Era quase final de tarde quando elas finalmente chegaram ao destino desejado. A luz do sol, suave e alaranjada, refletia nas janelas do charmoso edifício com uma fachada moderna de aproximadamente cinco andares, destacando a arquitetura elegante. Plantas bem cuidadas e flores coloridas adornavam a entrada, criando um ambiente acolhedor e convidativo. Os apartamentos, apesar de pequenos, eram perfeitos para quem estava começando uma nova etapa na vida, oferecendo um conforto aconchegante.
Na entrada do prédio, uma bela mulher esperava por elas, com um sorriso caloroso que iluminava seu rosto. Ana e Mônica desceram do carro, seguidas por Madson, que hesitou por um momento antes de reconhecer a mulher que as aguardava. As mais velhas seguiram à frente, guiando a garota até a mulher na entrada.
Assim que Madson reconheceu a figura familiar, seus olhos se encheram de alegria e ela correu em disparada para abraçá-la. Ana, com um tom suave, repreendeu a menina por correr, mas Madson estava tão eufórica que ignorou completamente. Mônica riu alto, achando graça da desobediência da garota, enquanto Ana, embora tentando manter a seriedade, sorriu ao ver a emoção genuína no rosto de Madson. Devagar, as duas mais velhas chegaram até onde ambas se abraçavam fortemente.
Enquanto observava a cena, Madson sentiu um calor familiar invadir seu peito. Aquele abraço com Sinuhe trazia uma sensação de lar que ela não sentia há muito tempo. Durante todo o trajeto, uma parte dela temia que o novo lugar fosse apenas mais um abrigo temporário, mas, agora, com Sinuhe ali, parecia que tudo se encaixava.
— Boa tarde, Sinuhe Cabello. Tudo bem? Quanto tempo que não nos víamos, você está diferente da última vez que a vi — disse a diretora Ana, observando com um olhar atento.
— Olá, você está maravilhosa. Está há muito tempo nos esperando? — complementou a Dr. Mônica, dando um passo à frente para cumprimentar Sinuhe.
Sinuhe, ainda segurando Madson nos braços, sorriu com ternura antes de responder:
— Boa tarde, Ana. Estou muito bem, graças a Deus. Fiz uma pequena mudança no cabelo por insistência das minhas filhas. Olá, Mônica. Não faz muito tempo que estou aqui, e obrigada pelo elogio. Vocês também estão ótimas.
Enquanto conversavam, o vento leve balançava as folhas das plantas ao redor, criando um som suave e reconfortante. Mônica, com um brilho no olhar, comentou:
— Como estão as meninas? Faz bastante tempo que não as vejo. Quando Mila foi ao orfanato, eu não estava — perguntou Mônica com genuíno interesse, enquanto um leve vento balançava suas roupas.
— A última vez que Mila foi há uns três meses — explicou Ana, quando ela visitou o orfanato.
Sinuhe sorriu e respondeu:
— As meninas estão muito bem. Camila agora está me auxiliando no restaurante, e Beatriz começou a fazer teatro. Elas têm me dado tanto orgulho.
Mônica, ainda sorrindo, disse:
— Então, Mila herdou seus dotes culinários, Sinu.
Sinuhe soltou uma risada leve e respondeu:
— A coitadinha até tenta auxiliar na cozinha, mas esse não é o seu forte. Mas na contabilidade, posso garantir que ela faz muito melhor do que eu!
As três trocaram olhares de cumplicidade, relembrando como haviam se conhecido em eventos beneficentes e o quanto já tinham enfrentado juntas pelos pequenos do orfanato. Sinuhe, uma mulher de elegância e simpatia inigualáveis, estava no auge de seus 51 anos. De origem cubana, ela dedicou sua vida às filhas depois que o marido a deixou quando Beatriz, a mais nova, nasceu. Camila, a mais velha, com 21 anos, e Beatriz, com 10, eram suas maiores paixões. Ela gerenciava um restaurante acolhedor e agradável, que servia uma fusão de comidas cubanas e italianas, trazendo um pedaço de sua cultura e tradição para a cidade.
Com um brilho nos olhos, Sinuhe se abaixou até a altura de Madson e disse:
— Parabéns, pequena Madson. Que você seja muito feliz, meu anjinho.
Madson, com os olhos brilhando de felicidade, respondeu:
— Obrigada, tia Sinu. É tão bom rever a senhora, eu estava com muita saudade.
Sinuhe, acariciando o cabelo de Madson, respondeu:
— Eu também estava com saudades de você, meu amorzinho.
A diretora Ana então perguntou:
— Sinu, você conseguiu o que pedi?
Sinuhe, ainda com um sorriso, respondeu:
— Claro que consegui, e já está tudo pronto. Estava apenas esperando por vocês. O que eu não faria pela minha princesinha Mad.
Madson olhou para o prédio à sua frente, sentindo um misto de ansiedade e empolgação. Ela sabia que estava prestes a começar um novo capítulo de sua vida, e embora o nervosismo estivesse presente, a presença de Sinuhe e das outras cuidadoras a fazia sentir-se segura.
Sinuhe estendeu a mão para Madson e disse, com um olhar carinhoso:
— Então, Mad, está preparada para ver o que te espera?
Madson sorriu e respondeu, com a empolgação evidente em sua voz:
— Estou muito ansiosa para ver!
O grupo então seguiu em direção ao prédio, enquanto a luz suave do final da tarde envolvia a cena, criando uma atmosfera de expectativa e novos começos. Ao entrar no edifício, Madson sentiu que, talvez, aquele lugar pudesse ser o lar que ela sempre sonhou.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
S.Kalks
Por qual motivo, razão, circunstâncias, tratam ela feito uma criança de 6 anos
2025-02-28
1
Kelly Ramos
Quando falam assim com a Madson, penso que ela é uma garotinha de cinco anos kkkk
2025-03-04
1
Carolini Meneget
A Mad tem sorte por estar rodeada de pessoas que querem o bem dela❤️
2025-03-02
1