Os dias estavam calmos, não somente Esme, mais também Mike se sentiam estranho, no ambiente que estavam. Duas noites depois da chegada deles com Esme, Mike contou-lhe sobre os anfitriões de quem eram hóspedes:
— São velhos amigos do pai de Jack, quando souberam da nossa situação não mediram esforços para nós trazer para cá, Dante é um soldado deste reino então foi fácil entrar na fronteira com a sua ajuda. Só ficaram assustados quando chegamos com você naquele estado, não conte a ninguém que lhe falei, pediram para eu não ficar comentando sobre tudo isso, porém acredito que deva contar a você os detalhes.
— Continue.
— Havia soldados que estavam dispostos a ajudar-te, então Jack só precisou roubar algo, ele fingiu que queria prendê-lo, tudo foi perfeitamente arquitetado, mas se esses dois soldados forem descobertos será o fim deles.
— Me deram água, uma coisa que o rei proibiu antes de me levarem até lá, pensei ter imaginado coisas, faz sentido agora.
— Havia algumas plantas medicinais na água, que te ajudaram a repor suas forças, por isso se sentiu bem.
— Muito obrigado Mike por ser um bom amigo e me contar tudo, não falarei a ninguém sobre você ter contado nada.
— Eu sei que é confiável, além do mais você fugiu também. Pode me dizer o motivo de te tratarem como uma criminosa?
— Eu sou uma criminosa Mike, fiz uma coisa ruim para eles, mas eles fizeram coisas piores comigo. É só isso que você precisa saber.
Se passou uma semana, e sua cicatriz já estava muito melhor, e ela estava afim de sair um pouco e respirar um ar puro para associar toda a bagunça da sua cabeça.
— Donadeth, venha aqui por favor!
— Diga querida, precisa tirar água do joelho? Me ajude aqui Olívia.
— Mais do que isso, preciso respirar ar puro, só preciso que me ajude a levantar que o resto faço sozinha, vocês tem algum rio por aqui, vou me lavar.
— Espere querida, tome cuidado, que tal pedirmos que Jack a leve? Pode se lavar aqui mesmo, há um lugar reservado para isso.
— Oh, não definitivamente vou sozinha.
— Não seja teimosa senhorita, Donadeth tem razão, eu mesma acompanho você e Jack a carrega e quando voltar você pode se lavar. Além do mais não é seguro andar sozinha por onde não conhece nada.
"Bando de gente teimosa, só quero ficar sozinha . Mais elas não vão me deixar sair se não for assim, é melhor do que nada " — Resmungou ela em seus pensamentos.
— Tudo bem, já que é assim. Mas peço que fiquem longe de mim nem que seja um pouco, preciso de privacidade, você pode aproveitar e conversar a vontade com Jack.
— Oh sim, vou correndo chamá-lo. Você espere ali.
Logo que os dois voltaram ajudaram Esme a sair da cama e foram leva-la ao riacho que descia uma bela colina, o lugar aonde ficaram as águas eram rachas o que fez Esme ter a privacidade que desejava enquanto, os demais falavam de assuntos que não a diziam a respeito, era o que ela imaginava.
— Ela tenta ao máximo não incomodar se preocupar de estar dando trabalho ou qualquer coisa do tipo, de uma coisa que tenho certeza é que ela não quer estar aqui, porém não há para onde ela ir, e proponho que esteja aqui especialmente por causa de sua mãe e Mike, ela mostra um carinho especial pelo seu irmão, é como se tivessem uma conexão.
Jack apenas ouvia Olívia, fazendo pequenas concordâncias, e olhando-a nos olhos de vez em quando, para demonstrar estar prestando atenção nela, enquanto não fazia isso ele observava a Esme, que molhava seus pés na pequena corrente do rio
— Acha que ela tem alguém que possa ajudar ? Dizemos que não,no entanto se houver seria melhor para ela.
— Não, ela não tem Olívia, os únicos que podem ajudar somos nós e é o que estamos tentando fazer. A minha mãe mais que qualquer um. Contudo, Esme é muito teimosa, não quer que ninguém se meta nos seus assuntos, ela não está errada, mais também não está completamente certa. É o que acho.
— Eu sinto pena dela, mesmo não sabendo de nada sobre. Vou buscar algumas flores para a mesa de jantar, o senhor fica com ela enquanto eu volto para irmos para casa. — Jack assentiu com a cabeça, e esperou que ela subisse pelo pequeno barranco para ir até Esme ver o que ela pegara no último minuto da sua conversa com Olívia.
— O que tem aí?
Esme sente como se a sua paz tivesse sido perturbada, já não bastava sentir que estavam a falar dela, agora ele foi importuná-la. Ela solta um suspiro e ergue a sua cabeça até encontrar os olhos de Jack, que na verdade estava mais próximo do que ela imaginou.
— É apenas um gerino. Estar na fase de criar as suas patinhas, e logo, logo poderá sair e encontrar o seu parceiro ou parceira.
— Mike contou-me que usava os seus dons medicinais para ajudar animais. Não sabia que servia para qualquer espécie, pensei que eram estudos diferentes.
— E são, mais coisas que podemos usar tanto para uma como para a outra. Não ajudava pessoas há muito tempo desde que tinha ido para o campo, então comecei a ajudar pequenos animais, era meu passa tempo preferido. Precisa de alguma coisa ou...—Jack tirou os seus sapatos e colocou os pés na água ao lado do de Esme.
— Nossa estar fria, como aguentou colocar os pés aqui?
—Você sabe ser inconveniente. É realmente impressionante.
— Não pode fingir ser um pouco mais simpática comigo? só estou-lhe fazendo companhia enquanto Olívia volta.
— Ah, claro, Olívia... — Ela espremeu os lábios, e chegou a modelos discretamente — Você e ela tem uma boa relação, imagino que sempre queiram um ao outro por perto pelo jeito que se olham, podia ter acompanhado ela, imagino que atrapalhei alguma coisa.— Jack a encara soltando um sorriso sarcástico, e solta uma risada. E responde com um cara engraçada:
— Do que estar falando Esme? Não disse nada com nada, o que estar querendo dizer.
— Sabe, você, ela — Ela encara-o com a expressão de estar sendo óbvia, enquanto Jack pressiona as sobrancelhas e entende o seu recado.
— Esme não tirei conclusões precipitadas, Olívia e eu somos apenas bons amigos, e nunca olharia para ela de outra forma nem mesmo se não fosse casada.
— Casada? — Ela arregalou os olhos .
— Sim, casada com Dante, o soldado que nós ajudou, tenho certeza que ela nunca olharia para mim nem se eu tentasse com marido que tem.
— Nossa, acho que não busquei as melhores fontes.
— É perceptível, a quem perguntou?
— A ninguém. Tirei minhas próprias conclusões, é realmente vergonhoso. Tchau amiguinho.
Um silêncio instalou-se enquanto as informações iam e voltava nas suas mentes.
— Julgo já ser hora de voltarmos, vamos encontrar Olívia. Ela deve estar voltando para cá.
— Oh só queria tomar um banho de rio, preciso de algo para relaxar os músculos.
— Ficou doida mulher, a água estar fria, deve se banhar com água morna, como médica estar sendo muito imprudente. Vamos suba em minhas costas novamente.
— Não seja mandão.
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Atualizado até capítulo 28
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