uma competição real.

Mônica inclinou-se um pouco mais perto da tela, sua expressão amigável.

— Eu entendo que você esteja nervosa, mas pense em como foi especial para você se apresentar. Essa competição pode ser uma maneira de recuperar essa alegria e, quem sabe, até descobrir novos talentos dentro de você — disse Mônica.

Ana assentiu.

Mônica, sempre prática, sorriu e perguntou:

— O que te deixou em dúvida, Mad? Você ama música e tem um talento incrível.

Ana, com um olhar encorajador, completou:

— Lembre-se, Mad, você não precisa ser perfeita. O importante é se divertir e mostrar quem você é. As pessoas se conectam com a autenticidade e a emoção. A música é uma forma maravilhosa de se expressar.

Madson respirou fundo, refletindo sobre as palavras delas.

— Vocês têm razão. A música sempre me fez sentir viva. Talvez eu devesse dar uma chance a isso. Eu só... tenho medo de não ser boa o suficiente.

Ana sorriu, sua voz suave e encorajadora.

— Minha pequenina, lembre-se: você é capaz de tudo. Apenas acredite em você e no seu potencial. Cada vez que você sobe ao palco, você se torna mais forte e mais confiante. Não importa o que os outros pensem; o que importa é como você se sente ao fazer o que ama.

Mônica acenou em concordância, seu olhar cheio de incentivo.

— Exatamente! Você já superou tantos desafios e mostrou sua força. Essa competição é apenas mais uma oportunidade de brilhar e compartilhar sua paixão. Além disso, quem sabe quem pode estar lá e se inspirar na sua música?

Madson sentiu uma onda de encorajamento.

— As palavras de vocês me tocam profundamente, como um abraço caloroso em um dia frio. Se eu não tentar, nunca saberei do que sou capaz. E, quem sabe, posso até me divertir no processo — afirmou, sorrindo.

Ana sorriu amplamente, aliviada ao ver a confiança de Madson começando a crescer.

— Isso mesmo! E lembre-se, independentemente do resultado, sempre estaremos ao seu lado, torcendo por você. O que você está esperando para se inscrever antes que as vagas se esgotem?

— Ótima ideia! — respondeu Madson, já se sentindo mais animada. — Vou fazer isso agora mesmo. Obrigada, tias! Vocês são incríveis!

Madson olhou novamente para o panfleto, suas esperanças de participar do evento aumentando a cada segundo. No entanto, uma preocupação começou a surgir em sua mente: o local da inscrição ficava em uma região da cidade que ela não conhecia bem. Ela não tinha certeza de como chegar lá sozinha.

Ela se sentou na mesa da cozinha, refletindo sobre a situação.

— O que eu vou fazer agora? — pensou, lembrando-se de Aisha e Camila.

No mesmo instante, pegou o celular e mandou uma mensagem para Camila.

— Oi Mila, bom dia! Aqui é a Mad, tudo bem com você? Se não for muito incômodo, eu preciso ir até uma região da cidade, mas não sei como chegar. Tem como me explicar como chegar lá?

Assim que escreveu a mensagem e enviou, meio hesitante, mas decidiu enviar.

Mas caso Camila não pudesse ajudar, ela resolveu ter um segundo plano: ir até o apartamento ao lado e falar com Aisha.

Madson enviou a mensagem para Camila, um misto de esperança e apreensão a acompanhando. Depois de clicar em "enviar", ficou olhando para a tela do celular, esperando uma resposta. Enquanto isso, a ideia de Aisha começou a tomar forma em sua mente. Aisha sempre foi uma amiga prestativa e, caso Camila não pudesse ajudar, ela poderia contar com a ajuda dela.

Após alguns minutos de espera, enquanto tomava um gole de seu chocolate quente, Madson começou a imaginar como seria a conversa com Aisha.

Mad se levantou, foi até a porta do apartamento, destrancou-a e saiu em direção ao apartamento 303. Em frente à porta do apartamento vizinho, ela bateu e esperou. Logo, a porta foi aberta por Aisha, animada, ainda vestindo o que parecia ser um pijama.

— Bom dia, Mad! A que devo a honra da sua visita? Entre! — exclamou Aisha.

— Bom dia, Aisha. Obrigada, mas não será necessário entrar. Eu só queria saber se você poderia me ajudar. Preciso ir até um lugar, mas não sei como chegar. Você poderia me explicar como ir até lá? — perguntou Madson, um pouco apreensiva.

— Claro, posso ajudar sim! Vou fazer melhor do que explicar: se não se importa, posso te levar até lá. O que acha? — ofereceu Aisha.

— Sério mesmo? — perguntou Madson, surpreso.

— Sim! Tem um horário específico para o seu compromisso? — perguntou Aisha.

— Na verdade, não — respondeu Madson.

