20 de abril de 2016, Rochester
Após longos anos vivendo no orfanato Nova Esperança, Madson Evans, agora com 18 anos, finalmente terá a oportunidade de alcançar a tão sonhada liberdade. Ao longo de sua infância e adolescência, Madson enfrentou diversas dificuldades, mas hoje encerra uma fase e inicia outra, conquistando, enfim, a liberdade pela qual sempre sonhou. O futuro a aguardava, cheio de possibilidades desconhecidas.
Ana estava bastante nervosa, pois sua querida Madson estava prestes a partir. Ela havia passado a manhã preparando um café especial para comemorar o aniversário da jovem. Sentia-se ansiosa, mas também orgulhosa, sabendo que aquele momento era um marco importante na vida da garota que havia criado e cuidado como se fosse sua própria filha. Em seguida, dirigiu-se ao quarto das meninas mais velhas, onde Madson ainda dormia profundamente. As outras meninas já haviam começado suas atividades, e ela era a única no dormitório.
Ana hesitou por um momento, olhando para a jovem adormecida, recordando todos os momentos em que cuidou dela desde pequena. Decidiu, então, acordá-la. Chamou Madson suavemente, mas a garota apenas resmungou e continuou a dormir. Ana a chamou novamente, tocando delicadamente seu rosto com uma ternura maternal.
— Vamos, pequena, acorda. Hoje está um dia tão lindo — disse Ana, tentando despertá-la, sem deixar de sorrir.
Madson começou a despertar lentamente, abrindo seus belos olhos azuis, que cintilavam à luz suave que entrava pela janela. Ela bocejou preguiçosamente e sorriu levemente para a mulher à sua frente.
— Bom dia, tia Ana! — disse Madson, enquanto esfregava os olhos sonolentos.
— Bom dia, minha pequena. Dormiu bem? Preparei uma surpresa para você — disse Ana, com um tom de mistério e alegria na voz.
— Dormi muito bem, tia Ana. Que surpresa é essa? — perguntou Madson, agora mais curiosa, enquanto se espreguiçava.
— Se eu contar, não será mais surpresa, minha pequena. Quando for a hora certa, você saberá — respondeu Ana, piscando para ela com um sorriso afetuoso. — Mas antes, que tal levantar e se arrumar? Tenho um presente especial para você, mas quero que esteja bem arrumada antes — sugeriu, tentando conter sua ansiedade.
— Está bem, vou me arrumar, já que a senhora vai me deixar morrendo de curiosidade — brincou Madson, retribuindo o sorriso e sentindo uma excitação crescente.
— Não demore muito, o café da manhã já está pronto e esperando por você — disse Ana, deixando um beijo carinhoso na testa da jovem antes de sair do quarto.
— Não vou demorar, prometo — respondeu Madson, enquanto se levantava lentamente da cama.
Assim que Ana saiu, Madson pegou uma toalha no armário e seus produtos de higiene, dirigindo-se ao banheiro no final do corredor. Ao chegar, colocou suas coisas sobre a bancada da pia e se olhou no grande espelho que cobria a parede.
Ela passou alguns segundos observando sua aparência, refletindo sobre o quanto havia mudado nos últimos anos. Madson era uma jovem bonita, com 1,60 m de altura, olhos azuis-claros, rosto delicado e cabelos castanhos claros, levemente ondulados, que chegavam à cintura. A franja, cortada na altura dos olhos, lhe dava um ar jovial e ao mesmo tempo elegante. Seu corpo era esguio e delicado, mas forte, marcado pelas experiências e desafios que enfrentara ao longo dos anos.
Depois de tirar o pijama de gatinhos que tanto adorava, entrou em uma das cabines para tomar seu banho gelado, como de costume. Como sempre era a última a tomar banho, um hábito que carregava desde pequena por estar quase sempre atrasada, restava-lhe apenas a água fria. Ao terminar o banho, vestiu seu velho roupão azul com estampa de gatinhos, o mesmo de tantos anos, e concluiu sua rotina de higiene matinal.
Quando voltou ao quarto, Madson se surpreendeu ao ver uma muda de roupas novas sobre a cama: uma calça jeans preta justa, com leves rasgos nas pernas, uma camiseta branca com a estampa de uma guitarra vermelha, uma jaqueta de couro preta e um par de All Star de cano alto, também preto. Ela não pôde conter o sorriso, maravilhada com o presente inesperado. As roupas eram perfeitas, e embora ela não tivesse ideia de quem as deixara ali, sabia que aquele seria um dia especial.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Phillip Shakespeare
pelo menos ela foi criada pela dona Ana já pensou se fosse pra uma família que maltratava ela sinto triste por ela não ser adotada mas pelo menos viveu feliz com alguém que cuidou e amou como se fosse a própria filha
2025-03-25
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Sarah Vitória Veloso
Eu acho que as roupas foram deixadas por quem abandonou ela no orfanato ou pela própria Ana
2025-03-25
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Bela Black
Caramba, ficou percebido que a vida no orfanato de fato era bem complicada.
2025-03-02
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