Madson Evans

— Vai precisar de mim, senhora? — perguntou Mônica, com um leve tom de cansaço, enquanto ajeitava o jaleco após um longo dia.

— Não, pode ir descansar. Obrigada por ficar até mais tarde — respondeu Ana, com um sorriso caloroso e um olhar de gratidão. — Eu cuido dela agora. Vou pedir que preparem uma mamadeira de leite morno, ela parece estar com muita fome. Boa noite, Mônica — completou, agachando-se para verificar se a menina precisava trocar as fraldas antes de se alimentar.

Mônica soltou um suspiro aliviado, visivelmente grata pela compreensão. — De nada e boa noite! Se precisar de algo, é só chamar — disse ela, acenando com a cabeça e saindo logo em seguida, deixando o ambiente calmo e silencioso para Ana e a bebê.

Ana, com movimentos suaves, trocou a fralda, vestiu a pequena em um pijama de algodão macio e a enrolou na mantinha rosa, que tinha um leve aroma de lavanda. Com a recém-nascida aninhada em seus braços, ela se dirigiu ao corredor em direção à cozinha, que ficava no final do casarão, iluminada apenas por algumas luzes noturnas suaves que criavam um ambiente aconchegante.

Ao chegar à cozinha, encontrou dona Rosa, uma senhora de mãos calejadas, terminando de arrumar os últimos utensílios na pia. O cheiro de café fresco ainda pairava no ar, misturado ao aroma dos biscoitos que Rosa assava para as crianças todas as noites. Ana se aproximou com um sorriso e apresentou a bebê.

— Boa noite, dona Rosa! Pode preparar uma mamadeira de leite para essa pequenina? — pediu Ana, inclinando-se levemente para mostrar a bebê em seu colo, que já começava a chupar o dedinho em sinal de fome.

— Boa noite, senhora! Mas que coisinha mais linda! Claro que sim, já preparo. Quando essa pequena chegou? — perguntou Rosa, admirada, enquanto colocava a chaleira para esquentar a água.

— Acabou de chegar, e pela carinha, está ansiosa para se alimentar. Ela é uma recém-nascida — explicou Ana, sentando-se em uma das cadeiras de madeira com a bebê no colo e acariciando sua bochecha rosada.

— Que dó, tão pequena e já enfrentando dificuldades — comentou Rosa, com um suspiro solidário, enquanto abria a geladeira para pegar o leite materno, mantido ali para os bebês do orfanato.

Rosa, com a experiência de quem cuidava das crianças há décadas, pegou uma mamadeira rosa nova e despejou o leite, testando a temperatura com cuidado. Ela então levou a mamadeira até Ana, que sorria com gratidão.

— Mônica já fez os exames nela, e está tudo bem — informou Ana, seus olhos fixos no rostinho da pequena, que seguia os movimentos com curiosidade.

— Ainda bem! Tão pequena, mas é bom saber que está saudável — disse Rosa, aliviada. — Aqui está, o leite já está na temperatura ideal — falou, entregando a mamadeira nas mãos de Ana.

— Muito obrigada, dona Rosa! Pode ir descansar agora, vou alimentá-la e depois a levarei ao berçário — agradeceu Ana, com um aceno gentil.

— De nada, é um prazer ajudar. Boa noite para a senhora e para essa linda garotinha — despediu-se Rosa, retirando o avental e saindo para seu quarto, deixando a cozinha em silêncio.

Ana González, a diretora do orfanato, tinha um pequeno quarto no andar superior, reservado para as noites em que ficava de plantão ou precisasse acompanhar algum recém-chegado. Ao subir as escadas de madeira, cujos degraus rangiam levemente, ela entrou no quarto e acendeu o abajur. A luz suave banhou o ambiente com uma tonalidade quente, destacando as paredes em tons pastel e uma poltrona azul, que ela usava para momentos como esse.

Sentando-se na poltrona, ela ajustou a bebê em seu colo e, com delicadeza, aproximou a mamadeira dos lábios da pequena. — Pequenina, não tenha medo. Não vou deixar ninguém te machucar ou te abandonar. Prometo fazer de tudo para que você tenha uma infância tranquila e feliz. Vou encontrar a família perfeita para você. Enquanto isso, estará sob minha proteção — prometeu Ana, balançando a menina com suavidade enquanto ela sugava o leite com vontade, saciando sua fome.

A bebê olhava para Ana com seus olhos azuis claros, atentos e curiosos, como se entendesse cada palavra. — Seu nome será Madson Evans — disse Ana, um sorriso se formando em seu rosto enquanto via a pequena fechar os olhinhos.

Ao olhar nos olhos azuis da bebê, que tomava o leite sem hesitar, Ana sentiu uma onda de emoção. A responsabilidade que sentia por cada criança ali reforçava seu propósito de vida. Não suportava ver crianças sofrendo e sentia uma necessidade imensa de protegê-las e guiá-las.

— Madson Evans será bem cuidada e amada. Vai crescer e se tornar uma menina maravilhosa, todos à sua volta vão reconhecer que você é um verdadeiro anjo. Será feliz, gentil, educada e muito esperta. Você é especial — murmurou quase como uma profecia, enquanto acariciava o rostinho da bebê, que finalmente dormia tranquilamente. — As pessoas vão se orgulhar de você.

Depois de alimentá-la e colocá-la para arrotar, Ana levantou-se e a levou até o berçário, onde outros bebês dormiam em seus berços. Chegando lá, encontrou Yang, uma das cuidadoras mais antigas, ninando um dos pequenos que ainda estava acordado.

— Tudo certo por aqui, Yang? — sussurrou Ana, aproximando-se de um dos berços decorados com bichinhos coloridos.

— Tudo tranquilo, senhora Ana. Como está a nova pequenina? — perguntou Yang com um sorriso acolhedor.

— Está bem e já se alimentou. Agora vai descansar — respondeu Ana, colocando Madson no berço preparado para ela, ajeitando a mantinha com cuidado para que ela se sentisse segura e quentinha.

Ana ficou observando a pequena Madson, que agora dormia profundamente, envolta por um silêncio tranquilo, apenas quebrado pelo leve som dos outros bebês respirando suavemente. Naquele instante, ela fez uma prece silenciosa para que o destino da pequena fosse iluminado e cheio de amor.

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Comments

Brennda Germany's

Brennda Germany's

que interessante, realmente as crianças ficam olhando para nós como se entendessem o que falamos com elas é muito 🩷 fofo

2025-01-21

1

Cherry_Switter

Cherry_Switter

Ai que nome lindo. Mas peguei trauma desse sobrenome Evans kkk, porque me lembra da mãe do Harry Potter

2024-12-18

1

Phillip Shakespeare

Phillip Shakespeare

que coisa fofa tirando a parte da fome fico imaginando uma bela bebê com um olhar dócil fofo e puro

2025-03-25

1

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