— Então faz assim: vou me trocar e, em meia hora, te espero aqui para irmos. Só certifica o endereço certinho do local, ok? Tchau, até daqui a pouco! — disse Aisha, animada.

— Está bem, meia hora. Já anotei o endereço certinho — confirmou Madson.

— Tá certo, tchau, até! — despediu-se Aisha.

Mad voltou para casa e decidiu trocar de roupa para ficar mais adequada. Em seu quarto, colocou uma camisa xadrez preta com azul e, por cima, uma jaqueta de couro, calça jeans preta justa e seu All Star preto. Optou também por colocar uma touca preta, deixando apenas a franja à mostra. Foi ao banheiro fazer sua higiene bucal.

Ela arrumou o violão na capa e colocou os documentos necessários para a inscrição dentro de sua mochila. Retornou à cozinha para pegar o celular e o papel com as informações, guardando-os no bolso da jaqueta. Com a mochila nas costas e o violão, estava saindo quando Aisha também apareceu.

— Que timing, hein, Mad? Podemos ir? — perguntou Aisha.

— Podemos, sim — respondeu Madson.

Elas desceram as escadas.

— Bom dia, Lucca! — cumprimentaram o porteiro.

Assim que estavam saindo do prédio, se depararam com Camila entrando.

— Bom dia, Mad! Eu te respondi, mas você não respondeu de volta, então resolvi vir até aqui para verificar. Bom dia, Aisha! Quanto tempo, tudo bem? — disse Camila, surpresa.

— Bom dia, Mila! — respondeu Madson, um pouco envergonhada por não ter esperado a resposta. — Desculpe por não ter esperado. É que fiquei com receio de não conseguir ajuda, então recorri à Aisha. E estou muito ansiosa.

— Bom dia, bunduda, faz tempo, hein! — brincou Aisha, sorrindo.

— Não precisa se desculpar, eu entendo, Mad — respondeu Camila, com um sorriso tranquilo.

— Engraçadinha como sempre, Aisha — brincou Camila, revirando os olhos com um sorriso.

Aisha, então, perguntou curiosa:

— Que lugar é esse que você vai e por que está tão ansiosa, se puder falar, é claro?

Madson sorriu, um pouco mais à vontade.

— Na verdade, é um evento musical, uma competição que vai acontecer aqui na cidade. Preciso ir até o local para fazer a inscrição, mas não conheço bem a região — explicou Madson.

Camila arqueou uma sobrancelha, interessada.

— Um evento musical? Que legal, Mad! Por que não disse isso antes? Agora é que eu faço questão de ir com vocês! — exclamou Camila.

Mad riu, se sentindo mais confortável.

— Sério, Mila? Não quero incomodar — respondeu Madson.

— De jeito nenhum! Além disso, lembra de dois dias atrás, quando fomos à lanchonete e vimos o Lucas se apresentando? Eu te disse que um dia seria você naquele palco, e pelo visto, isso não vai demorar para acontecer! — disse Camila, empolgada.

Madson riu, sentindo o coração se aquecer com a lembrança.

— É verdade, você disse mesmo... Quem sabe essa competição não seja o começo? — comentou Madson.

— Então é isso, vamos juntas! Vai ser incrível! — Aisha exclamou, animada. — Assim, se perdermos o caminho, pelo menos estamos todas juntas.

Madson sorriu, sentindo a ansiedade diminuir com o apoio das duas amigas.

— Tá certo, então! Vamos juntas — concordou.

Elas saíram do prédio, acenando para Lucca enquanto se dirigiam ao estacionamento. Camila apontou para um carro elegante e brilhante.

— Vamos no meu Mustang hoje. Prata, do jeito que eu gosto — disse Camila.

Os olhos de Madson se iluminaram ao ver o carro.

— Uau, Mila! Que carro lindo! — exclamou.

Camila sorriu, destravando o veículo.

— Obrigada! Achei que a ocasião merecia um pouco de estilo. Agora, vamos nessa! — respondeu.

Elas entraram no carro, e Camila assumiu o volante, enquanto Aisha e Mad se acomodavam. O motor roncou suavemente, e, em poucos minutos, elas já estavam a caminho, o vento batendo nos cabelos delas e a sensação de aventura preenchendo o ar.

— Pronta, Mad? — perguntou Camila, sorrindo pelo espelho retrovisor.

— Mais pronta, não é impossível! — Madson respondeu, agora muito mais confiante com as amigas ao seu lado.

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Comments

Brennda Germany's

Brennda Germany's

legal, aqui também tá frio de mais da conta KKK amoooooo o frio ❄️

2025-02-28

1

Kelly Ramos

Kelly Ramos

Ana trata a Madson como se ela fosse uma criança kkkk

2025-03-30

1

Kelly Ramos

Kelly Ramos

Que paz Madson, só queria uns 30 minutos dessa traquilidade.

2025-03-30

1

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