capítulo 2

— Até que fim voltou, pensei que havia encontrado alguém para dar o golpe e ficar por lá mesmo.

 — Como poderia ? E deixá-la aqui sozinha. Não sou tão cruel assim minha madame — Ela se curva com reverência para a senhora.

 — Astrity. Meu nome é Astrity, quando vem com esses jeitos de falar soa com muita falsidade.

 — E quem disse que sou verdadeira?

 — ESME!!!!!!— som de passos correndo e uma breve risada, Esme havia corrido da bronca, e Astrity correu atrás para dentro da cabana.

  — Esme já te disse pra me respeitar,você me deve muito garota, se continuar assim te coloco pra fora desta casa.

     A garota parece não dar ouvidos.

  — O que é isso Astrity ? Esta cheirando tão bem... quero experimentar. Ah sim, deixe te mostrar o que eu trouxe.

 — Não troque de assunto mocinha, ainda não terminei de f....

  Esme espalha umas coisas sobre a mesa, brilhantes, era de arder os olhos, tão bela e cintilantes, Astrity fica maravilhada.

  — Ma..mais o que é isso?

  — Algumas joias que encontrei por aí,esmeraldas, diamantes. Huum, veja bem são tão pequenas que até confundo qual é qual, com isso podemos dar uma mudada no visual e comprar alguns alimentos, a cabana também precisa de uns reparos e posso comprar alguns medicamentos..

  — Menina, aonde conseguiu isso?? tem noção o que fez? Você foi além do que eu imaginei que iria, eu estou. Estou..m

 — O que foi Astrity ? não gostou? posso conseguir outra coisa se quiser, que tal rubis?.

 — Esme, como conseguiu tudo isso? estou falando sério, algumas moedas ainda é aceitável,mas isso é um Ultraje. Estou extremamente...— ela soltou um suspiro, e Esme ficou preocupada, pensou que ela teria que se render depois de tudo que tinha passado, por aquelas maravilhosas pedrinhas.

 — Realmente não gostou Astrity?— desconsolada com aquilo, ela olha para o rosto da senhora pra ter certeza daquilo, por que apesar de tudo, a palavra daquela senhora era a primeira que ela ouviria.

— Não Esme, não gostei — Ela encara a moça com severidade e então seu rosto relaxa rapidamente para um breve sorriso malicioso — Eu adorei!!! — gargalhadas altas saem daquela garganta que as vezes parece uma caverna fazia que nem faz ecos — Garota esperta, foi assim que te ensinei, aprendeu direitinho em. Estou gostando do que tô vendo, mas pensa bem garota, sei que está sendo procurada, o melhor a se fazer é usamos só uma parte disso para não morrermos de fome. O restante nós guardamos.

Ela recolhe todas aquelas joias e guarda num pequeno baú que fica no canto direito da sala abaixo do madeiro do chão. Abre e coloca com todo o cuidado que ela pode ter com aquelas mãos enrugadas,e fecha sobre sete cadeados e o cobre com uma velha tapeçaria.

  — Já que resolvemos isso por agora, me serve um prato bem grande daquilo dali.

  — Se sirva sozinha eu não sou sua empregada, você que está de favor na minha casa a doze anos.

 — Vai Astrity, não custa nada.

 — Não.

— Por favor...— ela implora com um bico, e força os olhos para que lacrimejem.

— hmm.

                "Está Bem"

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