capítulo 13

A criança atravessa o beco correndo, carregando alguns pães abraçando eles para nao cairem, está tao determinada a chegar a seu destino que nem percebe que pisava em várias poças que tinha no meio do caminho.

— Ei menina, para aonde vai com tanta pressa?— A criança para, obviamente era com ela que a senhora falava, já que não havia mais ninguém naquele beco:

— Eu estou a voltar para onde não devia ter saído. — Podia ser jovem, mais sabia que não devia confiar em estranhos assim.

— Vamos garotinha me diga você parece ter pressa pra chegar logo lá né — ela aponta para o castelo imperial — Eu posso te ajudar. — A menina receosa respondeu :

— Sim eu preciso chegar ao castelo, e pra lá que estou voltando como sabe?

— Não importa, mais você é o quê de lá em: escrava? talvez serva? ou será mesmo a princesa?.... — A criança fica cabisbaixa — Tudo bem, vamos por aqui.Vm logo se não, não te ajudo mais , você quer chegar o quanto antes lá né.

A criança mesmo com dúvida a segue. Elas entram por outro beco e começam a subir uma escadas, já estava muito escuro e as escadas por causa do sereno estavam escorregadias.

— Então você vive no castelo, mais sai escondida entre becos e esgotos

e roubando pães — A criança fica perplexa e sem entender:

— como que... mais oq... A senhora é alguma do castelo e estar me seguindo por ordem do Imperador, me espionando...ih...ih

— É claro que não, eu a vejo saindo e andando por aí quando estou nos terraços, mas você não me ver. Bem, quando precisar chegar mais rápido ao seu destino, basta ir por aqui.

Ela aponta pra um pequeno túnel, um pouco escuro mais no fim dele se via alguns pontos de luz.

— Basta atravessar, que irar chegar nos jardins, por lá você pode passar despercebida — A menina confere e ver que realmente é verdade, ela viu os lindos íris do jardim sendo iluminados pelo luar.

— Obrigada.

— Ei espere, me chamo Astrity e você?

— Esme!! — a menina já estava no meio do caminho, e acena para Astrity de volta — Até logo.muito obrigado.

...****************...

As duas começam se encontrar com frequência e se tornam amigas, e com isso longas conversas:

— Então você está sendo mantida em cativeiro, tendo que trabalhar e pesquisar para o rei como uma médica merin, porque deu avô roubou documentos que não devia e você acessou conhecimentos que devem ser indesejáveis a pessoas normais. Em troca do seu trabalho para o reino irão soltar seu avô que estar preso a um bom tempo.

— Basicamente é isso. Mais per ai, o meu avô não roubou nada, ele devolveu tudo para o lugar então só foi emprestado. Faça favor e não coloque tanta canela no chá.

— Esme se ele pegou sem autorização, isso pode ser considerado roubo. Principalmente se ignorarem a parte do devolvido que é bem fácil que eles tenham fazer isso. É errado o que ele fez de qualquer jeito.

— De qualquer forma eu só quero meu avô solto ao meu lado, espero muito que ele esteja bem. Já faz dois anos que estou lá e já tentei acessar a masmorra e encontrar ele mas é muito difícil.

— Esme você tem certeza que seu avô estar vivo? O que quero dizer é que se for o contrário do que estar esperando, e melhor estar preparada, sei que é doloroso pensar assim mais e bem provável que estejam te enganando.

— Não claro que não, eles não podem fazer isso — seus olhos legrimejam — O Imperador conhecido por sua justiça e verdadeiro a suas leis ele não pode — Ela cai no choro e Astrity tenta consolá-la:

— Tudo bem, tudo bem, não fique assim assim, vai dar tudo certo.

...****************...

Desde do dia que se apresentaram Esme e Astrit passaram a fazer companhia uma a outra, Esme saia do castelo e ia direto para o lado de Astrit, bo meio de becos, quartinho abandonados e terraços as duas se divertiam.

Os dias de Esme se tornavam mais alegres mais leves, a cada risada com aquela senhora. alivia o sussurro de sua alma abatida.

— Isso mesmo boa garota,você aprende rápido, ele caiu que nem patinho. Fico com peso na consciência de te usar dessa forma pra essas coisas.

— Eu não me importo, desde que fui pra aquela prisão enorme, eu roubo pães sempre que saia, pra matar a fome que aquela gororoba não consegue tampar, nem os ratos comem aquilo.

— Uma médica Imperial, com grandes pesquisas, virando uma ladra. Tem meu total apoio querida. — Astrity solta um riso.

— Ora Astrity, você não perde tempo de fazer tempo de fazer piada, mas saiba que de nada vale meu título ou descobertas, elas vão tudo para o Imperador, é ele quem recebe os créditos. Prefiro ser uma ladra do que ser nomeada médica daquele homem.

— Tudo bem então, vamos esquecer isso por segundos e que tal voltarmos a aquela feira e brincarmos um pouco de enganar pessoas, quero bolinhos de açúcar.

As risadas das duas começam a ficar longe, cada vez mais distantes. E então Esme acorda tudo não passava de um sonho dentre suas lembranças, as lágrimas voltam a escorrer no seu rosto, enquanto o sol começa a bater entre as folhas dos pinheiros que estavam sobre ela e os soldados.

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